Indústria fecha primeiros cinco meses do ano com queda

Segundo IBGE, principais influências negativas foram no setor de petróleo e biocombustível

Dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Brasil / Alberto Júnior/ArquivoDados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física BrasilAlberto Júnior/Arquivo

Da Agência Brasil noticias@band.com.br

A produção industrial brasileira fechou o mês de maio com queda de 0,6%, em relação ao mês de abril, na série livre de influências sazonais, registrando a terceira taxa negativa consecutiva nesta base de comparação e passando a acumular de janeiro a maio retração de 1,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Brasil, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

A pesquisa indica que na comparação com o mês de maio do ano passado, a retração da indústria do país é ainda maior: -3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses (taxa anualizada), a indústria apresenta o único resultado positivo: ligeira alta de 0,2%; com a média móvel trimestral fechando também negativa em 0,5%.

 

A queda de 0,6% de abril para maio reflete o predomínio de resultados negativos na indústria, com queda na produção de 15 dos 24 ramos pesquisados, de abril para maio e em três das quatro grandes categorias econômicas.

 

Segundo o IBGE, entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas pelos itens coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,8%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%). No primeiro caso, a retração elimina parte do avanço de 6,2% assinalado entre fevereiro e abril e, no segundo, verifica-se o terceiro recuo consecutivo, acumulando redução de 10,8% no período.

 

Outras contribuições negativas importantes vieram da menor fabricação de metalurgia (-4,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,1%), móveis (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,4%).

 

Entre os oito ramos que ampliaram a produção, os principais desempenhos ocorreram em indústrias extrativas (1,4%), produtos alimentícios (1,0%) e produtos do fumo (18,5%). Com exceção do primeiro setor, estável no mês anterior, os demais haviam apontado expansão na produção em abril: 2,5% e 10%, respectivamente.

 

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 3,6%, assinalou a queda mais acentuada em maio de 2014 e a terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, acumulando no período perda de 9,5%.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s