Brasileiros estariam entre vítimas do ataque contra Al Qaeda no Iêmen

O Exército do Iêmen lançou nesta terça-feira, 29, vasta ofensiva contra Al-Qaida.

O Exército do Iêmen lançou nesta terça-feira, 29, vasta ofensiva contra Al-Qaida.

REUTERS/Yemen’s Defence Ministry/Handout via Reuters
RFI

O Exército do Iêmen mantém a ofensiva contra extremistas da Al Qaeda no sul do país. O Itamaraty diz não ter informações sobre os supostos combatentes brasileiros da Al Qaeda mortos na operação nesta terça-feira (30).  Três soldados foram feito prisioneiros pelos extremistas, segundo um responsável dos serviços de segurança.

 

O Itamaraty informou que está em contato com as autoridades iemenitas para confirmar a identidade dos brasileiros que estariam entre os 12 supostos membros da Al-Qaeda que morreram no ataque. Além deles, 18 soldados perderam a vida.

Entre os mortos, haveria ainda franceses, holandeses, alemães e árabes, de acordo com o governo iemenita. Os corpos estão em poder das autoridades locais e, de acordo com o presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, nenhum governo quis recuperá-los. Hadi disse ainda que cerca de 70% dos militantes da Al-Qaeda no país são estrangeiros.

Além dos soldados iemenitas e de aviões não-tripulados norte-americanos, milícias privadas participaram da ação de ontem nas províncias de Chabwa e Abyane, no sul do Iêmen.

De acordo com um responsável militar do país, mais de 30 militantes morreram, vários deles sauditas. Nos dias 19 e 20 de abril, drones americanos e a Força Aérea iemenita atacaram uma série de campos de treinamento da Aqpa, a Al-Qaeda na Península Arábica, matando 60 terroristas. Apesar das constantes ofensivas, este é o braço mais perigoso da rede terrorista, segundo os Estados Unidos.

Al Qaeda mantém três soldados presos

Três soldados iemenitas foram presos pela Al-Qaeda no sul do Iêmen, durante a ofensiva contra a rede extremista, segundo o chefe da província de Chabwa. Os corpos, com marcas de tortura, foram encontrados pelos habitantes perto de um cruzamento em Ataq.

De acordo com ele, os três soldados fazem parte dos 15 militares sequestrados nesta terça-feira pela Al-Qaeda, no primeiro dia da ofensiva. Dois deles foram liberados depois de terem sido espancados. Não há notícias sobre os outros 10 soldados.

Depois da descoberta, as forças iemenitas recuaram cinco quilômetros a leste de Ataq. Um comandante do exército do país também afirmou que três combatentes da Al Qaeda morreram e dez ficaram feridos por tiros de artilharia nos vilarejos de Sanaj e Moajallah, na província de Abyane. Com esse balanço, sobe para 36 o número de mortos na operação lançada nesta terça-feira.

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