Lugar de grandes esculturas

Praça Paris é ocupada por obras de dezessete escultores de todo o país

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Visitantes aproveitam o passeio e tiram fotos das obras expostas.  (Crédito: Juan Russo)

O cenário da Praça Paris, na Glória, mudou. Esculturas gigantes, assinadas por artistas de diversas regiões do país, ocupam o jardim. projetado em 1920, na belle époque do Rio de Janeiro, pelo francêsAlfred Agache. A Mostra Rio de Esculturas Monumentais, em sua primeira edição, integra arte e natureza em obras de até 7,5 metros e ficará em cartaz até o dia 20 de julho.

A ideia surgiu através do produtor de artes Paulo Branquinho. Filho de mãe artista, ele tem contato com arte desde que nasceu e já promoveu exposições em grandes espaços culturais, como Museu de Arte Moderna e Paço Imperial. Quando mudou o seu escritório para a Lapa, passou a frequentar a Praça Paris e deu no que deu. “Lá é lindo, mas muito carioca não conhece e tem preconceito. A mostra levou à praça um público diferente, mudou a rotina e transformou em outro lugar.”

Entre os dezessete artistas que ocupam o espaço, Manfredo de Souzanetto, conhecido por suas pinturas, pela primeira vez apresenta uma escultura de grande porte, em aço e cobre. A artista plásticaClaudia Dowek assina obra crítica às reservas de água potável e alterações climáticas intitulada Amanacy – a mãe da chuva, em Tupi Guarani.  O contemporâneo mineiro Jorge dos Anjos expões duas esculturas geométricas em ferro com mais de três metros de altura e duas toneladas, cada.

“O resultado é sempre surpreendente. Apesar do tamanho, está tudo em sintonia com o ambiente. Esculturas vazadas revelam a paisagem do bairro, por exemplo. É um trabalho de resgates – na praça e na arte”, comenta Branquinho.

A artista carioca Mercedes Lachmann usou um barco afundado há oito anos na Baía de Guanabara para construir sua obra. Segundo Lachmann, a ideia é a relembrar a forte presença que o mar teve na Glória.  O bairro tinha o mar como paisagem, passou por três grandes aterros: para a construção da Avenida Beira Mar, seguido da construção da Praça Paris e da criação do Aterro do Flamengo. “Esses aterros mudaram significativamente a vida do bairro e distanciaram seus moradores da orla”, comenta Mercedes.

Participam também da mostra Ângelo Milani e Camille Kachani, de São Paulo; José Petrônio e Maria Amélia Vieira, de Alagoas; Carlos Muniz, de Minas Gerais; Zé Tarcísio, do Ceará; João Batista Medeiros, do Rio Grande do Norte; e Claudio Aun, Eduardo Maris, Gabriel Fonseca, Marcelo Caldas, Pedro Paulo Domingues e Otávio Avancini, do Rio de Janeiro.

Com a estreia no último sábado, 24/05, Branquinho recebeu mensagens de artistas de todo o mundo. A quantidade de projetos artísticos possibilitou o produtor cultural a confirmar a segunda edição da Mostra, marcada para 2015, ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemora 450 anos. A edição promete expandir território e levar suas esculturar monumentais a outras praças e parques da cidade, como o de Madureira e o Pomar da Barra. 

Colaboração de Yzadora Monteiro

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