Mulher de 106 anos mostra disposição e atribui a Deus sua longevidade

A Tribuna | Leonardo Costas

N/A

Dona Creuza tem 106 anos e mora em Santos

Neste 1º de outubro, celebra-se o Dia do Idoso, data em que se homenageiam aqueles que têm rugas mais aparentes e cabelos brancos mais acentuados. Mas, se esses são sinais de que a idade chegou, também representam experiência de vida, conhecimento, sabedoria.

Tantas características podem ser encontradas em Creuza Maria de Souza, de 106 anos. Ela mora no bairro Alemoa, em Santos, e mesmo com a saúde debilitada, apresenta tamanha lucidez que deixa qualquer jovem de boca aberta.

Nascida no dia 6 de julho de 1908 em Natal, capital do Rio Grande do Norte, mora na mesma casa há mais de 40 anos. Tem sete filhos. “São 12 ou 13 netos e mais um tanto de bisnetos que já passaram os netos. Não sei mais a conta”, brinca.

Já no começo da entrevista, ela fez questão de agradecer o cuidado dos familiares consigo. “Agradeço a Deus pela família que tenho, principalmente a minha filha, nora e neto de 19 anos. Quando fiquei doente ele me levou no colo até a ambulância. Eu parecia uma criança”, diz emocionada.

Extremamente religiosa e devota de São João Batista, dona Creuza acredita que chegou aos 106 anos por vontade de Deus e coloca nas mãos dele o seu futuro. “O segredo é nosso Senhor. Creio que tudo depende dele. Sou muito católica, assisto à missa do padre Marcelo Rossi, rezo para meus filhos, netos, bisnetos. Peço por todos”.

Além do aspecto religioso, há outro fator que indica a longevidade desta simpática senhora: a genética. “Meu pai morreu de velhice, com 116 anos”, lembra.

Limitações e beleza

Claro que a idade avançada implica restrições, principalmente na saúde. Dona Creuza tem o coração maior que o normal, diabetes, pressão alta e dificuldade para respirar, tanto que para dormir utiliza máscara de oxigênio. Para caminhar, também é preciso ajuda dos familiares.

“Mas tudo isso aconteceu de um ano pra cá. Ela ficou internada pela primeira vez na vida agora, meses atrás. Já tinha passado os 100 anos e não tomava remédio”, diz a fila Maria Adeiude de Souza, de 66 anos.

N/A

Cheia de simpatia, está sempre esbanjando sorrido, mesmo com as limitações que a vida impõe

Dona Creuza aceita as limitações da idade. “Sinto falta de ir ao mercado”. Mesmo assim, consegue se superar. “Prometi que, se sarasse, faria cocadas no Dia de Cosme Damião. Foi o que fiz no último sábado (27), com dois cocos”.

Vaidosa, ela faz questão de mostrar as unhas, que pinta a cada 15 dias. “Nunca pintei o rosto, mas as unhas eu gosto. Acho bonito a pessoa que sabe se cuidar”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio

%d blogueiros gostam disto: