Protestos violentos atingem localidades venezuelanas

por LusaHoje

Os protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se nas últimas horas em várias localidades da Venezuela, deixando um número indeterminado de feridos, detidos e elevados danos materiais.

Em Caracas, um grupo de manifestantes encapuçados bloqueou a avenida Luís Roche de Altamira, leste da cidade, incendiou uma viatura da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e tentou sequestrar um camião cisterna, numa ação em que ficou ferido um funcionário da polícia municipal de Chacao.

Em Barquisimeto, a oeste da capital, um grupo de encapuçados cercou durante 10 horas estudantes da Universidade Fermín Toro que protestavam contra o aumento do preço do transporte público.

Os “coletivos armados” (grupos de motociclistas alegadamente simpatizantes da revolução) tentaram várias vezes reprimir o protesto e atiraram engenhos incendiários contra as instalações daquela universidade, provocando um incêndio que provocou danos em vários pisos.

Através das redes sociais estudantes e professores denunciaram que os atacantes roubaram vários computadores dos escritórios e que várias pessoas ficaram feridas, entre elas um estudante que foi baleado.

O comandante dos bombeiros de Iribarrem, Stiven Castillo, disse aos jornalistas que foram atacados com pedras e outros objetos por alegados membros dos ‘coletivos’.

No estado de Carabobo, a oeste de Caracas, residentes em Naguanágua colocaram barricadas em várias ruas e incendiaram pneus. A polícia tentou dispersar os cidadãos mas encontrou resistência. Sete pessoas foram detidas e outras quatro ficaram feridas, entre elas um polícia militar.

Em Guayana, a sudeste de Caracas, pelo menos seis pessoas ficaram feridas, entre elas um oficial de segurança e um guarda nacional, na sequência de confrontos entre estudantes e as forças de segurança junto da Universidade Católica Andrés Bello, quando um grupo de estudantes protestava devido à detenção de um colega.

Já em Maracaibo, a oeste de Caracas, guardas nacionais dispersaram um protesto de universitários que exigiam a libertação de vários companheiros detidos pelas autoridades, junto da Universidade Rafael Urdaneta. Um estudante ficou ferido e 12 foram presos.

Em Táchira, a sudoeste da capital, oito estudantes ficaram feridos durante protestos e outros 10 foram detidos pelas autoridades. Os manifestantes incendiaram um camião de distribuição de gás.

Desde há três meses que se registam protestos diários em várias regiões da Venezuela, contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro devido à crise económica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, alegada ingerência cubana e a repressão por parte de organismos de segurança do Estado.

Os protestos ocorrem ainda contra a politização do ensino e a criminalização do direito de manifestar. Segundo dados não oficiais, 42 faleceram desde o início dos protestos, 6.081 feridos, 22.851 detidos (privados temporariamente de liberdade até serem presentes a um juiz) e 1.682 presos.

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