ENSAIO GERAL AGITA SÃO MATEUS ZONA LESTE DE SÃO PAULO

O evento reúne grandes nomes do Rap Nacional e conta com roda de samba, e a famosa feijoada da Dona Vera.

DoLadoDeCá | Thais Siqueira

04/09/2015

Promovido pela Associação São Mateus em Movimento, O Ensaio Geral acontece no dia 12 de setembro, no bairro de São Mateus zona leste de São Paulo.  O evento reúne grandes nomes do Rap Nacional e conta com roda de samba e a famosa feijoada da Dona Vera. Além disso, durante a festa haverá muito graffiti com o Coletivo OPNI e convidados dando vida e colorindo as ruas e vielas da comunidade.

O São Mateus em Movimento é Idealizado por jovens articuladores culturais que estão à frente do grupo “Rima Fatal da Leste” e do coletivo de grafite e arte urbana “Grupo OPNI”. A proposta do projeto consiste em desenvolver ações culturais nas comunidades no entorno de São Mateus, com o apoio de coletivos e articuladores que somam esforços para o projeto atingir cada vez mais jovens, despertando neles o desejo de conhecer e interagir com a identidade cultural da periferia.

Confira a cobertura do projeto Você Repórter da Periferia em 2014!

Serviço

São Mateus em Movimento

Rua Conego José Maria Fernandes, 127 – São Mateus  – SP

(11) 2011 – 6632

Coluna de Antonio Ribeiro – Mazelas do Brasil

4 de setembro de 2015

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Dr. José Renato Nalini, embora tenha percebido em agosto, a bagatela de mais de 96 mil reais líquidos, ou seja, quase 122 salários mínimos, ao ajuizar ação judicial para reaver perdas com o Plano Verão, afirmou não dispor de recursos para arcar com as custas processuais. A notícia foi publicada pela Folha de São Paulo, no último dia 3. O desembargador pediu diferimento, ou seja, para as despesas serem pagas ao final do processo.  A lei garante tal direito, que depende do deferimento do juiz da causa. Mas, tal direito tem sido indeferido reiteradas vezes a litigantes comuns, que percebem muito menos que o preclaro juiz.

Idolatrado por parcela significativa do povo brasileiro, cansado com os reiterados casos de corrupção, o juiz de Direito Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, é beneficiário de uma prática legal, mas questionável moralmente.  O badalado magistrado, que ultimamente tem deleitado os coleguinhas advogados em inúmeras e repetitivas palestras, recebeu contra cheque de mais de 77 mil reais no mês passado, segundo reportagem do jornal carioca O Dia, de 22 de agosto. O salário atual – teto para todo o funcionalismo, mas verdadeira ficção – é de 33,7 mil reais, que é percebido pelos ministros do STF.

O expediente fulcrado em decisões judiciais é legal, mas moralmente contestável.

A Bíblia, em Matheus 75, diz; “Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão”.

Talvez tenha chegado a hora de o magistrado paranaense adicionar as Sagradas Escrituras em suas leituras, não ficando apenas nos livros jurídicos.

DE CARTÓRIOS, CARTORÁRIOS E MORDOMIAS IMORAIS

Nos Estados Unidos, se o imóvel fica vazio por seis meses ou mais, o banco deixa de pagar despesas obrigatórias como condomínio e imposto predial, chamado IPTU no Brasil. O cidadão compra e paga apenas o imóvel, sem a garantia de certidões vintenárias que possam revelar ônus de qualquer natureza sobre o bem. Há, também, as certidões trintenárias. As vintenárias abrangem período de vinte anos e as trintenárias, de trinta anos. Nelas, há inteiro teor do histórico notarial do imóvel. Hipotecas e demais ônus aparecerão. Há outras certidões, não de cunho cartorário, mas aquelas expedidas pelos poderes públicos, informando sobre a existência de pendências fiscais e ações judiciais. Além dessas, há as que são emitidas pelo condomínio – quando for o caso – relatando se há débitos condominiais pendentes. Há, portanto, grande segurança jurídica.

Até1994 os cartórios conferiam a seus titulares, que eram presenteados pelos governantes as cláusulas de vitaliciedade e hereditariedade, sem o crivo de concursos públicos. Agora, é necessário que o candidato a titular de qualquer cartório se submeta a prova de títulos, exigindo-se dos candidatos curso superior e trabalho na atividade. Todavia, projeto de lei pretende entregar os cartórios sem concurso, a quem exercia a função em 1994. O autor da proposta é o pastor evangélico da Assembleia de Deus e delegado de polícia, deputado federal por Goiás, João Campos, do PSDB.

Todas estas explicações são para comentar a notícia publicada por Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada e no UOL. O colunista escreveu ipsis literis: ““… O goiano José Augusto Alcântara, dono de cartório herdado na pequena Trindade (GO), aparece numa hidromassagem num iate de 40 pés, em Saint Tropez, curtindo a vida na Côte D’Azur na França. Um amigo filma o Mar Mediterrâneo e Alcântara ordena, como diretor da cena: “devagar”. ” – a fim de mostrar o belo iate de um amigo e a paisagem. A câmera para no empresário, ele ergue a cerveja e ironiza: “Tem vida mais barata, mas não presta, não”! ”. E gargalha.

O colunista- e nós – reproduzimos o vídeo viralizado na net.

Este colunista requereu providências à Egrégia Corregedoria dos Cartórios do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Nossos leitores, especialmente os de Goiás, devem exigir apuração do fato.

Estas são algumas das mazelas do Brasil, que, salvo honrosas exceções, não repercutem nos grandes jornais televisivos.

Antônio Ribeiro é advogado e jornalista

Tribos russas faltarão a Jogos Indígenas em Palmas por falta de verba

04 de setembro de 2015 VASSÍLI PAVLOV, UGRAPRO.RU

Populações nativas russas não conseguirão viajar ao Brasil em outubro, quando acontecerão disputas.
A ideia de tornar os jogos internacionais já é antiga entre os povos nativos e a ONU. Foto: Iuri Muravin/TASS
Por falta de verba para a viagem, algumas populações indígenas russas não estarão representadas na primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que será realizada em Palmas, no Tocantins, em outubro. É o caso dos “úgri”, da região setentrional russa de Khánti-Mansiisk – que concentra 58% do petróleo extraído no país.

Da Rússia, também foi convidado um campeão mundial de boxe de etnia úgri, Ruslan Provodnikov.

Em entrevista à agência local de notícias IugraPro, o presidente da Federação dos Esportes Étnicos Úgri, Aleksêi Klauzer, explicou a negativa ao convite.

“Os úgri não irão aceitar o convite para participar da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. O diretor do departamento de esportes da Região Autônoma de Khánti-Mansiisk não aprova tais eventos e não fornece dinheiro para tanto. O governo úgri não considera a questão. Em reunião em Moscou, o ministro dos Esportes da Federação da Rússia sutilmente deixou entender que não se pode confundir ‘povos nativos’ e ‘povos nativos em minoria’, por isso não considera razoável que cada região envie ao Brasil sua equipe”, disse Klauzer.

A ideia de tornar os jogos internacionais já é antiga entre os povos nativos e a ONU, mas só neste ano o evento foi internacionalizado.

Versão reduzida de material publicado pelo portal Ugrapro.Ru.

Produtos ‘Made in Russia’ aliviam país de crise

04 de setembro de 2015 ALEKSÊI LOSSAN, GAZETA RUSSA

Produção designada a atender à crescente demanda local agora é reorientada para mercados estrangeiros.
Veículos, máquinas de lavar e outros produtos se beneficiam. Foto:Egor Aleiev / Tass
A profunda recessão em que se encontra a Rússia está influenciando em uma mudança nas estratégias de investidores, que agora buscam tirar proveito da moeda barata, usando-a como plataforma para engrenar as exportações.

“A desvalorização do rublo em 2015 impulsionou nossas exportações, e estamos fazendo de tudo para aproveitar ao máximo essas condições”, diz o diretor da planta russa de fabricação de máquinas de lavar roupa da marca alemã BSH GmbH, Khakan Mandali.

Redirecionando esforços

Há apenas dois anos, multinacionais do mundo todo miravam o mercado russo. A economia local se recuperava da crise financeira de 2008-2009 e os rendimentos da população aumentavam.

O país tornava-se o maior mercado da Europa em diversos setores, do automobilístico ao de produtos alimentícios para bebês.

As montadoras norte-americanas Ford e General Motors, por exemplo, buscavam avidamente incrementar as fabricação dentro do país para atender à demanda local.

Hoje, porém, o cenário mudou. A acentuada recessão causada pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções internacionais, agravada pela drástica desvalorização da moeda nacional, forçou investidores a redesenharem suas estratégias.

Alguns, como a GM, estão deixando o país. Mas outros, como a Ford, estão adaptando suas operações na Rússia: usam o país como base de fabricação de produtos para exportação, uma vez que a queda do preço do rublo torna sua mercadoria ali fabricada mais competitiva nos mercados mundiais.

A economia russa continua dominada pelas exportações energéticas, e o mais provável é que assim permaneça nos próximos anos. Mas agoras as autoridades russas colocam suas esperanças no redirecionamento da produção, que poderia ajudar o país a deixar de depender de commodities.

Exportações dobradas

A BSH GmbH planeja dobrar as exportações em 2015, segundo Mandali. A fábrica exportou 50 mil máquinas produzidas na Rússia apenas em 2014. Embora a maior parte dessas vendas seja destinada a países da antiga União Soviética (principalmente Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão), a empresa também almeja mercados europeus, incluindo Alemanha, França, Itália e países escandinavos.

A joint venture da Ford no país, a Ford Sollers, também planeja exportar sua produção para a Europa. No ano passado, a filial russa já passou a fornecer os modelos Ford Focus e Ford EcoSport para seu vizinho Cazaquistão. Para otimizar os custos, a porção de componentes produzidos na Rússia foi aumentada de 40% para 85%.

Em dezembro de 2015, a empresa inaugurará uma planta para fabricar 200 mil motores por ano para o Focus, o Fiesta e o EcoSport. No total, a Ford investirá quase US$ 1,5 bilhão no desenvolvimento de unidades de produção na Rússia.

Dependente de petróleo

As exportações russas ainda são compostas principalmente por matérias-primas e minerais, especialmente energéticos. O petróleo e o gás natural representaram 68% das exportações russas em 2013, segundo a U.S. Energy Information Administration.

Além de multinacionais, fábricas locais passam a vender mais  Foto: Mikhail Djaparidze / TASS

Além disso, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, o volume de negócios do varejo russo desceu 8% no primeiro semestre de 2015, com uma queda de 7,7% na demanda por gêneros alimentícios e de 8,3% para outros bens. Já as vendas de carros no país caíram 35% entre janeiro e julho de 2015, segundo a Associação de Empresas Europeias na Rússia.

Já a maior montadora russa, a AvtoVAZ, tenta impulsionar as exportações do seu modelo mais popular contemporâneo, da marca Lada. Sua meta é exportar 100 mil desses veículos por ano.

Estimativas da empresa de investimentos VTB Capital avaliam que as vendas internas da AvtoVAZ cairão 17% em 2015, chegando a 320 mil veículos por ano, enquanto as exportações devem subir 35%, alcançando os 70 mil veículos por ano.

“Com a mão de obra mais barata, menores custos de produção e componentes a preços acessíveis em vários setores, as empresas podem oferecer produtos mais competitivos em nível internacional e no mercado local”, explica o analista-chefe da consultoria moscovita UFS IC, Iliá Balákirev.

Réptil de origem sul-americana é achado em prédio de Riazan

04 de setembro de 2015 WWW.GTRKOKA.RU

Animal resgatado em área residencial a quase 200 quilômetros de Moscou já havia sido avistado em rodovia da região. Embora não se saiba real procedência do réptil, expectativa é que seja transferido para o zoológico da capital russa.
Jacaré-anão foi encontrado em prédio residencial Foto:Alamy/Legion Media
Depois de ser resgatado e levado a uma clínica veterinária da região no último fim de semana, o réptil, que havia sido ferido e tinha a boca enrolada com fita isolante, recebeu os primeiros-socorros e já não corre mais perigo. Mais ainda não se sabe como o animal foi parar em Riazan.

“Trata-se de um jacaré-anão, nativo do norte da América do Sul, de regiões como Brasil e Panamá”, disse a veterinária Olga Atapina. “Ele tem agora entre 5 e 7 anos – não é um indivíduo adulto, é um crocodilo jovem.”

O crocodilo foi encontrado em um prédio residencial no vilarejo de Priokski pelo moradorar Nikita Konnov. “Passava ali com uns amigos quanto notei alguma coisa se mexendo no canteiro, pensei que era um gato ou um ouriço”, conta.

Acredita-se que seja o mesmo animal avistado no rio Pavlovka, que atravessa a região, em meados de junho. “Fala-se muito em aquecimento global, mas o clima de Riazan não mudou tanto assim a ponto de surgirem vários jacarés brasileiros por aqui”, brinca a veterinária.

Timofei, como foi apelidado pelos especialistas da região, será transferido para o zoológico de Moscou e ficará exposto ao público.

Publicado originalmente pelo portal www.gtrkoka.ru

Truco no Congresso #6

Flashback da semana

Governo empurra rombo para Congresso cobrir

flashback 2 preto e roxo

No melhor dos cenários, um crescimento econômico de 0,2% e uma inflação de 4,5%. Nas contas públicas, a inédita previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta é a perspectiva para 2016, segundo a proposta orçamentária entregue pelo governo ao Congresso Nacional esta semana. Em outras palavras, o recado é claro: 2015 tende a deixar saudades – acredite se quiser.

Esta é a primeira vez na história do país que o governo federal entrega um projeto de orçamento deficitário, uma novidade mal recebida pelo Legislativo. Deputados e senadores terão de buscar alternativas para cobrir o buraco durante a tramitação da proposta. Aprovado, o projeto vira a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2016, que define os recursos dispostos pela União (Executivo, Legislativo e Judiciário) para gastos previstos no ano.

Uma das saídas estudadas pelo governo para cobrir o buraco foi abortada no último sábado, em reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil): a reencarnação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), uma releitura do chamado imposto do cheque, que, pelas estimativas do governo, geraria um incremento anual de R$ 80 bilhões à receita. Em meio à resistência do empresariado, de parlamentares da base e até do vice-presidente Michel Temer, a sugestão acabou engavetada, deixando um rombo a ser coberto na previsão orçamentária.

Parlamentares da oposição pressionaram sem sucesso o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a devolver o projeto a Dilma, sem qualquer apreciação. O alagoano, na posição de presidente do Congresso, disse que a peça orçamentária deverá ser melhorada pelos parlamentares, sem que seja necessário impor o constrangimento da rejeição ao Executivo.

O desgaste causado pela proposta gerou o primeiro encontro entre Dilma e Cunha, após o peemedebista se autodeclarar opositor do governo. O deputado, no entanto, não cedeu dessa vez às vontades da oposição. A petista pediu apoio ao presidente da Câmara para conseguir a aprovação do projeto. Diferentemente de Renan, Cunha afirmou que não é de responsabilidade do Congresso procurar solução para o déficit. Além da retração do PIB, da diferença entre arrecadação e despesas, o governo ainda apontou inflação de 4,5%, salário mínimo de R$ 865,50 para o ano que vem e previsão de queda dos investimentos nas estatais, como Infraero e Petrobras.

Apesar do desgaste na relação Executivo e Legislativo após a apresentação da proposta orçamentária, Dilma conseguiu sair por cima de uma das batalhas travadas entre os poderes. Na quarta-feira (2), o Congresso Nacional agendou votação dos vetos presidenciais, o que incluía a apreciação do reajuste salarial de até 78,56% do Judiciário, que pode resultar em impacto de R$ 25,7 bilhões aos cofres públicos. A sessão foi cancelada por falta de quórum e, agora, só será novamenterealizada em 22 de setembro.

Para a possível derrubada dos vetos, seria preciso que pelo menos 257 deputados e 41 senadores participassem da votação. O número mínimo foi atingido pelos deputados, mas os senadores não conseguiram a presença necessária para o início dos trabalhos. A ausência dos parlamentares foi encarada como manobra do governo para impedir a aprovação de itens da pauta-bomba. Minutos antes de a sessão ser cancelada, o deputado Miro Teixeira (PROS-RJ) disse, em plenário, que assessores do governo federal ligaram para os parlamentares da base governista pedindo que não comparecessem. O objetivo, segundo ele, era impedir a derrubada dos vetos. “Isso faz parte de uma farsa”, discursou.

Separadamente, as Casas legislativas não deixaram de lado as pautas polêmicas. Contrariando a Câmara, na quarta-feira (2), o Senado aprovou projeto de lei (PL 75/2015) que elimina o financiamento privado de campanha eleitoral. A mudança vai contra a proposta de reforma política(PEC182/07) aprovada em dois turnos na Câmara, quando deputados avalizaram a constitucionalização das doações empresariais a candidatos. No momento, a PEC da reforma política na Câmara adormece nas gavetas do Senado.

As vontades de Cunha, por sua vez, também foram atendidas. O projeto de lei (PLC 25/07) que aumenta em 250% o limite de enquadramento da microempresa no regime especial de tributação do Simples Nacional foi aprovado. Presente na pauta-bomba, a Receita Federal calculou que a ampliação da concessão reduzirá em R$ 11 bilhões a arrecadação.

As mudanças para os integrantes do chamado Supersimples devem entrar em vigor em 2016, segundo a proposta. Atualmente, as empresas com faturamento anual máximo de R$ 360 mil podem integrar o sistema simplificado de tributação. De acordo com o novo texto, para participar do Supersimples será permitida uma receita bruta anual de até R$ 900 mil.

No caso de empresas de pequeno porte, a participação no programa também foi estendida para aquelas que possuem receita bruta anual de R$ 900 mil a R$ 14 milhões. Até então, esse intervalo era de R$ 360 mil a R$ 3,6 milhões, o que representa um aumento de 400%. Nesse caso, haverá uma implementação gradual da nova faixa de concessão. Em 2017, o novo limite será de R$ 7,2 milhões e, somente em 2018, as empresas com receita bruta maior de R$ 7,2 milhões até R$ 14,4 milhões poderão participar do Supersimples.

A Câmara aprovou, entre os destaques do projeto, a extensão do benefício aos micro e pequenos produtores de bebidas alcoólicas e também uma alíquota menor para escritórios de arquitetura.

Truco, Álvaro Dias!

“O Congresso não pode fazer o milagre de colocar recursos nos cofres da União. O que o governo quer é transferir responsabilidade, fazendo com que o Congresso aumente a carga tributária, esmagando ainda mais o povo brasileiro.” – Álvaro Dias (PSDB-PR), senador e líder da oposição, em entrevista à Rádio Senado, na segunda-feira (31/08)

O governo enviou ao Congresso, na segunda-feira (31/08), a proposta para o Orçamento de 2016. Pela primeira vez foi previsto um déficit de R$ 30,5 bilhões, o que causou revolta entre os parlamentares de oposição. Alguns deles, como o senador Álvaro Dias, criticaram a peça encaminhada pelo Executivo sem propor soluções para que os gastos públicos não sejam maiores do que as receitas.

Perguntamos:

– Não é função do Congresso aprimorar a proposta orçamentária?

– Que medidas poderiam resultar em economia total de R$ 30,5 bilhões?

– O PSDB não apoia medidas que poderiam resultar em aumento de receita, como a repatriação de recursos brasileiros no exterior não declarados à Receita Federal? Por quê?

Moçambique: situação económica já critica pode agravar-se

O Presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama após a assinatura do acordo de cessação das hostilidades a 5 de Setembro de 2014

O Presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama após a assinatura do acordo de cessação das hostilidades a 5 de Setembro de 2014

Orfeu Lisboa
Isabel Pinto Machado

Em Moçambique assinala-se amanhã um ano sobre a assinatura do acordo de cessação de hostilidades, rubricado pelo presidente Filipe Nyusi e o lider da Renamo Afonso Dhlakama.

Que repercussões teve na economia do país o estado de guerra nao declarada em que Moçambique viveu e cujo espectro continua presente, foi o que procuramos saber com o economista moçambicano João Mosca, para quem “a situação é crítica e pode ainda agravar-se“.

João Mosca responsabiliza o antigo Presidente Armando Guebuza e aponta como exemplos a retracção dos investimentos externos, “a redução da produção interna, queda das exportações, desvalorização do metical, uma dívida pública das mais elevadas do mundo que atinge 170% do PIB, enquanto quase 11% do mesmo PIB são gastos em despesas salariais do Estado, ou ainda os enormes investimentos feitos nos útimos anos na área da defesa“.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio