SP: metroviários contrariam TRT e mantêm linhas paralisadas

Apesar da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que considerou, no domingo, abusiva a greve dos metroviários de São Paulo que teve início na última quinta-feira, a categoria manteve paralisadas quatro das cinco linhas do Metrô, no início da manhã desta segunda-feira. 

De acordo com o Metrô, no quinto dia de greve dos metroviários, às 5h10, as linhas 1-Azul e 2-Verde estavam paralisadas. Apenas a Linha 4-Amarela, administrada pelo consórcio ViaQuatro, e a Linha 5-Lilás operavam normalmente neste horário.

Às 5h30, os trens passaram a operar parcialmente entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília, na Linha 3-Vermelha. Às 6h20, as linhas 1-Azul e 2-Verde também passaram a operar parcialmente. Na primeira, os trens circulavam apenas entre as estações Paraíso e Luz. Na segunda, as composições faziam o transporte de passageiros entre as estações Paraíso e Clínicas.

Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, o Metrô afirmou que “respeita a decisão do Tribunal Regional do Trabalho e cumprirá as determinações da Justiça”. “A Companhia aguarda o retorno imediato dos empregados ao trabalho para que o sistema volte a operar integralmente. Os excessos apurados durante a greve serão tratados em conformidade com os instrumentos internos e a legislação trabalhista.”

Devido à paralisação, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) manteve suspenso o rodízio municipal nesta segunda-feira para veículos com placas 1 e 2. As restrições para circulação de caminhões e fretados, no entanto, permanecem.

No domingo, os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia, manter a paralisaçao, mesmo após a Justiça considerar abusiva a greve da categoria, que desde quinta-feira paralisou o funcionamento do Metrô na cidade de São Paulo.

Uma nova assembleia está marcada para hoje, às 13h, na sede do sindicato. No início da manhã, às 7h, a categoria fará um ato público na estação Ana Rosa, na Linha 1-Azul. O protesto terá a participação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e outros movimentos sociais.

Às 5h20, um grupo de cerca de 70 pessoas se concentrava em frente à estação Ana Rosa e fechou a rua Vergueiro. Por volta das 6h40, a Tropa de Choque da PM agiu para tentar dispersar os manifestantes e chegou a usar bombas de gás lacrimogêneo.

Justiça decide contra sindicato

Segundo o desembargador Rafael Pugliese, relator do processo, “não houve atendimento mínimo à população, gerando grande transtorno, inclusive, no âmbito da segurança pública”. O tribunal decidiu ainda pela manutenção do pagamento da multa diária de R$ 100 mil pela paralisação ao Sindicato dos Metroviários em São Paulo, que será revertida ao Hospital do Câncer. 

Os desembargadores também decidiram que, caso os trabalhadores mantenham a greve, o sindicato deve pagar multa de R$ 500 mil por dia a partir desta segunda-feira. O julgamento concluiu pela autorização do desconto pelos dias parados, além de não assegurar a estabilidade dos grevistas.

A Justiça determinou o reajuste salarial da categoria em 8,7%, última proposta feita pelo Metrô. O colegiado estabeleceu ainda o valor do vale-alimentação mensal para R$ 290 mais parcela extra anual; e o vale-refeição diário para R$ 669,16. Outra definição importante do julgamento refere-se ao piso salarial dos engenheiros, no valor de R$ 6.154. 

Governo considera greve ‘abusiva’

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), falou no domingo sobre a manutenção da greve dos metroviários, após o Tribunal Regional do Trabalho considerar a paralisação abusiva. “Agora não tem mais discussão, a greve é abusiva”, disse.

Fonte: Terra

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