Três policiais militares de folga são mortos no Rio

Mais três policiais militares foram mortos na noite deste sábado no Rio de Janeiro, em crimes, ao menos inicialmente, sem ligação entre si, de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança. Os três estavam de folga e teriam sido vítimas de tentativas de assalto em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, e em São João de Meriti e Magé, cidades da Baixada Fluminense. Com as mortes, chegou a cinco o número de PMs mortos em menos de uma semana e a 105 o total desde o início do ano no Estado.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, convocou para este domingo uma reunião com as polícias Civil e Militar. “O que temos a princípio é que foram tentativas de assalto, mas isso não interessa para nós. São policiais, servidores do Estado, e nós vamos atrás dos autores. Teremos uma reunião com as polícias e pretendemos articular algumas ações. Mas precisamos de ações institucionais articuladas. Precisamos do Legislativo, Judiciário, do sistema prisional, de um trabalho forte nas fronteiras, de segurança primária e ações fortes com relação a menores”, disse Beltrame.

Segundo a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria, “não há informações de que existam ordens oriundas de presídios para ataques a PMs ou de que os casos ocorridos nos últimos dias possuam relação entre si”. Militares e parentes organizam passeata em defesa da vida dos PMs em 14 de dezembro, em Copacabana, praia na zona sul.

No tiroteio de São João de Meriti, morreram o soldado Diego Santos de Oliveira, de 25 anos, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do morro do Turano, na zona norte, e seu irmão, Diogo, de 27. Diogo Cardoso Peçanha, 2, e mais duas pessoas ficaram feridas na troca de tiros. O garoto foi baleado no tórax e está em coma induzido no Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo (cidade na região metropolitana).

O caso é investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil na Baixada Fluminense, que apura ainda a morte de outro PM no sábado: o subtenente Jorge Henrique Xavier, assassinado próximo de casa também no que seria tentativa de assalto. O corpo dele foi alvejado por pelo menos 17 disparos.

O outro PM morto é o subtenente Jorge da Costa Serrão. Lotado no 21º BPM, ele teria reagido a um assalto. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil na capital. Além dos cinco PMs mortos em menos de uma semana, um policial civil foi assassinado após suposta tentativa de assalto na noite de sexta-feira, no Humaitá, na zona sul.

Exército

O corpo do cabo Michel Augusto Mikami, de 21 anos, que trabalhava na Força de Pacificação do complexo de favelas da Maré (zona norte), e morreu na sexta-feira ao ser baleado na cabeça em tiroteio com criminosos, foi enterrado ontem em Vinhedo (SP). Na madrugada de ontem, menos de 48 horas após a morte do militar, um homem apontado pelas Forças Armadas como suspeito foi baleado em tiroteio na Maré.

O Exército não confirmou a ligação entre o homem (levado ao hospital e preso sob custódia) e a morte de Mikami, a primeira de um militar das Forças Armadas desde o início do processo de pacificação das favelas cariocas. De acordo com a Força de Pacificação, militares patrulhavam a favela Nova Holanda quando o “suposto envolvido com facções criminosas” atirou contra eles. “A tropa respondeu de forma proporcional, de acordo com as regras de engajamento e atingiu o suspeito”, informou o Exército.

Um inquérito policial militar foi aberto pelo Exército para apurar a morte de Mikami. Segundo as primeiras investigações, os responsáveis pelo crime seriam traficantes do grupo de Thiago da Silva Folly, o TH, um dos chefes da venda de drogas na Maré. Ele integra facção criminosa Terceiro Comando Puro.

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Jovem é morto por policiais militares na zona sul de SP

São Paulo, 30 – Um adolescente de 13 anos foi morto a tiros por policiais militares no Capão Redondo, no extremo da zona sul da capital paulista, na madrugada de sexta-feira para sábado (29). O jovem estava na garupa de uma motocicleta e teria tentado fugir de uma abordagem policial.

O caso aconteceu por volta das 4h45 da última sexta (28). Segundo a Polícia Militar, as duas pessoas que estavam na moto não obedeceram a uma ordem de parada na Avenida Dom Rodrigo Sanches. Eles teriam atirado contra os policiais, diz a PM, que reagiram. No confronto, o adolescente teria sido alvejado quatro vezes e morreu no local. O outro suspeito conseguiu fugir. Com o rapaz morto, os policiais encontraram uma arma de brinquedo.

Cerca de três horas depois, moradores da região incendiaram um ônibus municipal na Avenida Felipe Carrillo Puerto, também no Capão Redondo. O ataque teria sido em protesto contra a morte do adolescente.

Tribunal absolve casal pela morte de filha adotiva

Adotada em 2009, menina morreu em 15 de janeiro de 2013. Família americana tem outras duas filhas adotivas de origem africana

DIÁRIO DA MANHÃ | DA AGÊNCIA EFE

Um tribunal de apelação do Qatar absolveu, ontem, um casal americano que enfrentava acusações com pena de três anos de prisão pela morte de sua filha em janeiro de 2013. O juiz alegou que não é possível provar que o casal colocou a menina em perigo e, pelo contrário, há várias provas que comprovam sua inocência, conforme a sentença publicada pelo jornal catariano Doha News.

O magistrado também rejeitou uma apelação da promotoria qatariana que pedia que eles fossem condenados por assassinato em primeiro grau. Matthew e Grace Huang foram condenados por um tribunal penal em março a três anos de prisão, após serem declarados culpados de negligência pela repentina morte de sua filha adotiva Gloria, de oito anos.

A certidão de óbito de Gloria, emitida pelo Conselho Supremo de Saúde do Qatar, assinalou que as causas da morte eram “desnutrição e desidratação”, mas a defesa sempre manteve que a menina tinha um transtorno alimentar por causa da pobreza extrema em que viveu em seu país de origem. Testemunhas disseram durante o julgamento que viram a Gloria comer um dia antes de sua morte, o que de acordo com o magistrado desmente a acusação de que os pais impediram a menina de comer. Foram estes testemunhos que levaram o tribunal de primeira instância a condenar o casal americano.

“Grace e eu queremos ir para casa e estar com nossos filhos”, disse aos jornalistas na saída do tribunal Matthew Huang, que descreveu o processo judicial de “longo e duro”. Este veredicto põe fim a um controvertido caso, que manteve o casal preso até novembro de 2013, quando foi solto mediante fiança, mas proibidos de deixar o Qatar.

Por se tratar de uma família americana com três filhos adotivos de origem africana, a promotoria qatariana acusou também os Huang de tráfico de pessoas, por suspeitar que adotaram as meninas para traficar seus órgãos. O casal se mudou para o Qatar a trabalho em 2012 e em 15 de janeiro de 2013, Gloria morreu repentinamente. Ele foi adotada em Gana em 2009.

Ceni falha e São Paulo apenas empata na despedida de Kaká

Continuará a jogar e fará a festa das torcidas adversárias

Lancepress (Edita pelo blog)

A despedida de Kaká do Morumbi não saiu como esperado. O camisa 8 do São Paulo, que fez na tarde deste domingo seu último jogo no estádio tricolor, viu Rogério Ceni falhar feio e seu time apenas empatar em 1 a 1 com o Figueirense.
N/A

Kaká jogou pelo Tricolor Paulista pela última vez no Morumbi; na próxima temporada jogará nos EUA
O empate, porém, envia o São Paulo diretamente para a fase de grupos da Libertadores. O Tricolor chegou a 70 pontos e permanece na vice-liderança, mas não pode ser mais ultrapassado pelo Internacional, o quarto, pois o clube gaúcho possui 66 pontos. O Figueira, por sua vez, continua na 12ª posição, mas agora com 47 pontos.
O JOGO
Foi melancólica a primeira etapa no Morumbi. Não pelo resultado do jogo em si, mas pelo futebol apresentado pelas duas equipes.
Sem ambições no Brasileiro, o Figueirense foi a campo com uma estratégia defensiva e, pelo menos nos primeiros 45 minutos, foi bem sucedido. Os catarinenses contaram também com a apatia são-paulina. Apagado, o Tricolor Paulista não conseguia trocar passes no setor ofensiviso e viu seu principal armador, Paulo Henrique Ganso, sumir. Kaká, dono da festa, também pouco apareceu.
Alan Kardec, o vilão da eliminação do São Paulo na Copa Sul-Americana, tentou algumas jogadas de efeito, mas levou pouco perigo ao goleiro Tiago Volpi. O Tricolor demonstrava ressaca da derrota para o Atlético Nacional e o 0 a 0 do primeiro tempo refletiu bem o que as equipes produziram.
FINALMENTE, UM BOM FUTEBOL
Se o primeiro tempo foi sonolento, o segundo foi emocionante. Desde os primeiros toques na bola, São Paulo e Figueirense tinham apenas um objetivo: balançar as redes. E foram atrás disso.
Pablo foi o que teve a chance mais clara. Após boa jogada de Marcão, que tirou facilmente Edson Silva da jogada, o camisa 11 ficou cara a cara com Rogério Ceni. O goleiro deve ter assustado o atacante, pois a bola não morreu no gol e sim explodiu no travessão. Nem mesmo os reservas do Figueira compreenderam o lance.
No ataque seguinte foi a vez de Luis Fabiano tentar o gol. Falhou. William Cordeiro, lateral do alvinegro, teve sua chance. Perdeu. Foi então que Edson Silva subiu mais que Thiago Heleno e, após escanteio cobrado por Osvaldo, cabeceou com força e finalmente abriu o placar do jogo.
Aos 37 minutos, a saudação para Kaká tomou conta do Morumbi.
O meia foi substituído e ouviu de todos os presentes muitas palmas. Justas, pela história do camisa 8. Muricy Ramalho acertou em cheio o momento para tirar o dono da festa de campo, pois assim ele não viu o goleiro e ídolo Rogério Ceni falhar feio, tentar dar um chapéu fora da área e entregar a bola para Mazola empatar.
O autor do gol de empate quase foi estraga festas e teve a chance de virar o jogo. A trave, que salvou no começo da segunda etapa, voltou a brilhar. O 1 a 1 foi justo, mas Rogério Ceni falhar dessa forma na despedida de outro ídolo tricolor é inadmissível.

Bahia vence, segue vivo e tira chances de G-4 do Grêmio

Bahia classifica o Corinthians

Gazeta Esportiva,  Vicente FonsecaSalvador (BA)

O Bahia respira por aparelhos, mas respira. Neste domingo, em uma Fonte Nova com menos de 6 mil torcedores, o time de Salvador bateu o Grêmio por 1 a 0 e segue com chances, ainda que pequenas, de permanecer na Primeira Divisão do futebol brasileiro. O gol da vitória foi marcado por Rafael Galhardo, de falta, aos 31 do primeiro tempo.

Com o triunfo, o Bahia vai a 37 pontos, ainda em 18º lugar. Precisa derrotar o Coritiba, fora de casa, na última rodada e torcer para que o Vitória não vença o Santos, e o Palmeiras perca em casa para o Atlético-PR. Já o Grêmio, com a derrota, cai para sétimo, ainda com 60 pontos, e perdeu as pequenas chances que ainda tinha de chegar à próxima Libertadores.

Precisando vencer para manter chances mínimas de seguir na Série A, o Bahia sufocou o Grêmio durante todo o primeiro tempo. Fez seu gol logo após a expulsão de Geromel, o que complicou demais a vida do time gaúcho. Mesmo com inferioridade numérica, porém, a equipe do Sul veio para cima no segundo tempo, pressionando em busca do empate.

O jogo– Os resultados paralelos acabaram em sua maioria ajudando Bahia e Grêmio, que entraram em campo ainda vivos por seus objetivos no Brasileirão. Desesperado e cheio de vontade, o time da casa partiu para cima nos minutos iniciais. Aos cinco, William Barbio invadiu a área a dribles e chutou, mas a bola bateu na zaga e foi a escanteio. Na cobrança, a bola pererecou na pequena área gremista, mas os baianos não conseguiram concluir, e Geromel salvou.

Em apenas dois minutos, dos 19 aos 21, o Bahia teve quatro oportunidades claras de marcar. Primeiro, William Barbio teve duas num lance só, chutando para duas ótimas defesas de Marcelo Grohe. O goleiro gremista fez milagre a seguir em chute de Rômulo, pouco antes de Henrique entrar e chutar desviado para fora. Aos 24, mais uma: Henrique entrou sozinho mais uma vez e acertou o alvo, mas Grohe fez nova defesaça, impedindo o gol.

A primeira chegada gremista só ocorreu aos 27, em um belo chute de longe de Ramiro, que quase acertou o ângulo. No minuto seguinte, porém, Geromel matou um contra-ataque do Bahia quando Henrique invadia a área e levou cartão vermelho direto. Na cobrança da falta, aos 31, Rafael Galhardo bateu com perfeição e abriu o placar para os donos da casa.

Com a vantagem, o Bahia naturalmente diminuiu o ritmo. Chegou ao ataque apenas mais uma vez, em chute de Barbio defendido sem problemas por Marcelo Grohe. Já o Grêmio, com um a menos, só teve um chute de Fellipe Bastos por cima, sem perigo. Para o segundo tempo, o time de Felipão voltou aberto, mesmo com um a menos, com Éverton no lugar de Fellipe Bastos.

