Fernanda Montenegro grava depoimento no Museu da Imagem e do Som

Da Redação da Agência Rio de Notícias

 

Única atriz brasileira indicada ao Oscar; atuou em mais de 20 filmes e 30 novelas e minisséries; vencedora do Emmy Internacional de melhor atriz; do Urso de Prata do Festival de Cinema de Berlim; da Concha de Prata do Festival de San Sebastián; do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro; entre muitos outros. Por sua importância à cultura brasileira, a atriz foi convidada para participar do “Depoimentos para a posteridade” do MIS-RJ, dia 16 de abril, a partir das 13h30, na sede da Praça XV. Entrada franca.

Nessa edição da série, pela primeira vez um depoente sugere oito ao invés de quatro entrevistadores, por isso, de forma que fique confortável, a produção do MIS-RJ optou por dividir: quatro sentarão à mesa e o restante na primeira fila do auditório. Seus entrevistadores serão os amigos Ary Fontoura (ator), Bárbara Heliodora (jornalista e crítica de teatro), Gilberto Braga (autor de telenovelas), Jacqueline Lawrence (atriz e diretora teatral), Carmen Mello (produtora), Maria Inês Barros de Almeida (escritora, teatróloga e radialista), Otávio Augusto (ator) e Tereza Miranda (professora da Puc).

Trajetória

Única brasileira indicada ao Oscar e a primeira contratada pela TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951. Fernanda Montenegro, nome artístico de Arlette Pinheiro Esteves da Silva, nasceu em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, no bairro do Campinho. Começou sua carreira aos 15 anos como redatora, locutora e radioatriz da Rádio MEC, mas pisou num palco pela primeira vez com 8 anos para participar de uma peça na igreja de seu bairro. A estreia oficial aconteceu em dezembro de 1950, ao lado de Fernando Torres, seu parceiro por 56 anos, em “3.200 Metros de Altitude”, de Julian Luchaire.

Na Tupi, participou de cerca de 80 peças. Já casada com Fernando Torres, se mudou para São Paulo em 1954, onde fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Lá, o casal formou sua própria companhia, o Teatro dos Sete, com Sergio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli e Alfredo Souto de Almeida, que fez sua estreia em dezembro de 1959, com “O Mambembe”, de Artur Azevedo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Depois de passar pela Tupi e pela Excelsior, Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em “Baila Comigo”, de Manoel Carlos. A personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para ela, e no mesmo ano, viveu a pérfida milionária Chica Newman de “Brilhante”, de Gilberto Braga. Mas seu maior sucesso até hoje na televisão foi em “Guerra dos Sexos” (1983), de Silvio de Abreu, na qual a atriz protagonizou cenas hilárias e inesquecíveis ao lado de Paulo Autran, como os primos Charlô e Otávio.

Em mais de 50 anos de teatro, a atriz ganhou diversos prêmios por espetáculos como “A Moratória” (1955), de Jorge Andrade, “Dona Doida” (1987), de Adélia Prado, e “The flash and crash days” (1993), de Gerald Thomas, quando atuou ao lado da filha, Fernanda Torres. Estreou no cinema em “A Falecida” (1964), de Leon Hirszman, que lhe deu o prêmio de Melhor Atriz na I Semana do Cinema Brasileiro (futuro Festival de Brasília). Do mesmo diretor, fez também o clássico “Eles não usam black-tie” (1980) e também atuou na produção internacional “O amor nos tempos do cólera” (2007), de Mike Newell. Além da indicação ao Oscar, Central do Brasil (1999) lhe rendeu o Urso de Prata do Festival de Berlim, entre vários outros prêmios.

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