O universo onírico de Salvador Dalí

Mostra que reúne telas, vídeos e documentos do pintor espanhol fica em cartaz até setembro no CCBB

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Salvador Dalí, em 1956  (Crédito: AP / Fundação Gala-Salvador Dalí)

O quadro "Composición Surrealista con figuras invisibles", de 1936 é um dos destaques da obra
A tela "Figuras tumbadas en la arena", de 1926, revela traços cubistas e a aproximação de Dalí com o pintor Pablo Picasso.

 

Na entrada da exposição Salvador Dalí, que começa a partir desta sexta-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), logo ali na rotunda, o primeiro contato que o visitante terá com o mundo criado pelo pintor espanhol será com uma peculiar reprodução da obra Il Volto di Mae West (1934).

A ideia é que o sofá em formato de boca carnuda rubra e os olhos enquadrados em perspectiva – inspirados no rosto da atriz americana Mae West – seja um espaço de interação e ponto de partida e imersão do público no universo onírico de Dalí. A mostra fica em cartaz até o dia 22 de setembro, e exibirá 150 obras selecionadas, dentre telas, gravuras, fotografias e vídeos dos acervos da Fundação Gala-Salvador Dalí (Figueras), do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madri) e do Museu Salvador Dalí (Flórida).

E é após um longo período de cinco anos de negociação com estas instituições e com o Instituto Tomie Ohtake, conta Marcelo Mendonça, Gerente-geral do CCBB, que a exposição chega ao Rio e a São Paulo (entre outubro e dezembro), orçada em R$ 9 milhões (via Lei Rouanet). De acordo com Mendonça, a realização da Copa do Mundo acelerou os trâmites da principal exposição do espaço neste ano e que ocupará toda a área do primeiro andar.

“O Dalí é pop, tem um apelo enorme com o público. Costumo dizer que o Rio e o CCBB ganharam um presentão. Espero que a gente receba mais de dois milhões de visitantes”, afirma o gerente, com a expectativa de ultrapassar o recorde de público que conferiu a última grande mostra internacional do pintor no Centro Pompidou, na França, em 2012, vista por 719 mil pessoas.   

Mostra exibe filme codirigido com Luís Buñel

A exposição tem a curadoria de Montse Agner, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Salvador Dalí, e percorre os excêntricos trabalhos de um vaidoso Dalí produzidos entre os anos 1920 e 1980. Assim, a evolução das nuances de cores e da precisão do traço marcado em imagens-ícones do pintor podem ser percebidas em obras como El sentimiento de la velocidad (1931), e La máxima velocidad de la Madona (1954).  

Apesar da grande acervo, o famoso quadro dos relógios derretidos, A persistência da memória (1936), não faz parte da conjunto. Mesmo assim, a mostra traz interessantes telas do período de formação do pintor, quando Dalí se aproximou do estilo de Pablo Picasso e experimentou o traçado cubista nas obras O autorretrato cubista (1923) e Figuras tumbadas en la arena (1926).

Os espaços desconcertantes imaginados pelo pintor que era personagem de si mesmo também ganharam movimento nos filmes O cão andaluz (1929) e A idade do ouro (1930), codirigidos pelo fantasioso Dalí e pelo espanol Luís Buñel.

Além dos vídeos, o acervo também traz livros, documentos e ilustrações da biblioteca particular do pintor, como os desenhos feitas para as histórias clássicas da literatura Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.

“Planejávamos trazer uma exposição só do Dalí desde a exposição sobre Surrealismo que fizemos em 2001. E este  acervo  não é apenas um recorte apenas da produção de um pintor, mas sim de um dos períodos mais efervescentes da história da arte no século XX”, afirmou Mendonça.

Colaboração de Mariana Moreira

Vício em internet está entre os principais riscos para a saúde

Cerca de 6% de todos os adolescentes no país são viciados em computador.

