Ballet Paraisópolis transforma vidas com a dança

Com mais de cem mil habitantes, Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foi chamada por muito tempo de “favela”. Gigante e organizada, agora atende pela alcunha de “bairro” e, como tal, abriga comércios, pequenas empresas e diversos projetos sociais. Um deles, criado em 2012, tem um mérito único: transformar a rotina de jovens moradores, por meio de uma arte rara na região: o balé clássico.

O Ballet Paraisópolis atende hoje, de forma gratuita, 300 crianças carentes, sendo seis garotos, na faixa etária de sete a 14 anos. Profissionalizante, o programa tem a duração de oito anos e foi idealizado por Mônica Tarragó, professora de balé clássico com trabalhos reconhecidos no Brasil, Europa e Estados Unidos, e pelo presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues.

O despertar do projeto deu-se depois que Mônica soube que dois de seus alunos bolsistas, moradores do Jardim Ângela, na zona sul, haviam sido aceitos na companhia do Teatro Bolshoi do Brasil. 

Naquele dia, idealizou o projeto para Paraisópolis, bairro vizinho ao seu. “Passados dois anos, sentimos a transformação no relacionamento de carinho e respeito entre as crianças, as mudanças alimentares e bons hábitos nas famílias. Além de serem carentes em condições financeiras, muitas crianças sentem a necessidade de ter mais do que um aprendizado, seja no balé ou qualquer outro projeto que exista na comunidade. E nós procuramos trabalhar isso”, explica Mônica.

Projeto tem fila de espera

O Ballet Paraisópolis funciona em uma sala equipada para a dança, na sede da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis. A ideia é aumentar o espaço para abrigar as 300 crianças, que hoje se encontram em fila de espera.

Duas condições são fundamentais para meninos e meninas ingressarem no projeto: estarem matriculados na escola e frequentar 100% das aulas. 

Segundo Mônica, o que as crianças aprendem no projeto vai muito além da dança: “Mostramos a elas que o amor, respeito, companheirismo e disciplina podem ajuda-las muito, seja na carreira profissional ou na vida. O objetivo do projeto é também torna-las bailarinas profissionais ou professoras para dar continuidade ao projeto, oferecendo oportunidade a outras crianças, assim como elas tiveram”, diz Mônica.

Fonte: Dialoog Comunicação

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