Estadual mais equilibrado do País, Campeonato Paulista começa neste sábado

De A Tribuna On-line

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Ituano é o atual campeão paulista

Começa neste sábado (31) mais uma edição do Campeonato Paulista. Logo na primeira rodada haverá o confronto que reeditará a decisão deste 2014. Santos e Ituano se enfrentam, neste domingo (1), às 19h30, na Vila Belmiro.

O modelo de disputa do Estadual continua o mesmo. No total, serão 15 jogos na primeira fase em que os times de um grupo não se enfrentam. Os dois primeiros de cada chave se classificam para as quartas de final. O atual campeão do torneio, o Ituano, caiu na chave do São Paulo, o grupo 1.

A competição começa com três duelos às 17 horas. Destaque para o renovado Palmeiras, que enfrenta o Audax na Arena Palestra. O curioso é que o jogo serã no campo do Verdão, mas o mando pertence a equipe de Osasco.  Atrás de recursos para o pagamento de uma taxa de transferência para a Federação Paulista de Futebol e, assim, conseguir mandar os jogos futuros em sua cidade, o Audax acabou mudando o mando.
Bragantino x São Bernardo e Rio Claro x Botafogo são as outras partidas do horário.

Confira os jogos da primeira rodada

Bragantino x São Bernardo – Sábado – 17 horas – Bragança Paulista
Audax-SP     x Palmeiras – Sábado – 17 horas – São Paulo
Rio Claro    x Botafogo – Sábado – 17 horas – Rio Claro
Capivariano x RB Brasil – Sábado – 19h30 – Capivari
XV de Piracicaba x    Mogi Mirim – Sábado – 21 horas – Piracicaba
Penapolense x São Paulo – Domingo – 17 horas – Penápolis
Corinthians x Marília – Domingo – 17 horas – São Paulo
Santos x Ituano – Domingo – 19h30 – Santos
São Bento x Linense – Domingo – 19h30 – Sorocaba
Ponte Preta x Portuguesa – Domingo – 19h30 – Campinas

Veja os grupos do torneio

Grupo 1: São Paulo, Ituano, São Bernardo, Mogi Mirim e RB Brasil
Grupo 2: Corinthians, Ponte Preta, Audax, Rio Claro e São Bento
Grupo 3: Palmeiras, Botafogo, Portuguesa, Linense e Marília
Grupo 4: Santos, Penapolense, Bragantino, XV de Piracicaba e Capivariano

Como a carne, futebol brasileiro é aposta em tempos de crise

Timur Ganeev, especial para Gazeta Russa

Com dificuldades financeiras geradas pela crise do rublo, orçamento de times do país deve cair em 30%. Ex-jogadores brasileiros e especialistas russos falam à Gazeta Russa sobre as perspectivas brasileiras.
Como a carne, futebol brasileiro é aposta em tempos de crise
Primeiro brasileiro no futebol russo, Robson Luis, chegou ao país em 1997 para defender o Spartak Foto: Vladímir Fedorenko/RIA Nóvosti

Nem só a carne brasileira deve se beneficiar com os efeitos das sanções ocidentais contra a Rússia. A opinião de um especialista no ramo: o ex-jogador Robson Luis.

Primeiro brasileiro no futebol russo, Robson Luis, chegou ao país em 1997 para defender o Spartak. Hoje, aos 40 anos, depois de aprender a língua e vencer o campeonato nacional cinco vezes com o mesmo time, além de receber o título de melhor artilheiro no ano 2000 e pendurar as chuteiras para agenciar outros jogadores, abriu suas próprias casas de carne no país.

“A difícil situação financeira na Rússia certamente diz respeito ao esporte e, claro, ao futebol. Nos últimos tempos, os empresários russos não economizaram em transferências, até dando algum prejuízo, mas isso não influenciou em seus gastos. Agora, porém, a situação mudou completamente. É preciso economizar cada dólar”, diz ele.

