Semana decisiva para a Ucrânia, ameaçada por corte do gás russo

O presidente eleito da Ucrânia, Petro Porochenko, declarou estar disposto a dialogar com a Rússia.

O presidente eleito da Ucrânia, Petro Porochenko, declarou estar disposto a dialogar com a Rússia|Reuters/David Mdzinarishvili

Em pleno caos no leste do país, em prol à revolta separatista, a Ucrânia se prepara para uma semana difícil do ponto de vista econômico, com a possibilidade da Rússia cortar o fornecimento de gás ao país. O presidente eleito, Petro Porochenko, deve se reunir com Barack Obama na Polônia, durante um evento internacional. Um encontro com o presidente russo Vladimir Putin não estaria descartado.
 

Nesta segunda-feira (2), em Bruxelas, estão previstas negociações de última hora para evitar o corte de fornecimento do gás russo à Ucrânia a partir de terça-feira (3). Se isto acontecer, diversos países europeus podem ser afetados.

As discussões devem girar em torno do preço do gás, fixado a um índice sem precedentes na Europa desde a chegada ao poder dos pró-ocidentais, o que as autoridades ucranianas rejeitam com firmeza.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniouk, prometeu neste domingo (1°) que pagaria à Rússia em dez dias a dívida relativa ao gás, caso os dois países cheguem a um acordo. “Se a Rússia não aceitar esse novo contrato, vamos resolver o caso em um tribunal em Estocolmo”, disse o premiê Iatseniouk, em entrevisa à TV alemã ZDF.

O total da dívida ucraniana com a Rússia se eleva a US$3,5 bilhões. Durante as negociações em Berlim, na sexta-feira (30), Kiev fez um gesto de boa vontade, anunciando o pagamento de uma parte, o equivalente a US$768 milhões do total devido.

Porochenko e a comunidade internacional

Eleito em 25 de maio passado com mais de 54% de votos, o bilionário pró-ocidental Petro Porochenko será apresentado nesta semana a vários líderes internacionais, antes mesmo de sua posse em 7 de junho.

Na quarta-feira (4), na Polônia, ele se reúne com o presidente americano Barack Obama, cujo apoio é fundamental para a Ucrânia. Em seguida, convidado pelo presidente François Hollande, ele vem à França assistir as cerimônias do desembarque das tropas aliadas na Normandia, que decidiram o fim da Segunda Guerra Mundial. Vladimir Putin também estará presente e analistas políticos indagam se um encontro entre os dois homens não seria um passo interessante para o avanço das discussões que envolvem a crise bilateral. Fontes diplomáticas não descartaram essa possibilidade.

Porochenko, por seu lado, já afirmou a sua vontade de dialogar com Moscou e prometeu não deixar os separatistas, que ele define como “terroristas”, transformarem o leste da Ucrânia em uma “Somália”, que está em guerra civil há vinte anos.

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