Separatistas não respeitam cessar-fogo declarado pela Ucrânia

O presidente ucraniano Petro Poroshenko supervisiona campo militar no leste do país, um dia após declarar o cessar-fogo.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko supervisiona campo militar no leste do país, um dia após declarar o cessar-fogo|REUTERS/Stringer|RFI

O presidente ucraniano Petro Poroshenko declarou um cessar-fogo de uma semana na noite de sexta-feira (20), na tentativa de lançar um plano de paz com os separatistas no leste do país. Mas a trégua de Kiev não foi respeitada pelos rebeldes e novos ataques foram registrados na manhã deste sábado. Apesar das críticas da comunidade internacional, Moscou avisou que seu exército está em estado de “alerta máximo”.

As forças de segurança ucranianas, instaladas na fronteira com a Rússia, confirmaram que os separatistas pró-russos ignoraram a declaração de cessar-fogo de Poroshenko. Segundo as autoridades de Kiev, o exército ucraniano foi atacado novamente no leste do país na manhã deste sábado, e pelo menos três soldados ficaram feridos após a explosão de um morteiro em Donestk durante a madrugada. “Ninguém vai entregar as armas enquanto não houver uma retirada total das tropas ucranianas de nosso território”, declarou Valeri Bolotov, um dos chefes separatistas.

A declaração do cessar-fogo feita por Kiev foi interpretada por Moscou como uma ameaça, e não como uma tentativa de trégua. “Uma primeira análise mostra infelizmente que não se trata de um convite à paz e às negociações, e sim a um ultimato lançado aos insurgentes para que eles baixem as armas”, declarou o serviço de comunicação do Kremlin na noite de sexta-feira.

O ministro russo da defesa, Sergei Shoigu, também informou que as forças armadas do país estavam à postos. “Seguindo a ordem do presidente Vladimir Putin, desde às 11h em Moscou (4h em Brasília) as tropas militares situadas na região (da fronteira com a Ucrânia) foram colocadas em estado de alerta máximo”, explicou.

Já o presidente ucraniano avisou, ao declarar o cessar-fogo, que sua tentativa de trégua “não quer dizer que não responderemos em caso de agressão contra nossas tropas”.

França e Estados Unidos ameaçam com novas sanções

A comunidade internacional continua preocupada com a violência dos confrontos que tomam conta do leste ucraniano desde o mês de abril, e que já tiraram a vida de pelo menos 370 pessoas. Em conversa telefônica na noite de sexta-feira, os presidentes da França, François Hollande, e dos Estados Unidos, Barack Obama, ameaçaram novamente Moscou – acusado de incitar os conflitos – com sanções em caso de intervenção das forças russas no leste ucraniano. 

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