“Acho que os clubes russos vão apostar nos seus pupilos e se reforçar com com lendas dos países da ex-Iugoslávia e do Brasil. Acho que nosso mercado tem muita perspectiva. Sim, alguns dos nossos clubes mais endinheirados podem se dar ao luxo de pagar dois milhões de dólares por estrelas de primeira categoria, como Robinho, Kaká, Ronaldinho, Adriano – apesar de outros jogadores nosso receberem não mais que 200 ou 300 mil dólares por ano. Assim, logo haverá muito mais brasileiros no campeonato da Rússia”, completa.

A opinião é compartilhada pelo também ex-jogador Leandro Samarone, que atuou nos russos CSKA, Spartak, Torpedo e Krília Sovetov. Hoje, aos 43 anos, ele é empresário no ramo, trabalhando com times da Rússia, Bielorrúsia, Moldávia e Ucrânia.

Leandro Samarone Foto: Said Tsarnaev/RIA Nóvosti

“O Celsinho continua a ser meu único jogador atuando na Rússia”, diz, referindo-se ao meia que agenciou para o Lokomotiv. “Mas acredito que não pare por aí. Por serem mais baratos que os jogadores da Europa Central e Oriental, os clubes russos estão de olho no nosso mercado”.

“Tem jogador de sobra que poderia trazer benefícios aos clubes russos. Mas nem todos se acostumariam com o país. É importante encontrar alguém com o gênio ideal, como o Alex. Dois jogadores meus atuam na Ucrânia, no Carpatakh. Um deles até derrotou o Shakhtior”, completa.

Jogadores de nível mediano

Para o campeão olímpico e ex-treinador da seleção russa Anatóli Bíshovets, com o orçamento atual os clubes russos poderiam se beneficiar até mesmo com jogadores que não são alvo de disputa nos estádios brasileiros.

“Não acredito que em um futuro próximo jogadores do nível de um Vagner Love, Hulk ou Alex, que têm experiência em defender a seleção, virão à Rússia. Mas os brasileiros de um grau mediano são muito úteis aos times russos na realidade econômica atual. Wellinton, Ari, Guilherme, Jô, Vanderson, Joaozinho, Maikon, Daniel Carvalho e Ailton não eram os jogadores mais disputados na sua terra natal, mas se tornaram figuras notáveis na primeira liga do futebol russo. O dinheiro investido neles foi totalmente justificado, e por vezes até superou as expectativas”, diz.

O que esperar de uma visita a um russo

31/01/2015 Anna Trofímova, Gazeta Russa

Não é segredo que os estrangeiros associam a Rússia ao frio eterno, aos ursos, à vodca e a atitudes grosseiras. Assim são os estereótipos. Mas o que acontece de fato se você decidir visitar a Rússia? A Gazeta Russa vai tentar esclarecer esta questão.
O que esperar de uma visita a um russo
Com certeza os donos da casa já terão arrumado a mesa antes de sua chegada Foto: Lori/Legion Media

Espírito aberto, confiabilidade e hospitalidade são apenas algumas das qualidades que os estrangeiros citam quando compartilham suas impressões sobre os russos e a Rússia. Mas a maioria concorda que a primeira viagem à Rússia pode resultar em fiasco se você não tiver pelo menos um conhecido que fale o idioma e que possa ser seu guia por alguns dias.

Não é fácil fazer amizade com um russo, apesar de sua alma generosa e prontidão para ajudar em qualquer momento. Os russos são um povo fechado e podem chamar alguém de amigo só depois de muitos anos de convivência. Mas se você teve a sorte de receber um convite para ir à casa de um russo, o melhor é se preparar com antecedência, pois fazer visitas implica um ritual específico.

Se um russo decide convidá-lo para tomar chá, esse convite irá provavelmente soar mais ou menos assim: “Bem, você venha por volta das 17h ou 18h, quando lhe for mais conveniente. Está livre no sábado? Não? Então venha no domingo, para mim tanto faz”. Para os russos não existe o conceito de chá das cinco ou de jantar de domingo com a família, eles estão acostumados a se adaptar ao convidado e esperam que ele faça o mesmo.

Pense com antecedência no presente que vai levar para o dono da casa: pode ser uma torta ou um doce para acompanhar o chá. Se houver crianças por perto, o melhor é comprar uma guloseima ou um brinquedo para cada uma delas (afinal, você não vai querer ser incomodado pelas crianças enquanto estiver visitando o seu amigo, certo?).

A Gazeta Russa já explicou por que razão os russos riem tão pouco. Não é porque estejam insatisfeitos com a vida ou com raiva de alguém: um russo pode sorrir de mil maneiras, e nem todo estrangeiro consegue se dar conta. Por isso não tenha dúvidas, o seu amigo russo está feliz por vê-lo!

A primeira coisa que espanta a maioria dos estrangeiros é a tradição russa de tirar os sapatos ao entrar em uma casa. O mais provável é que o dono da casa tenha vários pares de chinelos especialmente separados para os convidados.

Foto: Lori/Legion Media

Depois, provavelmente levarão você para conhecer a casa ou o apartamento. Não se surpreenda se no final desta “excursão” lhe propuserem ficar na cozinha – é lá que os russos têm o hábito de comer, beber chá, cozinhar, lavar a louça, ou seja, de fazer tudo o que tenha a ver com comida. Eles costumam comer na sala apenas em dias de festa.

Com certeza os donos da casa já terão arrumado a mesa antes de sua chegada. “Pôr a mesa” para um russo significa colocar em cima dela vários tipos de saladas, preparar um prato quente e cortar os aperitivos. Provavelmente o seu amigo irá lhe dizer várias vezes para não se acanhar e comer mais. É por isso que não aconselhamos você a comer antes de visitar a casa de um russo.

Esteja preparado para uma longa conversa sobre a vida, a política, a vizinha, as crianças, o destino, Dostoiévski e os mais variados temas. O russo gosta de conversar e será bom se você conseguir acompanhar a conversa ou até mesmo discutir sobre o tema proposto – os russos gostam de longas discussões.

Não espere que seu amigo russo lhe sugira que está na hora de ir embora – ele poderá ficar jogando conversa fora até bem tarde da noite, sem se esquecer nunca de lhe dar comida e, em seguida, de lhe propor passar a noite na casa dele. Fique atento ao relógio! Quando você conseguir finalmente convencer o seu anfitrião a deixá-lo ir embora, não se esqueça de lhe agradecer pela noite agradável e prometa que agora é você que fica esperando a visita dele. Agora você já sabe como recebê-lo e o que esperar dele quando for sua vez de bancar o anfitrião.

Em Angoulême, brasileiro fala da dificuldade de ser desenhista profissional no país

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Maxence, o personagem desenhado por Carlos Rafael Duarte.
Maxence, o personagem desenhado por Carlos Rafael Duarte.

Divulgação/ Le Lombard
Lúcia Müzell

O desenhista Carlos Rafael Duarte foi um dos raros artistas brasileiros no Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos de Angoulême, que se encerra no domingo na cidade francesa. O carioca tem uma carreira internacional consolidada nos Estados Unidos e agora começa a explorar o mercado europeu.

Ele trouxe ao evento o seu último trabalho, o livro Maxence, feito em parceria com o francês Romain Sardou. Em entrevista à RFI Brasil, Carlos Rafael fala sobre as dificuldades do mercado brasileiro, o processo de criação dos personagens e o jornal Charlie Hebdo, que marcou a 42a edição do festival.

Que panorama você faz do desenhista profissional do Brasil? É difícil fazer carreira no país?
É muito difícil. O mais fácil é ter alguma coisa mais garantida lá fora. Foi o que eu fiz, porque no Brasil a gente não tem muita oportunidade. O Brasil não tem um mercado grande para os seus desenhistas. É um mercado muito pequeno e depende muito do esforço do próprio artista para conseguir alguma coisa.

Quando você dava aulas, percebia que havia muitos alunos com talento, que eram promissores? Que dica dava para eles?
Eu tive muitos alunos com muita vontade. Alguns realmente conseguiram e têm carreira em outras editoras fora do país. Mas a maioria não consegue seguir porque a falta de mercado é um bloqueio muito grande para a gente. Chega uma hora em que ou a pessoa decide a conseguir o que quer, não importa como, ou ela acha melhor arranjar outra coisa mais garantida. Infelizmente é assim.

Você traz a Angoulême o seu mais recente trabalho, Maxence, feito em parceria com o francês Romain Sardou. Como foi fazer esse trabalho, ele estando na França e você, no Brasil?
A equipe toda da editora Le Lombard, incluindo o Romain Sardou, é de uma grande simpatia. Para mim, não teve problema nenhum. Foi um trabalho que prezou mais a qualidade do que o tempo. Para o artista, isso é muito bom. Às vezes, a gente tem um prazo muito pequeno para fazer um trabalho e acabamos insatisfeitos com a qualidade final.

Quem é o Maxence?
Ele é um personagem da época Bizantina e ele está vivendo um momento histórico difícil de Constantinopla, que o leitor vai ver. Ele é um treinador de grandes felinos, como leões e tigres, e tem um tigre de estimação, que pode atacar, se ele mandar. Mas no decorrer da história, a gente percebe que ele é muito mais do que isso: ele tem uma descendência importante e tem uma grande influência no governo, sempre mantendo os próprios ideais.

Essa é a primeira vez que você vem a Angoulême. No que você mais se interessou no festival?
No Brasil, a gente não tem muita publicação de material estrangeiro da Europa. Temos mais dos Estados Unidos. Estou conhecendo muita coisa aqui, aproveitando os colegas para me mostrar as inspirações deles. Ver o material europeu é o que é mais interessante para mim.

Como é o seu trabalho de pesquisa para construir os personagens? O Maxence vivia em Constantinopla, por exemplo. Um trabalho como esse exige uma bagagem cultural, ou ao menos bastante pesquisa histórica, não?
Isso começou quando eu fiz o Highlander, que tinha muita coisa histórica. Eu comecei a pesquisar e me interessei por isso. Enriquece muito o nosso trabalho. E no Maxence ainda mais, porque não foi muito fácil encontrar material sobre esse período histórico. Se fosse Roma, haveria muito mais material. Constantinopla é um império romano ainda, mas em outro lugar, com vestimentas um pouco diferentes, em uma época um pouco diferente. Foi mais difícil de achar. Fiz muita pesquisa.

Você tem temas ou épocas preferidas?
Tem tanta coisa… Cada uma é interessante e cada uma eu acrescento ao meu trabalho.

O festival deste ano está marcado pela morte dos cartunistas do jornal Charlie Hebdo, com muitas homenagens. A discussão sobre “ser ou não Charlie” também está presente. Como você se coloca nesse debate? A liberdade de expressão, inclusive dos desenhistas, deve ou não ter limites?
Eu acho que a liberdade de expressão não tem limites. Cada um vai se colocar de uma forma e as pessoas vão aceitar aquilo ou não. Eu acho que o mais importante nessa situação foi o modo bárbaro como tudo aconteceu. Isso não pode acontecer. Se alguém tem algo contra, não é dessa forma que vai impor a oposição, senão daqui a pouco mesmo coisas bobas vão começar a ser punidas com alguém entrando e metralhando todo mundo. Não é assim que o mundo tem que caminhar.

Outra discussão, que é antiga em Angoulême, é sobre se os desenhos de imprensa, como os publicados no jornal Charlie Hebdo, fazem ou não parte da mesma família das histórias em quadrinhos. Alguns organizadores do festival avaliam que o espaço ocupado pelo Charlie Hebdo no evento estava exagerado. O que você acha?
Não conheço essa discussão, mas eu acho que no quadrinho, enquanto arte, cabe tudo. Acho que cabe qualquer coisa aqui. Expandir sempre é bom. Em festivais dos Estados Unidos tem até videogame, colecionáveis. Você não precisa fechar as portas. Uma coisa puxa a outra.

Qual é o seu mais alto objetivo da carreira? Sonha em desenhar personagens que já são famosos e foram referência para você?
Eu vou desenhar quadrinhos a vida toda, então a minha meta é fazer cada vez melhor o meu trabalho. Eu já fiz tanta coisa diferente e agora estou na Europa, que era um mercado que não se tinha muito conhecimento nem muitas publicações no Brasil. Eu vou poder desenhar tantos personagens interessantes, mas eu gostaria, sim, de desenhar algum personagem que eu sempre gostei, como os superheróis que eu cresci admirando, o Batman e o Super Homem. São personagens eternos que eu teria vontade de desenhá-los, sim. Mas também é bom ter novidade e conhecer novos personagens, participar de novas coisas.

Você comentou que às vezes tem pouco tempo para fazer os trabalhos, como ter de desenhar uma página do livro por dia. Lidar com os prazos exigidos pelos editores é um problema nesta profissão?
Eu não diria que é um problema. Eu diria que é uma coisa que faz parte do nosso trabalho, inerente a ele. A gente sempre vai lidar com prazo e qualidade, fazer um paralelo com essas duas questões. Se você tiver mais prazo, sempre vai ter uma qualidade melhor. Se te cortarem o prazo, terá de fazer um trabalho piorado. A gente precisa lidar com isso – o desenhista nunca foge disso.

Como você se dá com as ferramentas digitais de desenho?
Eu faço os esboços em um tablet, o que me facilitou muito porque as mudanças são mais fáceis de serem feitas. A gente usa ferramentas digitais que nos fazem usar menos papel. Quando o desenho está pronto e eu sei que não vai mudar nada é que eu passo para o papel. É bom não só para a gente, mas para o meio ambiente. A ferramenta digital veio para facilitar o nosso trabalho, mas eu gosto muito de trabalhar no papel e no lápis.

Em dia violento na Ucrânia, França e Polônia pedem que Rússia cesse apoio a rebeldes

A primeira-ministra polonesa, Ewa Kopacz, e o presidente francês François Hollande, hoje, em Paris.

A primeira-ministra polonesa, Ewa Kopacz, e o presidente francês François Hollande, hoje, em Paris.

REUTERS/Philippe Wojazer

Pelo menos 24 pessoas foram mortas na sexta-feira (30) no leste da Ucrânia, região dominada por separatistas pró-Rússia, após diversos bombardeios – um dos dias mais trágicos na região desde o início do confronto. Kiev acusa os separatistas de terem atingido um centro cultural e um ônibus em Donetsk. Nesta tarde, em um encontro em Paris, líderes da França e da Polônia pediram à Rússia que cesse o apoio aos rebeldes.

O número de mortos pode ser maior. Dos 24 contados até o momento, 19 eram civis. Donetsk é a principal cidade ucraniana tomada pelos rebeldes e mais de 5 mil pessoas morreram na região desde o início dos combates, em abril de 2014.

O dirigente da autoproclamada República Separatista de Donetsk, Alexandre Zakhartchenko, convocou os militares ucranianos a se render: “Me dirijo a todos os militares ucranianos: entreguem suas armas e partam! Vocês ainda têm uma chance de salvar suas vidas”, anunciou ele, em um canal de televisão russo.

O objetivo dos ataques separatistas, segundo Kiev, seria prejudicar as discussões de paz previstas para esta sexta-feira, em Minsk, na Belarus. A negociação de paz de Minsk foi cancelada, segundo Denis Pouchiline, líder dos separatistas, embora o Ministério das Relações Exteriores da Belarus e Kiev neguem que haja uma decisão oficial. “Kiev não virá e nós vamos embora de Minsk hoje mesmo”, disse Pouchiline.

Apelo francês

Diante do recrudescimento da violência na região, a França e a Polônia pediram à Rússia para cessar imediatamente de apoiar os separatistas ucranianos. O pedido foi revelado pelo presidente François Hollande ao sair de um encontro com a primeira-ministra polonesa Ewa Kopacz.

Em uma declaração comum, os dois países apelam por um cessar-fogo imediato na Ucrânia. “Nós apelamos à Rússia para que contribua para uma solução política e coloque fim a toda forma de apoio aos separatistas”, disse Hollande.

França é maior inimigo do Islã, diz um líder dos braços da rede Al Qaeda

Velas diante da embaixada da França em Hanói, Vietnâ, em 8/1/15, um dia após atentado ao jornal Charlie Hebdo.

Velas diante da embaixada da França em Hanói, Vietnâ, em 8/1/15, um dia após atentado ao jornal Charlie Hebdo.

REUTERS/Kham

Ibrahim al-Rubaish, integrante da liderança da rede Al Qaeda na península arábica (Aqpa), diz que a França tomou o lugar dos Estados Unidos no topo da lista dos países inimigos do islamismo. A declaração foi feita através de uma gravação de áudio divulgada nesta sexta-feira (30), pelo site Youtube. Ele também incentivou ataques contra “infiéis” do ocidente que insultarem o profeta Maomé.

Com o “enfraquecimento” dos Estados Unidos nos últimos anos, “a França substituiu a América” por causa dos ataques constantes ao islamismo, declarou al-Rubaish. A gravação foi difundida no Youtube pelo serviço de comunicação da Aqpa.

O grupo, considerado por Washington como o braço mais ativo e mais perigoso da Al-Qaeda, reivindicou o atentado de 7 de janeiro em Paris contra o jornal satírico Charlie Hebdo. Dois irmãos extremistas mataram 12 pessoas ao invadir a redação da publicação.

Blasfêmia contra o profeta

Um outro responsável da Aqpa declarou, ao reivindicar o atentado, que o grupo agiu sob ordens do chefe da rede Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri, a fim de “vingar” o que os extremistas chamam de “blasfêmia contra o profeta Maomé”.

Na mensagem de áudio divulgada hoje, Rubaish também incentivou ataques contra “infiéis” no ocidente que insultarem o profeta, principalmente na França. Ele acrescentou que nenhuma consulta com um superior é necessária.

Merkel descarta novo perdão da dívida da Grécia

O presidente francês, François Hollande (direita), a chanceler Angela Merkel e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz (esquerda), discutiram ontem, em Estrasburgo, a situação da Grécia.

O presidente francês, François Hollande (direita), a chanceler Angela Merkel e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz (esquerda), discutiram ontem, em Estrasburgo, a situação da Grécia.

REUTERS/Christian Lutz/Pool
RFI

A chegada de um governo de extrema-esquerda ao poder na Grécia não tem impacto, por enquanto, na posição da Alemanha sobre as dívidas do país. O governo alemão segue intransigente em relação à austeridade e ao cumprimento dos acordos assinados pela Grécia com o FMI e as instituições europeias. A chanceler Angela Merkel reafirmou neste sábado (31) que não haverá novo perdão da dívida grega.

O novo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou ontem que pretende romper com a tutela da troika, formada pelo FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu, os maiores credores da Grécia. Mas, impassível, a chanceler Angela Merkel diz que não aceitará uma nova redução da dívida, como deseja o governo de Atenas.

Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal alemão Hamburger Abendblatt, Merkel lembra que, em 2012, bancos privados “renunciaram voluntariamente a bilhões” da dívida grega. “Eu não vejo nenhum novo alívio da dívida grega”, disse a chanceler. Esta é a primeira entrevista concedida por Merkel sobre a situação da Grécia desde a vitória do partido de extrema-esquerda Syriza nas eleições de domingo passado.

Bancos perdoaram € 100 bi de dívidas em 2012

No início de 2012, a Grécia concluiu uma operação de troca de dívida. Na ocasião, credores privados aceitaram substituir os títulos que tinham em caixa por outros papéis menos rentáveis. A operação permitiu que € 100  bilhões da dívida de Atenas fossem apagados. Mas a economia da Grécia, sob assistência financeira internacional desde 2010, está esmagada pelo peso de sua dívida, que atingiu cerca de 175% do seu Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, mais de € 320 bilhões.

Merkel afirmou que “a Europa vai continuar a mostrar solidariedade em relação à Grécia, como a outros países particularmente afetados pela crise, se esses países continuarem a realizar reformas estruturais e medidas de economia nas despesas públicas”, explicou a líder alemã.

Questionada sobre os primeiros anúncios do governo Tsipras, como o aumento do salário mínimo e a contratação de funcionários públicos, Merkel destacou: “Nós, a Alemanha e outros parceiros europeus, estamos aguardando para ver com que conceito o novo governo grego virá a nós”.

Em uma nota muito pessimista, analistas do banco alemão Berenberg avaliam que, após o retorno ao crescimento em 2014 (a previsão oficial é de 0,6%), a Grécia entrará em um novo período de recessão com o partido Syriza no governo.

Ministro das Finanças da Grécia visita Paris em busca de aliados contra austeridade

O novo ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis.

O novo ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis.

REUTERS/Marko Djurica
RFI

O novo ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, faz uma visita a Paris neste sábado (31), dois dias antes do inicialmente previsto. A Grécia busca aliados na Europa para combater a política de austeridade defendida pela Alemanha e outros governos liberais do bloco, assim como apoio à reestruturação da dívida grega. A chanceler alemã, Angela Merkel, descartou hoje um novo perdão da dívida grega.

Em Paris, o ministro grego do Syriza deve se reunir com o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, e da Economia, Emmanuel Macron. A França também é favorável ao fim da ortodoxia fiscal no bloco e tem defendido iniciativas europeias de estímulo ao crescimento.

Em uma entrevista publicada hoje na Grécia, na revista Agora, o ministro grego das Finanças disse que seu governo protegerá os interesses dos investidores estrangeiros no país. “Os investimentos feitos no setor produtivo nacional permanecerão intactos e temos a intenção de atrair novos investimentos, de forma transparente, para preservar interesses comuns”, afirmou Varoufakis.

O governo de extrema-esquerda tenta evitar uma fuga ainda maior de capital estrangeiro e dar um mínimo de segurança aos investidores, depois de anunciar esta semana a suspensão de vários projetos de privatização, entre eles o do porto de Pireu, em Atenas. O governo do ex-premiê Antonis Samaras havia pré-selecionado a gigante chinesa Cosco e outros quatro grupos estrangeiros para tocar o projeto.

Banco franco-americano vai assessorar renegociação

Antes de deixar Atenas, Varoufakis anunciou que o banco franco-americano Lazard foi escolhido para assessorar o governo grego nas negociações sobre a dívida pública. Na sexta-feira, em entrevista ao canal de BFM TV, o vice-presidente do Lazard na Europa, Matthieu Pigasse, defendeu uma redução da dívida grega da ordem de € 100 bilhões. O banco já deu assessoria à Grécia de 2010 a 2012 e atualmente participa como consultor do fundo de reestruturação bancário grego.

Merkel descarta novo perdão da dívida

A eleição de um governo de extrema-esquerda na Grécia não tem impacto, por enquanto, na posição da Alemanha, que segue intransigente em relação ao cumprimento dos acordos assinados pela Grécia com o FMI e as instituições europeias.

Ontem, o novo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que pretende romper com a tutela da troika, formada pelo FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu. Mas, impassível, a chanceler Angela Merkel descartou neste sábado um novo perdão da dívida grega.

Em entrevista ao jornal alemão Hamburger Abendblatt, Merkel lembrou que, em 2012, bancos privados “renunciaram voluntariamente a bilhões da dívida grega”. “Eu não vejo nenhum novo alívio da dívida”, disse a chanceler. Esta é a primeira entrevista concedida por Merkel sobre a situação da Grécia desde a vitória do partido de extrema-esquerda Syriza nas eleições de domingo passado.

No início de 2012, a Grécia concluiu uma operação de troca de dívida. Na ocasião, credores privados aceitaram substituir os títulos que tinham em caixa por outros papéis menos rentáveis. A operação permitiu que € 100 bilhões da dívida de Atenas fossem apagados. Mas a economia da Grécia, sob assistência financeira internacional desde 2010, está esmagada pelo peso de sua dívida, que atingiu cerca de 175% do seu Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, mais de € 320 bilhões.

Merkel afirmou que “a Europa vai continuar a mostrar solidariedade em relação à Grécia, como a outros países particularmente afetados pela crise, se esses países continuarem a realizar reformas estruturais e medidas de economia nas despesas públicas”, explicou a líder alemã.

Questionada sobre os primeiros anúncios do governo Tsipras, como o aumento do salário mínimo e a contratação de funcionários públicos, Merkel destacou: “Nós, a Alemanha e outros parceiros europeus, estamos aguardando para ver com que conceito o novo governo grego virá a nós”.

Em uma nota muito pessimista, analistas do banco alemão Berenberg avaliam que, após o retorno ao crescimento em 2014 (a previsão oficial é de 0,6%), a Grécia entrará em um novo período de recessão com o Syriza no governo.

Tsipras em Paris na quarta

Na quarta-feira, o primeiro-ministro Alexis Tsipras virá a Paris a convite do presidente François Hollande. Tsipras também articula uma visita à Itália, nos próximos dias, sempre com o objetivo de obter o apoio de países do sul à renegociação da enorme dívida grega. Até o momento, Tsipras não tem prevista nenhuma visita a Berlim.

Feirão garante passagem por apenas R$ 48 nos voos partindo do Rio de Janeiro

Correio do Brasil

31/01/2015

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Por Celso Martins- Até 8 horas de segunda-feira (2) você terá oportunidade de comprar passagem de avião por apenas R$ 48. Só você pensa que erramos ao digitar esse valor, pode ter certeza que não. Veja na imagem abaixo que mostra que por esse valor você consegue viajar pela Azul do Rio de Janeiro (Santos Dumont) para Belo Horizonte (Confins). Na Gol e TAM as passagens estão sendo vendidas por R$ 48 do Galeão para Belo Horizonte.

As três maiores companhias aéreas estão com uma Mega Promo neste fim de semana. É a melhor promoção de 2015! São dezenas de opções de destinos por R$ 69 no retorno. Nos voos do Santos Dumont para Brasília é possível encontrar passagens por apenas R$ 68 nos voos da Azul e R$ 69 na TAM. Considerando as taxas de embarques, na Azul as passagens de ida e volta custam R$ 184,67, na TAM R$ 186,67 e na Gol R$ 228,57.

  TRECHO PESQUISADO NO SITE DA AZUL NO DIA 31/01

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Na Azul uma passagem de ida e volta do Santos Dumont para Campinas está sendo vendida por R$ 195,57. Quem preferir desembarcar em Congonhas, aeroporto central da capital paulista, vai pagar R$ 201 na Gol e TAM. As taxas de embarques são incluídas. Na Gol é possível encontrar passagens por R$ 69 nos voos retornando da América do Sul.

Neste fim de semana as companhias Gol, Azul e TAM estão emitindo passagens nacionais com cinco pontos o trecho. Lembrando que a maior quantidade de assentos promocionais sempre é encontrada para viagem numa terça, quarta-feira ou sábado. A promoção vale para viagem nos meses de fevereiro,março, abril, excetos os feriados. As tarifas promocionais são encontradas até 8 horas de segunda-feira (2 de fevereiro).

Homem é morto a facadas na festa de 15 anos da filha

A Tribuna  Bruno Lima

A tão esperada festa de debutante de 15 anos de uma garota terminou de maneira trágica na noite de quinta-feira, em Itanhaém. Filha de pais separados, ela viu o atual companheiro da mãe matar o pai com golpes de faca. O crime se deu diante da presença inesperada da vítima, o autônomo Robson Jacino Morel, de 45 anos, na casa da ex-mulher, onde acontecia a comemoração.

Autor dos golpes que tiraram a vida do autônomo, Alcides Pereira Ramos fugiu do local do crime antes que a polícia chegasse e ainda não foi localizado.

Disposto a ver a filha aniversariante, Robson chegou na casa da ex, na Avenida Tiradentes, por volta das 21h30, mas se desentendeu com ela e com o atual companheiro.

Nervoso com o bate-boca, Alcides apanhou uma faca na cozinha e partiu para cima do autônomo. Sem tempo de se defender, Robson foi ferido na axila e morreu no local. Diante da vítima estirada no imóvel, Alcides fugiu a pé.

A perícia do Instituto de Criminalística esteve na residência, mas não localizou a faca usada. Segundo testemunha, ela teria sido lavada e guardada pela ex-mulher do autônomo. Assim, os peritos apreenderam três objetos do gênero para exames no intuito de identificar a arma do crime.

O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Itanhaém pelo delegado Douglas Borguez. A equipe de investigação já deu início aos trabalhos para localizar o acusado.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio