“Eu não roubo de pobre. Eu roubo de banco”, diz suspeito de crime cibernético, preso pela polícia

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

A Polícia Civil apresentou na quinta-feira (22), um homem suspeito de crime cibernético. Adenilson de Matos Ribeiro, de 30 anos, criava campos falsos em páginas de agências bancárias na internet e furtava dados pessoais de clientes, incluindo as senhas. A polícia acredita que ele faça parte de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime virtual.

Conforme o delegado Waldir Soares, responsável pelo caso, o homem foi detido na última quarta-feira (21), na residência onde mora, no Setor Alto da Glória, após uma investigação que durou mais de seis meses.  Adenilson que reside em Goiânia desde 2007, usava uma identidade falsa em nome de Carlos Eduardo da Silva Ribeiro, o que segundo a polícia, dificultou sua localização.

Ao delegado, o homem tentou justificar a ação criminosa. “Eu não roubo de pobre. Eu roubo de banco e não uso arma ou qualquer tipo de violência”, disse Adenilson à polícia. Segundo Soares, ele já contratou dois dos melhores advogados do País para defendê-lo. 

Foto:Fábio Lima

Foto:Fábio Lima

O esquema

O delegado explicou que Adenilson comandava todo o esquema pelo computador.  Os clientes sem desconfiar de nada, pensavam que as páginas criadas por ele eram oficiais e digitava os dados, inclusive senhas. Adenilson, que controlava tudo do outro lado da tela do computador, simulava transações e colhia as informações disponibilizadas pelas vítimas. Com os dados em mãos, ele transferia dinheiro para a conta bancária da esposa, quitava contas e realizava várias compras.

Luxo

O delegado afirma que o suspeito ostentava uma vida de luxo,  visto que o faturamento dele chegava a R$60 mil por mês.  Segundo o delegado, a casa onde ele reside com a esposa está avaliada em R$800.00. Os dois veículos que o casal possui custam R$100 mil cada. Além disso, segundo o delegado, eles frequentavam as melhores casas noturnas, usavam roupas de marca e viajavam para vários países.  Sem ter emprego algum,  Adenilson e a mulher viviam uma vida de luxo.

Operação “Ctrl Alt Del”

Adenilson é natural de Belém do Pará e estava foragido da Justiça desde 2006, quando a Polícia Federal do Pará deflagrou a Operação “Ctrl Alt Del”. A ação da PF  ocorreu no mesmo Estado, além do Maranhão, Piauí, Goiás e São Paulo, e prendeu 41 pessoas. “Ele era o último criminoso identificado pela PF e que estava foragido. Acredito que ele faça parte de uma quadrilha especializada em crime cibernético”, diz o delegado Waldir Soares.

Segundo a polícia, Adenilson foi autuado por falsidade ideológica e receptação e deve ser investigado por estelionato e furto qualificado. Ele será encaminhado à Delegacia de Capturas (Decap) de Goiânia e levado ao Pará, onde é investigado por violação de sigilo bancário, formação de quadrilha e furto qualificado. A esposa dele não chegou a ser presa, mas será investigada por lavagem de dinheiro, visto que os bens estariam em nome dela.

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