Vício em internet está entre os principais riscos para a saúde
Vício em internet pode levar a problemas graves de saúde mental e desajuste social Foto: AP

A ministra da Saúde da Rússia, Veronika Skvortsova, alertou para o fato de que o número de jovens viciados em computador e em realidade virtual vem aumentando significativamente nos últimos anos, configurando-se como um principais fatores de risco para a saúde mental.

“Além dos fatores de risco bem conhecidos para a saúde de crianças e adolescentes, uma série de novas questões vieram à tona nos últimos anos; em primeiro lugar, o computador e o vício em internet”, disse Skvortsova, durante uma reunião do Conselho de Coordenação para a Implementação de Estratégia Nacional da Criança.

De acordo com o Centro Federal de Pesquisa em Saúde Mental, cerca de 6% de todos os adolescentes no país são viciados em computador, o que “leva a problemas graves de saúde mental e desajuste social, além de outros distúrbios psicossomáticos”, acrescentou Skvortsova.

 

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

O gosto da literatura: receitas de Gógol e Tolstoi

31/05/2014 Maria Afónina, Gazeta Russa
Chefes e cozinheiros tentam refazer antigas receitas usadas por escritores clássicos russos e seus personagens.
O gosto da literatura: receitas de Gógol e Tolstoi
Chefes e cozinheiros tentaram refazer antigas receitas usadas por escritores clássicos russos e seus personagens Foto: Maria Afónina

É possível sentir o gosto da literatura? Uma exposição de livros sobre culinária intitulada “Alimento da alma”, realizada recentemente no parque moscovita “Tsaritsino”, foi dedicada justamente a essa questão. Chefes e cozinheiros tentaram refazer antigas receitas usadas por escritores clássicos russos e seus personagens.

Pernil de cordeiro para Sobakevich

O escritor Nikolai Gógol gostava muito de comer, apesar de sofrer de dores no estômago. Em seu “Almas Mortas”, ele descreve em detalhes o almoço do protagonista Chichikov, organizado pelo latifundiário Sobakevich.

“Chegando à mesa de entradas, o hóspede e o proprietário tomaram vodca, acompanhada de comida, conforme é costume em todas as cidades e aldeias da Rússia, com verduras em conserva e outros, ou seja, todos os tipos de picles e outras graças excitantes… ‘Meu querido, esse ‘chi’ [sopa de repolho] de hoje é muito bom’, disse Sobakevitch ao experimentar a sopa e servir um grande pedaço de ‘niania’, o famoso prato feito de estômago de cordeiro recheado com trigo sarraceno, cérebro e pernas.’

 

‘Pegue  o cordeiro’, continuava ele a dizer a Chichikov. ‘Essa é a paleta recheada com trigo sarraceno! Este não é aquele prato de cordeiro que preparam para boiardos, que fica no mercado por quatro dias! Tudo isso é uma invenção dos médicos franceses e alemães. Inventaram  o regime de tratar por meio da fome! Eu os  mataria por isso! Eu, quando tenho porco, sirvo o porco inteiro; cordeiro, sirvo o cordeiro inteiro; ganso, o ganso inteiro!'”.

Depois do cordeiro com trigo sarraceno, servem “vatrouchka” [bolinho feito de queijo branco],e  “peru do tamanho de um bezerro, recheado com ovos, arroz e fígado”.

O estômago moderno mal aguentaria tal refeição, mas a receita de carneiro com trigo sarraceno foi reconstituída. A vice-editora da revista culinária “Gastronom” e escritora de livros da área, Marianne Orlinkova, tentou preparar o prato sem o típico fogão russo:

“Em primeiro lugar, é preciso ferver o trigo sarraceno em uma panela, tendo colocado sal antes. Adicionar cebola picadinha ao trigo sarraceno, e tampar em seguida.  Levar a panela por uma hora ao forno, pré-aquecido a uma temperatura de 100 graus. Adicionar manteiga ao trigo sarraceno, preferencialmente uma colher de manteiga derretida para cada xícara de cereal.

Pedaços de cordeiro e costela de cordeiro devem ser assados em uma panela sem óleo. É bom fazer vários cortes na parte gordurosa do carneiro. Acrescentar sal e pimenta a gosto. Adicionar o trigo e o suco que a carne solta ao carneiro.”

Essa receita pode ser encontrada no “Almanaque de Gastronomia” de Inácio Radétski (1877), que estudou culinária na França e depois trabalhou como chefe de cozinha do Duque Maximiliano de Leuchtenberg, da nobreza de São Petersburgo, dos duques Paskevitch e Wittgenstein.

Em seu almanaque, Radétski coletou receitas de 30 jantares palaciano, que contabilizam 330 pratos variados, “caros e baratos”, segundo o próprio.

Mas nem todo mundo podia comer carne de carneiro e peru no século 19 como os heróis de Gógol.

Na verdade, havia pouca carne, então, depois de abater e salgar animal, faziam-se com ele rolos ou salsichas, e apenas uma parte era ingerida imediatamente.

As pessoas se alimentavam principalmente de vegetais e diferentes tipos de cereal.

Festa de aniversário sem bolo?


Foto: Maria Afónina

Iúlia Vronskaia, outra convidada do evento, é autora do projeto “Bolo de Anque ou segredos da cozinha das grandes propriedades: Excursões Gastronômicas”. O aplicativo gastronômico para iPhone traz as receitas de Sofia Tolstaia, esposa do conde Lev Tolstói, cardápios criados com base na literatura etc. 

Vronskaia recomenda o bolo de Anque, feito a partir da receita de Sofia. A receita foi indicada a Tolstói  por seu médico de família, Nikolai Anque. 

Dize-se que todas as celebrações na família Tolstói eram um tour gastronômico. O bolo era um dos principais elementos da vida familiar. A receita vem a seguir:

Recheio:

Misturar um terço de manteiga com dois ovos e meia libra de açúcar; misturar a casca de dois limões e o suco de três limões. Ferver até tomar a consistência de mel.

Voronskaia diz que, apesar de ter um livro de receitas, Sofia Tolstaia não cozinhava muito. Diz-se até que Sofia cozinhava somente quando seu cozinheiro ficava bêbado. 

Dois terços dos investidores russos devem apostar no Brics

Aleksêi Lossan, Gazeta Russa

De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Ernst & Young, 73% dos empresários russos estão planejando investir nos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nos próximos 12 meses. Do total, apenas 6% deles pretendem investir nos mercados desenvolvidos.

Dois terços dos investidores russos devem apostar no Brics
Vice-primeiro-ministro da Rússia, Arkádi Dorkovitch, e vice-presidente da China, Li Yuanchao, durante recentes negociações Foto: ITAR-TASS

Nos próximos anos, a China vai se tornar uma prioridade para os investimentos russos em mercados estrangeiros, revelou o estudo da Ernst & Young intitulado “Barômetro de segurança das empresas: um pouco de sol em água fria” (em russo). Segundo o documento, 40% das empresas indicaram a China como a sua prioridade. Depois da China, vêm os mercados do Brasil e da Índia.

As alterações nas preferências estão relacionadas com a melhoria das relações bilaterais entre a Rússia e a China, que acontece em meio à assinatura de uma série de grandes transações, segundo os autores do documento.

“Mas essa não é uma conjetura de hoje”, explicou ao jornal “RBC Daily” o secretário-executivo da Câmara de Comércio Rússia-China, Serguêi Sanakoev. “Se não levarmos em conta o período de crise, o nosso comércio com a China tem crescido entre 30 a 40% por ano durante as últimas duas décadas. Com a onda de sanções do Ocidente, dá a sensação que a China surge como uma alternativa, mas isso é mais fofoca propagandista do que qualquer outra coisa”, acrescenta.

Escalada econômica

Um dos principais indicadores do clima de investimentos no país é o ranking sobre a facilidade de se fazer negócios elaborado anualmente pelo Banco Mundial. Em 2014, a Rússia entrou no grupo dos três países que mais ativamente enveredaram pelo caminho das reformas. O país subiu 19 posições de uma só vez e passou a ocupar a 92ª posição no ranking deste ano. Além disso, foi a primeira vez que a Rússia entrou para o grupo dos 100 melhores nessa relação, batendo os outros três países do Bric – China (96ª), Brasil (116ª) e Índia (134ª).

Na semana passada, a Gazprom assinou um contrato histórico de fornecimento de gás à China e, ao entrar para a lista negra das sanções dos EUA, o empresário Guennádi Timtchenko comprou uma fonte de água na China e não exclui a possibilidade de criar uma empresa local para comercialização da água.

Os investimentos na Índia são também explicados por fatores de mercado. De acordo com a Macquarie Research, desde 2009 que o comércio eletrônico da Índia vem crescendo a uma taxa de 30% por ano, e, em 2015, o seu volume atingirá US$18 bilhões.

Exemplo disso é a maior loja on-line da Índia, a Flipkart, que já atraiu investimentos no montante de US$ 210 milhões de uma comunidade de investidores, cujo principal deles é a fundação DST Global, pertencente ao magnata russo Iúri Milner.

Visão geral

Outro resultado importante obtido no estudo é a atitude geral dos investidores russos. Sessenta e quatro por cento dos entrevistados da Rússia avaliam com otimismo as perspectivas para a economia global, embora 41% dos entrevistados verifiquem um aumento na instabilidade política mundial e 27% falem de um novo abrandamento nos principais mercados emergentes.

Mesmo assim, 53% dos entrevistados estão confiantes na estabilidade do mercado global a curto prazo, enquanto 65% acreditam que o lucro das empresas vai aumentar em um futuro próximo. Além disso, 76% dos participantes do estudo acham que os empréstimos se tornarão mais acessíveis.

“Os resultados desse estudo indicam uma recuperação gradual da confiança das empresas russas nas perspectivas de crescimento econômico como resultado da melhoria do estado tanto da economia mundial, como da economia interna”, explica o sócio da Ernst & Young e chefe de operações dos serviços de consultoria em transações na CEI, Aleksêi Ivanov.

Segundo o especialista, as dificuldades em fazer negócios na Rússia, e que se têm mantido ao longo dos últimos anos, “não só contribuíram para a otimização de custos das empresas, como também estimularam a busca por novas formas que permitam aumentar a rentabilidade”.

Essa confiança permite uma abordagem pragmática ao planejar o desenvolvimento futuro dos negócios, avaliam os autores da pesquisa. Enquanto 60% dos entrevistados consideraram como prioridade a redução dos custos, o aumento da eficiência operacional e a manutenção dos negócios nos níveis atuais, 36% esperam um crescimento nos negócios em breve.

 

Com material dos jornais “Kommersant” e RBC Daily

Enchentes desalojam populações da Sibéria

Cerca de quatro mil casas foram tomadas pelas águas na Khakassia e no Altai

31/05/2014

O Centro Regional Siberiano do Ministério para Situações de Emergência e Defesa Civil da Rússia informou neste sábado, 31, que quase quatro mil casas continuam inundadas na Khakassia, na República de Altai e no Território de Altai, devido às cheias dos rios locais.
Resgatistas trabalham na área inundada pelo rio Katun, na República de Altai

De acordo com os dados do Ministério, é o Território de Altai que sofre os maiores efeitos da inudação: lá foram alagadas mais de 2.300 residências. Na República de Altai estão parcialmente submersas mais de 1.400 casas; e na Khakassia, 171. O nível de águas não baixa, e os moradores das casas alagadas se hospedam com parentes e amigos e em abrigos provisórios. Há prejuízos também na República de Tuva, porém de menor monta.

O Ministro para Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, informou que mais de dois mil socorristas trabalham na região, e que o contingente vai aumentar. Na operação de auxílio às vítimas das enchentes são utilizados aviões, barcos, lanchas a motor, maquinaria e equipamento especialmente destinados para o trabalho em áreas inundadas.

SP TEM 6 DISTRITOS EM NÍVEL DE EMERGÊNCIA

 

O número de casos de dengue registrados na cidade de São Paulo neste ano passou para 6.896, segundo balanço da Secretaria Municipal da Saúde divulgado nesta quinta-feira, 29. Seis distritos da cidade têm transmissão da doença em nível de emergência. Há uma semana, a capital tinha 6.005 registros da doença, alta de 14,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de casos quase quadruplicou. De janeiro a maio de 2013, foram registrados 1.794. De acordo com a Prefeitura, a diferença não corresponde apenas a casos novos da doença, mas, sim, de pacientes que tiveram dengue em meses anteriores, mas cujo diagnóstico só foi confirmado agora, após a realização de exames. Apesar do aumento de casos, a tendência é de queda na contaminação.

 

O pico da transmissão aconteceu em abril, quando a cidade tinha cerca de 1 mil novos casos por semana. Nos balanços seguintes, o número de registros semanais vêm caindo. O caso mais crítico continua sendo o do Jaguaré, na zona oeste, que tem índice de 1.943 casos por 100 mil habitantes. Ao lado de Rio Pequeno, Lapa Raposo Tavares, Vila Jacuí e Tremembé, ele é um dos seis distritos que estão em nível de emergência.

O novo balanço mostra que outros quatro distritos passaram a ter índice de incidência acima do normal na cidade: Campo Limpo (zona sul), Cidade Líder (zona leste), Jaraguá (zona norte) e Raposo Tavares (zona oeste). Eles ultrapassaram a marca de 100 casos por 100 mil habitantes, taxa de incidência média, segundo o Ministério da Saúde. Outros 11 distritos já haviam ultrapassado esse índice nas semanas anteriores.

Desde o dia 1º de janeiro, a cidade já registrou cinco mortes por complicações da doença. Em todo o ano passado, foram dois óbitos na capital paulista. A Prefeitura afirma que vem realizando ações de combate a dengue em toda a cidade, como bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti, nebulização contra insetos adultos e vistoria de imóveis.

SP tem 6 distritos em nível de emergência

30/05/2014 :

O número de casos de dengue registrados na cidade de São Paulo neste ano passou para 6.896, segundo balanço da Secretaria Municipal da Saúde divulgado nesta quinta-feira, 29. Seis distritos da cidade têm transmissão da doença em nível de emergência. Há uma semana, a capital tinha 6.005 registros da doença, alta de 14,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de casos quase quadruplicou. De janeiro a maio de 2013, foram registrados 1.794. De acordo com a Prefeitura, a diferença não corresponde apenas a casos novos da doença, mas, sim, de pacientes que tiveram dengue em meses anteriores, mas cujo diagnóstico só foi confirmado agora, após a realização de exames. Apesar do aumento de casos, a tendência é de queda na contaminação.

O pico da transmissão aconteceu em abril, quando a cidade tinha cerca de 1 mil novos casos por semana. Nos balanços seguintes, o número de registros semanais vêm caindo. O caso mais crítico continua sendo o do Jaguaré, na zona oeste, que tem índice de 1.943 casos por 100 mil habitantes. Ao lado de Rio Pequeno, Lapa Raposo Tavares, Vila Jacuí e Tremembé, ele é um dos seis distritos que estão em nível de emergência.

O novo balanço mostra que outros quatro distritos passaram a ter índice de incidência acima do normal na cidade: Campo Limpo (zona sul), Cidade Líder (zona leste), Jaraguá (zona norte) e Raposo Tavares (zona oeste). Eles ultrapassaram a marca de 100 casos por 100 mil habitantes, taxa de incidência média, segundo o Ministério da Saúde. Outros 11 distritos já haviam ultrapassado esse índice nas semanas anteriores.

Desde o dia 1º de janeiro, a cidade já registrou cinco mortes por complicações da doença. Em todo o ano passado, foram dois óbitos na capital paulista. A Prefeitura afirma que vem realizando ações de combate a dengue em toda a cidade, como bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti, nebulização contra insetos adultos e vistoria de imóveis.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio