Vice-presidente americano chega a Kiev para levar apoio às autoridades ucranianas

O vice-presidente americano Joe Biden

O vice-presidente americano Joe Biden

Reuters
RFI

O vice-presidente americano Joe Biden chegou nesta segunda-feira (21) a Kiev para levar seu apoio às autoridades ucranianas pró-ocidentais. O risco de uma intervenção russa aumentou depois que os separatistas pediram a ajuda do presidente Vladimir Putin para proteger a população local.

O vice-presidente americano aterrissou na capital ucraniana por volta do meio-dia no horário local. Ele está envolvido na crise do país desde o início das manifestações, em novembro, que resultaram na queda do presidente Victor Yanukovitch. Biden deve se encontrar com o presidente interino Olexandre Tourtchinov e o primeiro-ministro Arseni Iatseniouk.

Hoje o chanceler russo Serguei Lavrov acusou as autoridades ucranianas de tomar medidas em contradição com o acordo assinado na semana passada. Ele também afirmou que o tiroteio deste domingo mostrava que as autoridades ucranianas não tinham vontade de “controlar os extremistas.”

Neste domingo de Páscoa, o prefeito de Slaviansk ,no leste do país, Viatcheslav Ponomarev, pediu a Putin que enviasse tropas ou armas, depois de um tiroteio que deixou cinco mortos segundos os separatistas, três de acordo com Kiev.

O apelo feito a Moscou, que reconheceu manter tropas perto da fronteira com a Ucrânia, é similar à manobra política que resultou no referendo e na anexação da Crimeia. Uma reação que pode prejudicar as tentativas de aplicação do acordo de Genebra, assinado no dia 17 de abril, e que abriu a possibilidade de colocar um fim no conflito.

Desde a perda da Crimeia por Kiev, os Estados Unidos e a União Europeia aplicaram sanções contra altos responsáveis russos e Washington ameaçou adotar novas medidas financeiras, que podem prejudicar ainda mais a economia russa, já afetada pela fuga de capitais e à beira da recessão.

Paralemente, o presidente Vladimir Putin promulgou nesta segunda-feira uma lei para facilitar a aquisição da nacionalidade russa por habitantes de ex-repúblicas soviéticas que falam russo e se sentem “apátridas” e “estrangeiros” após a dissolução do bloco, na década de 90. Com a nova legislação, Putin dá mais uma cartada que embaraça os países ocidentais.

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