Exército da Ucrânia lança nova ofensiva contra separatistas no leste do país

Soldados ucranianos em operação em  Slaviansk.

Soldados ucranianos em operação em Slaviansk.

REUTERS/Baz Ratner
RFI

O leste da Ucrânia volta a ser palco de combates entre o exército e grupos separatistas pró-russos neste sábado (3). Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje, o chefe do centro antiterrorista do governo ucraniano, Vasil Kutov, afirmou que o leste do país vive uma verdadeira situação de “guerra”. Em Slaviansk, os observadores da OSCE, que eram reféns de separatistas há uma semana, foram libertados hoje.

 

No início da manhã deste sábado, o exército ucraniano lançou uma nova ofensiva contra os rebeldes separatistas de Slaviansk onde violentos confrontos foram registrados ontem. Segundo o ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, as forças do governo conseguiram tomar o controle de uma torre de televisão na cidade de Kramatorsk, no leste do país”, escreveu Avakov na sua página do Facebook. Ele não informou, porém, se houve vítimas.

O chefe do centro antiterrorista do governo ucraniano, Vasil Kutov, também falou sobre os combates na cidade de Kramatorsk. “Houve tiros e confrontos [entre o governo e os rebeldes]. O que está acontecendo na região de Donetsk e em Kramatorsk não é uma insurreição passageira. É uma guerra”, reiterou. Segundo a imprensa russa, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas em Kramatorsk.

Já em Slaviansk, o balanço da ofensiva do exército ontem é dois soldados mortos na queda de helicópteros atingidos pela artilharia dos separatistas em terra. Segundo os rebeldes, cinco pessoas também morreram ontem nos confrontos. Em Odessa, pelo menos 37 pessoas morreram ontem em um incêndio de um edifício que abrigava militantes pró-russos.

Libertação de observadores internacionais
Depois de passarem uma semana detidos por grupos separatistas russos, os observadores internacionais da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa foram libertados neste sábado de manhã no leste da Ucrânia. Segundo os separatistas, não foi imposta nenhuma condição para a libertação dos observadores. “Todas as 12 pessoas que constavam da minha lista foram libertadas”, disse o enviado russo Vladimir Lukine.

Influência do Kremilin

Hoje o Kremilin acusou o governo ucraniano e seus aliados ocidentais pelas mortes em Odessa e pela escalada da violência no leste do país. Segundo o governo russo, Moscou “perdeu a sua influência” nas comunidades russófonas ucranianas. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou hoje que a Rússia não conseguirá convencer os separatistas de se “desarmarem” diante da “ameaça direta que paira sobre as suas vidas”. No contexto atual de violência, a Rússia também considerou « absurda » a manutenção da eleição presidencial no próximo dia 25 de maio. 

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