Collor e Renan Filho disputam as eleições em Alagoas

A Frente de Oposição, liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o senador Fernando Collor (PTB) lançou o deputado federal Renan Filho (PMDB) na disputa ao Governo de Alagoas. Quatorze partidos formam a Frente: PDT, PMDB, PTB, PV, PT do B, PHS, PSD, PSDC, PSL, PT, PEN, PPL, PTN, PROS.

O PRB, do suplente de Collor, Euclydes Mello, fechou, de última hora, com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). “Não posso ser suplente do Collor. É uma traição. Vou a Brasilia pedir providências à direção nacional do PRB”, disse Euclydes. A resposta do partido, segundo ele, deve chegar até amanhã.

O PROS é da base aliada do governador e deve entregar os cargos no Executivo tucano. O deputado federal Givaldo Carimbão (PROS) não apareceu na legenda “Está no interior por causa das comemorações de Corpus Christi. Fará ainda a convenção”, disse Renan Filho. Com a Frente, ficam definidos que Collor vai para a reeleição ao Senado Federal e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) disputa a Câmara Federal. “Vamos devolver ao povo de Alagoas um Governo sério”, disse Lessa, em discurso.

O ex-governador registra uma derrota esta semana: no Tribunal Regional Eleitoral, as contas de campanha dele foram rejeitadas por maioria de votos nesta quarta-feira (18). Lessa tem uma dívida de R$ 2 milhões, detectada pelos técnicos do tribunal. “Por que vocês não perguntam ao TRE quando eles vão julgar as ações contra o Teotonio Vilela?”, questionou, ao ser perguntado sobre o assunto. Lessa pode ter o registro eleitoral negado por ser “conta suja”.

Também entre os candidatos à reeleição, o deputado federal João Lyra (PSD), o congressista brasileiro mais rico (patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral de R$ 200 milhões), mas com decreto de falência assinado pelo judiciário alagoano. A dívida das empresas do parlamentar é de R$ 2 bilhões. Ao se referir aos trabalhadores que cobram meses sem receber salários, chamou de vândalos e pediu ajuda a Renan: “Vivo no meu escritório cercado por vândalos, não posso recorrer ao governador. Não sabe fazer nada, é um incapaz”, disse João Lyra.

A Frente de Oposição é o palanque considerado oficial da presidente Dilma Rousseff no Estado. Faz oposição ao governador Vilela. O outro palanque é do senador Benedito de Lira (PP), responsável pela indicação de Gilberto Occhi ao Ministério das Cidades. Biu de Lira, como é conhecido, diz apoiar o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Fonte: Terra

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