A primeira chance foi aos cinco minutos: Barcos ganhou de Rafael Miranda na velocidade, invadiu a área, mas Marcelo Lomba saiu a tempo e evitou o gol. Aos 11, Barcos girou em cima de Lucas Fonseca e bateu para boa defesa do goleiro baiano. No minuto seguinte, Éverton chapelou a marcação e bateu colocado, com categoria, levando perigo.

Com o crescimento do Grêmio, o Bahia ficou acuado, deixando a torcida apreensiva na Fonte Nova. Aos 18, Lomba fez ótima defesa em chute de Werley dentro da área. A seguir, Barcos fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Zé Roberto bater de primeira raspando a trave. O Bahia só levou perigo aos 32, em cruzamento que Henrique não alcançou por pouco.

Os minutos finais foram de pressão total do Grêmio. Éverton e Werley tiveram duas boas chances, mas suas conclusões foram brecadas. Aos 41, Lomba espalmou bom chute de Éverton para escanteio. Nos acréscimos, o goleiro baiano fez milagre em tentativa de Barcos na área. Na cobrança do escanteio, a zaga cortou para trás e o goleiro pegou de novo, no susto.

Elétrico, Galo endurece o jogo, mas perde e Coxa se mantém na Série A

Gazeta Esportiva | Belo Horizonte (MG)

Elétrico, incansável e guerreiro, o Atlético-MG fez de tudo para vencer o Coritiba, mas não conseguiu. Os atuais campeões da Copa do Brasil perderam neste domingo por 2 a 1, no Independência, e ajudaram o Coxa a assegurar a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Carlinhos e Leandro Almeida. O lateral esquerdo Pedro Botelho ainda descontou para os atleticanos.

Na última rodada, o Coritiba encara o desesperado Bahia e o Atlético faz um duelo sem grande influência na tabela contra o já rebaixado Botafogo, fora de casa.

Galo elétrico, erros de arbitragem e vantagem do Coxa marcam 1º tempo
O primeiro tempo do jogo foi movimentadíssimo. Impulsionado pelo forte canto da torcida nas arquibancadas, o Atlético-MG começou com tudo e até tentou abrir o placar, mas, em contra-ataque, foi surpreendido pelo Coritiba dando início aos erros da arbitragem. Aos cinco minutos, no contrapé do goleiro Victor, Carlinhos recebeu cruzamento e, em posição irregular, se posicionou para mandar a bola ao fundo das redes. 1 a 0 Coxa.

O Atlético respondeu com Leonardo Silva, que recebeu passe na grande área e estava vendo a bola entrar até Luccas Claro fazer o corte em cima da linha. Elétrico, o Galo obrigou o adversário a recuar todos os seus jogadores, com o atacante Joel jogando depois da linha do meio-campo e sendo fundamental na defesa.

O gol do Atlético veio aos 28 minutos. Rafael Carioca marcou de cabeça, depois de cobrança de falta de Dátolo e belo domínio de Jemerson. Lance, porém, anulado de maneira equivocada pelo juiz, que alegou que a bola havia saído pela linha de fundo.

Galo forte, Coxa vingador: gol no fim dá vitória ao Alviverde
O Galo começou o segundo tempo com tudo. Com um preparo físico e uma rapidez impressionante, os jogadores foram para cima do Coxa e conseguiram criar a primeira boa chance aos oito minutos. Maicosuel fez pelo passe para Dátolo na direita, o argentino dominou e deixou Diego Tardelli em ótimas condições na área. O camisa 9, porém, deixou a bola escapar.

Na sequência, o centroavante recebeu da esquerda e finalizou com precisão, estufando as redes do Independência. O bandeira, por sua vez, assinalou impedimento e adiou a festa da torcida do Galo. Maicosuel ainda tentou encher o pé e obrigou o goleiro a Vanderlei a fazer excelente defesa.

Joia da base e com o peso de ter marcado quatro gols nos últimos quatro jogos, o garoto Dodô teve uma das melhores chances do Galo para empatar a partida. Com um pivô, ele dominou na área e conseguiu fazer o chute, mas Vanderlei se esticou todo e fez excelente defesa.

O Coritiba matou o jogo restando cinco minutos para o fim da partida. Aos 40, Joel começou boa jogada de contra-ataque e colocou o zagueirão Leandro Almeida em excelentes condições. Consciente, o beque partiu em velocidade e teve calma para finalizar com precisão cara a cara com o goleiro Victor. 2 a 0 Coxa.

Guerreiro como sempre, o Atlético não se entregou e conseguiu diminuir o prejuízo. Aos 44, depois de cruzamento de Marcos Rocha, o lateral esquerdo Pedro Botelho apareceu livre na área para finalizar com força e mudar o placar: 2 a 1. Embalado pelo canto da torcida de “eu acredito”, o Galo foi até com Victor à área do Coxa, mas não conseguiu mudar o resultado.

Em ritmo de treino, Chapecoense e Cruzeiro empatam na Arena Condá

Gazeta Esportiva | Chapecó (SC)

Neste domingo, sob o forte calor de Chapecó, a Chapecoense arrancou um empate em 1 a 1 com o campeão Cruzeiro. Apesar da distância entre as duas equipes na tabela, o placar não modifica as situações de ambas, uma vez que a Raposa já é campeã brasileira por antecipação, e o Verdão não corre mais riscos e está garantido na elite do futebol nacional no ano que vem.

Com o resultado na Arena Condá, a Chape permanece na 14ª posição, na marca dos 43 pontos. Já o time mineiro segue estacionado com 77, com o título garantido independentemente do resultado da próxima – e última – rodada.

O jogo A partida começou quente, no sentido mais literal possível. Sob o forte calor de 35 graus em Chapecó, uma falta perigosa foi assinalada para cada um dos lados em apenas dois minutos de bola rolando. No entanto, as duas cobranças foram parar nas mãos dos goleiros, sem assustar.

Sem objetivos no Campeonato e sem pressa, as duas equipes se limitaram a tocar a bola com tranquilidade no meio de campo. Nos primeiros 15 minutos, só houve um lance de perigo real: aos 12, quando Tiago Luis cruzou para Camilo, e o camisa 10 quase mandou de cabeça para a meta.

Na marca dos 17 minutos, a zaga da Chape bobeou na troca de passes no campo de defesa, entregando para o volante Lucas Silva. O jogador viu Neilton descendo em velocidade e lançou o garoto, que recebeu de frente para o goleiro Danilo e tentou deslocá-lo com um toquinho colocado. A bola passou a milímetros de distância da meta, levando perigo e assustando a torcida em Chapecó.

Em seguida, foi a vez da Chapecoense chegar com perigo com Tiago Luis. O atacante dominou na entrada da área e arriscou o chute com força, obrigando o goleiro Élisson a fazer uma bela defesa e salvar a Raposa.

Com mais de meia hora de confronto, a Chape teve a melhor chance da partida. Após boa jogada de Camilo pela direita, a bola foi rolada para Tiago Luis na marca da cal. O zagueiro Léo tentou cortar o chute, mas furou. Para a sorte da Raposa – e reclamações do Verdão –, o volante Eurico estava pronto para bloquear a finalização. O time de Celso Rodrigues apontou um toque no braço do cruzeirense, mas o árbitro mandou o jogo seguir.

Depois de seguir em ritmo lento por 40 minutos, o confronto finalmente perdeu a aparência de jogo-treino. Aos 41, Wanderson trabalhou bem com Camilo e foi à linha de fundo para cruzar rasteiro para Bruno Rangel, que só teve o trabalho de empurrar para as redes e abraçar os companheiros.

Quando o relógio já marcava oito minutos do segundo tempo, o técnico Celso Rodrigues fez uma homenagem ao goleiro Nivaldo, que completou oito anos com a camisa da Chape. Ovacionado por toda a torcida presente na Arena Condá, o arqueiro entrou no lugar de Danilo.

O time catarinense dominava, mas ainda precisava brilhar a estrela do jovem atacante Hugo Ragelli, revelado pelo Cruzeiro. O jogador entrou em campo aos 27 do segundo tempo, no lugar do também garoto Neilton. Uma vez dentro das quatro linhas, o atleta precisou de 40 segundos para marcar o seu primeiro gol na sua estreia como jogador profissional, após cruzamento do jovem Judivan, que atuou com Ragelli na base.

Depois do gol, as duas equipes novamente pareceram se contentar com o empate, uma vez que nem mesmo a vitória alteraria as situações de ambas na tabela, já definidas. A Chape ainda teve uma cobrança de falta perigosa, de frente para a meta e a 21 metros de distância dela, mas o chute de Wanderson explodiu na barreira cruzeirense, sem mexer no placar da Arena Condá.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio