Filme será exibido amanhã em comercação ao 450° aniversário do Rio de Jeneiro

COPACABANA ME ENGANA (1968)

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FICHA TÉCNICA

Outros Títulos: Copacabana fools me (USA)
Pais: Brasil
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Antônio Carlos da Fontoura
Roteiro: Antônio Carlos da Fontoura
Produção: Antônio Carlos da Fontoura
Música Original: Caetano Veloso
Fotografia: Affonso Beato, Jorge Bodanzky
Edição: Mário Carneiro
Efeitos Sonoros: Aloísio VIana, Geraldo José
Nota: 7.2
Filme Assistido em: 1969

ELENCO

Odete Lara Irene
Carlo Mossy Marquinhos
Paulo Gracindo Alfeu
Cláudio Marzo Hugo
Ênio Santos Leôncio, o pai
Joel Barcelos Macalé
Lícia Magno Isabel, mãe de Marquinhos
Yolanda Cardoso Amante do pai de Marquinhos
Maria Gladys Mulher currada na Barra
Emanoel Cavalcanti Líder sindical
José Medeiros Currador na Barra
Marcos Aníbal Pedrinho
Vítor Albuquerque Membro da patota do superbacana
Edu Mello Membro da patota do superbacana

SINOPSE

Marquinhos é um jovem de vinte e poucos anos que vive em Copacabana com seus pais burgueses e seu irmão mais velho.  Seu pai mantém relações com as mulheres que trabalham para ele em seu escritório.

Assista ao trailer:

O jovem não vai à escola nem trabalha.  Ele assiste TV, joga futebol na praia e, à noite, sai com os amigos para bares e boates.  Sonha com carros velozes e hotéis luxuosos.  Com os amigos, reclama da vida mas não faz nada para mudá-la.

Um dia, com o auxílio de um binóculo, ele observa Irene, uma solitária mulher de 40 anos que mora no prédio em frente, tirar a roupa antes de deitar-se.  Após um encontro numa lanchonete, ele passa a freqüentar seu apartamento.  Com o tempo, ele se apaixona e sua vida começa a mudar, já que ela passa a satisfazer seus desejos.

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COMENTÁRIOS

“Copacabana Me Engana” é um razoavelmente bom filme nacional.  Realizado pelo cineasta Antônio Carlos da Fontoura, que também assina o roteiro, o filme narra o cotidiano de um jovem de vinte e poucos anos que mora em Copacabana com seus pais.

Trata-se do primeiro longa-metragem de Fontoura que, embora não realizando um trabalho perfeito, se sai bem.  O filme conta com uma ótima trilha sonora, assinada por Caetano Veloso, e com boas interpretações dos atores principais.

Rio antigo é destaque no IMS

Exposição Rio: Primeiras Poses – Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne 450 imagens produzidas durante o Segundo Reinado e as primeiras décadas da República

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Avenida Rio Branco em 1906, uma das imagens em destaque na exposição  (Crédito: Augusto Malta)

Vista do morro do Corcovado em 1906
Vista aérea da Praça Mauá e Avenida Rio Branco em 1921
Praia de Copacabana, vista do sopé do morro do Leme em 1890

Da janela de sua casa, o francês Joseph Nicéphore Niépce registrou o pátio ensolarado no verão de 1826, dando início à história da fotografia, cuja invenção só seria anunciada oficialmente em agosto de 1839. Quatro meses depois, o daguerreótipo, precursor da máquina fotográfica, desembarcava no Brasil para logo conquistar um fervoroso mecenas: D. Pedro II. Incentivados pelo imperador, que promovia exposições anuais na Academia de Belas Artes e concursos para eleger o fotógrafo da Casa Imperial, profissionais e amadores passaram a retratar o cotidiano da cidade, através de seus personagens e paisagens.

No início do século XX, após a proclamação da República, a cidade passou por importantes intervenções urbanísticas, como a promovida pelo prefeito Pereira Passos, entre 1902 e 1906. À época, foram inauguradas as avenidas Central (atual Rio Branco) e Beira-Mar, registradas em particular pelo fotógrafo Augusto Malta. Parte deste acervo, que compreende nove décadas da história do Rio de Janeiro, poderá ser apreciado pelo público na exposição Rio: Primeiras Poses – Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930), que entra em cartaz neste sábado (28), no Instituto Moreira Salles(IMS), onde permanece até 31/12. Foram reunidas, ao todo, 450 imagens – uma para cada ano de vida da cidade –, sob curadoria de Sergio Burgi.

Organizada em seis ambientes dispostos em ordem cronológica, a exposição apresentará cerca de 250 imagens originais, boa parte delas restauradas, de fotógrafos como Augusto Stahl, Georges LeuzingerJoaquim Insley Pacheco, Marc Ferrez e Guilherme Santos, além de três conjuntos de imagens projetadas em uma parede de 2,2 metros de altura por nove metros de comprimento, o que faz com que o público possa acompanhar de perto detalhes que passariam despercebidos. Dois mapas interativos comandados por telas touchscreene imagens tridimensionais completam a exposição, montada a partir do acervo do próprio IMS, que conta, hoje, com aproximadamente 900 mil itens e 10 mil fotos do período retratado.

Nos diferentes ambientes em que as imagens estão expostas, as pessoas terão acesso aos principais avanços tecnológicos do período, como o transporte urbano e a iluminação pública, o automóvel, o início da aviação e a mudança na relação das pessoas com a própria imagem fotográfica. Na imagem de Augusto Malta, de 1906, uma figura solitária observa a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Pão de Açúcar do alto do Corcovado, cartão postal carioca praticamente intocado. No mesmo ano, Malta registrou a Avenida Central, facilmente confundida com uma cidade européia, um ano após a instalação da iluminação incandescente. Em outro registro, clicado em 1921 por um fotógrafo não identificado, é possível ver a região portuária sendo praticamente reconstruída, com a Avenida Central e a Igreja da Candelária ao fundo. Uma viagem no tempo. Esta é a principal proposta da exposição.

Mais detalhes em Programação Cultural.

Colaboração de Danielle Veras

FHC propõe mão-de-gato do PSDB nas passeatas pró-impeachment

GGN

Jornal GGN – A cúpula do PSDB decidiu pegar carona nas movimentações marcadas para o dia 15 de março. Os movimentos, se acontecerem, trazem a marca do impeachment para Dilma. O PSDB, na carona, não vincula seu apoio ao impeachment de Dilma. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente é o articulador.

FHC reuniu ontem, em seu Instituto, os senadores mais expressivos de seu partido, o PSDB. Estiveram presentes em sua convocação para o almoço o senador Aloysio Nunes (SP), Cássio Cunha Lima (PB), Tasso Jereissati (CE), José Serra (SP) e do senador e também presidente nacional da sigla e candidato derrotado a presidente do Brasil, Aécio Neves (MG). No almoço, FHC fez a defesa de que o PSDB deve estimular as manifestações, desde que fique longe do mote “Fora Dilma”.

“Tem que ficar claro que nós apoiamos, mas não somos promotores”, disse o ex-sociólogo FHC, segundo relatos de participantes. Prontamente o senador Aloysio Nunes concordou em participar, mas José Serra e Aécio Neves não prometeram nada.

Os tucanos apostam nos movimentos alimentados em redes sociais. Para eles, em São Paulo o movimento irá obter adesão expressiva, parte do motivo da participação do PSDB, que tem na cidade seu reduto maior. O ajuntamento inicial se dará na Avenida Paulista, mas o roteiro ainda está indefinido.

Aloysio declarou não ser a favor do “Fora” pois pessoas que defendem tal bandeira não estão “conscientes dos mecanismos constitucionais”. Disse o candidato a ex-presidente derrotado nas últimas eleições, que esta bandeira representa mais a indignação das pessoas. Sua ida se deve ao fato de que movimentos são contra o governo, e o PSDB é a “oposição”.

Cunha Lima concordou com tudo e reforçou dizendo que o não irão fazer pirotecnia e que o impeachment não está na pauta do partido. Avisou, contudo, que “a palavra não pode ser criminalizada”.

Ao fim da reunião, Aécio e Serra foram os escolhidos para explicarem à imprensa o posicionamento do partido. Aécio afirmou que ato não é uma bandeira partidária, uma manifestação partidária, e que é preciso que se tenha isso bem claro.

Segundo o Estadão, que deu a notícia, diferente do que aconteceu nos dois movimentos pró-impeachment depois da democratização – o Fora Collor em 1992 e o Fora FHC em 1999 -, desta vez os partidos e organizações do movimento social não estão formalmente envolvidos.

No dia 15, a convocação do ato é feita por dezenas de organizações virtuais, que não consideram produtivo que seja partidário. A declaração foi dada por Rogério Chequer, líder do “Vem pra Rua”  e maior aglutinador de tucanos nesta movimentação.

Memes

No encontro, os tucanos deixaram clara a ideia de que vão usar o humor no embate político com os petistas. O ex-presidente FHC foi fotografado segurando uma folha sulfite e uma nota de R$2 com a frase: “Foi FHC”. A foto foi postada no twitter.

Depois do evento, Serra mostrou ter também senso de humor e, ao ser questionado sobre a tentativa do PT de ampliar as investigações da CPI da Petrobras para a gestão FHC, foi simpático: “Eu soube agora que vão fazer uma CPI sobre a mudança da capital do Rio para Brasília e que foi o Fernando Henrique o responsável”.

Sobre as memes: viralizaram, e não fez bem para a imagem do ex-presidente.

Com informações do Estadão

7 passos para entender os custos da Arena da Amazônia

Por quê os clubes amazonenses não querem jogar na Arena da Amazônia? O Portal Amazônia ajuda a explicar

MANAUS – A inauguração da Arena da Amazônia completa um ano no próximo dia 9 de março. O que prometia ser a ‘ressurreição’ do futebol amazonense ainda é motivo de incógnita. O alto custo do local é uma barreira para os times locais mandarem jogos no maior estádio da Amazôniaconstruído para a Copa do Mundo. É aí que surge a questão: quanto custa fazer um jogo na Arena da Amazônia? A questão é complexa e depende de muitos fatores, mas o Portal Amazônia dá 7 dicas para te ajudar a entender os custos.


Arena da Amazônia custou R$ 757,5 milhões. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

1 – Tudo depende da estimativa de público

O quadro móvel da Arena da Amazônia varia de acordo com a estimativa de público. Para um jogo de cinco mil pessoas (com variação para mais ou para menos), só o quadro móvel custa R$ 11.946 – mais que o dobro dos R$ 5 mil da Colina, por exemplo. Em um jogo para dez mil pessoas, o valor sobe para R$ 15.201. Com estimativa de 15 mil pessoas, o preço é R$ 19.345. Por fim, para um jogo com capacidade máxima do anel inferior (23 mil pessoas), o valor é de R$ 23.617. Mas lembre-se: tudo isso é apenas o quadro móvel.

2 – Despesas operacionais

Outros custos também englobam as despesas operacionais, como policiamento, ambulância, aluguel de gradil, lanches, arbitragem e muitos outros. No jogo do Nacional contra o Vilhena no último domingo (22), o custo de despesas operacionais foi de R$ 19 mil, sem contar com o quadro móvel. Em um evento com estimativa de público superior a cinco mil pessoas, naturalmente o gasto com funcionários privados aumenta.

3 – ¼ da renda vai embora

Os clubes mandantes em jogos na Arena já sabem, de antemão, que 25% da renda do jogo não vai para os cofres do clube. A porcentagem corresponde a despesas com alugueis, taxas e impostos. Uma lei governamental determina que 10% da renda é destinada ao aluguel do campo, usada para a manutenção do mesmo. A Federação Amazonense de Futebol (FAF) tem direito a 5% da renda de qualquer jogo na Arena. Por fim, 5% da renda custeia o INSS e outros 5% são destinados ao ISS.

4 – R$ 40 mil de renda é prejuízo

Em um jogo com operação mínima (até cinco mil pessoas), não tem erro: R$ 40 mil ou menos de renda é sinônimo de prejuízo. Ou seja, com ingressos a R$ 20, por exemplo, seriam necessários mais de 2 mil ingressos vendidos para evitar o ‘vermelho’ no cofre. O Nacional lucrou R$ 61 mil em bilhetes contra o Vilhena, porém mais da metade deles foram vendidos a R$ 40.


Nacional fez o primeiro jogo oficial da Arena da Amazônia em 2015. Foto: Ennas Barreto/Nacional

5 – O torcedor faz a diferença

Vamos com calma: a Arena também não é nenhum bicho de sete cabeças. Se o torcedor comparecer ao estádio, o lucro é garantido. Usemos Nacional x Vilhena como exemplo: supondo que os 5 mil ingressos disponíveis realmente fossem vendidos para o jogo, sendo metade deles a R$ 40 e outra metade a R$ 20, o lucro do time amazonense seria de R$ 150 mil. As despesas aumentariam para R$ 69 mil, porém uma boa quantia de R$ 81 mil entraria nos cofres do Naça.

6 – Não é qualquer pessoa que opera a Arena

Pode parecer óbvio, mas os gastos com funcionários privados são exorbitantes justamente pelo fato de a Arena exigir mão de obra altamente qualificada em sua operação. Segundo o diretor-técnico da Fundação Vila Olímpica (FVO), Ariovaldo Malizia, cerca de 40 pessoas que trabalham na Arena possuem curso superior.

7 – Os custos já foram maiores

A operação com base na estimativa de público foi criada justamente para facilitar a vida dos clubes locais. Na Copa do Mundo, por exemplo, as despesas operacionais eram bem maiores. Um exemplo prático: na Copa, eram necessários 12 eletricistas para trabalhar na operação no estádio. Atualmente, a exigência é de cinco.


Arena da Amazônia, em Manaus. Foto: Gabriel Seixas/Portal Amazônia

Onde está o problema?

Desta forma, a reflexão cabe a dois pontos. Primeiro: o futebol amazonense conta com três estádios ‘padrão Fifa’. Naturalmente, mandar um jogo na Colina ou no Carlos Zamith é muito mais barato do que fazer um jogo na Arena da Amazônia. Mas será que um jogo nos dois primeiros estádios consegue ser tão atrativo quanto um duelo no estádio da Copa? O público de um jogo na Arena seria o mesmo em estádios como Colina e Zamith? No fim das contas, o prejuízo ou o lucro pequeno pode acontecer em qualquer lugar.

Não menos importante, o segundo ponto: o problema em mandar jogos na Arena da Amazônia está realmente no ‘alto custo’ ou na ineficiência dos clubes amazonenses em atrair torcedores aos estádios? “Se o nosso futebol não está acompanhando, paciência. Mas eu acredito que a Arena ainda vai ser a nossa redenção”, disse Ariovaldo Malizia à reportagem do Portal Amazônia. Uma esperança que, no dia 9 de março, vai completar um ano. Enquanto isso, a sombra do ‘elefante branco’ seguirá perseguindo a ‘menina dos olhos’ da Amazônia.

Produtores de Roraima relatam prejuízos com estiagem e incêndios

O Portal Amazônia visitou os municípios de Mucajaí e Cantá e agricultores relataram os problemas. Quatro municípios estão em estado de emergência

Produtores rurais sofrem com a seca. Foto: Jaqueline Pontes/ Portal Amazônia

BOA VISTA – Após Roraima decretar estado de emergência em quatro municípios em função da estiagem, os produtores rurais enfrentam prejuízos com a criação de animais. Em algumas comunidades a falta de água é mais crítica, pois até o consumo humano é prejudicado. A solução encontrada são os carros-pipa que saem de Boa Vista com destino às regiões afetadas pela seca.

No ano de 1982, José Ferreira fugiu da seca do Nordeste do País e mudou-se para Roraima em busca de uma vida melhor para a família. Durante os 33 anos que vive no Estado, o piscicultor, de 86 anos, afirma que nunca viu uma estiagem tão forte atingir a região. “Nunca imaginei ficar assim. Nunca vi deste jeito. Eu moro aqui e nunca vi esse lugar tão seco como está”, contou.

Açude de produtores secaram. Foto: Jaqueline Pontes/ Portal Amazônia

Ferreira afirma que há três meses percebeu que a falta de água estava se agravando, pois os tambaquis que criava começaram a morrer devido o açude secar mais que o previsto. “Antes de secar tudo os peixes morreram. Já estava com a água baixa, aí morreram. Não pude fazer nada. O que resta é ter paciência”, contou o morador da Vila Tamandaré, localizada em Mucajaí.

Para evitar um prejuízo maior, o piscicultor se sentiu obrigado a retirar os peixes vivos do açude. A produção de tambaqui foi distribuída entre os moradores da Vila Tamandaré, pois não tinham condições de serem vendidos devido ao pequeno tamanho. “O dinheiro dos peixes era para manter a casa”, contou. Ferreira afirma que enfrenta um prejuízo de aproximadamente R$ 4 mil com a perda dos peixes.

Além da população, animais sofrem com seca. Foto: Jaqueline Pontes/ Portal Amazônia

De acordo com o roraimense e agricultor Francisco da Silva, a situação é crítica e se a chuva não chegar tudo vai se agravar. “Não vejo chuva há mais de três meses aqui em Tamandaré”, afirmou. Ainda segundo o agricultor, o sustento de toda a família depende de água, pois a piscicultura é a única renda que possui. Francisco criava 1,4 mil peixes e perdeu tudo devido à seca.

Ainda no município de Mucajaí, na Vila Serra Dourada, onde mora pouco mais de 20 famílias, os moradores enfrentam maiores consequências causados pela forte estiagem, pois faltou água para o consumo humano.  Os poços da pequena população secaram e os moradores tiveram que dividir o pouco de água que ficou com os animais que criam, mas mesmo com a divisão os prejuízos são grandes.

Um carro-pipa chega à comunidade Serra Dourada a cada dois dias para abastecer os moradores com água. Sem irrigação, Maria de Fátima de Souza perdeu toda a plantação de laranja, a roça de arroz e os peixes do açude. Mas luta para continuar a manter as sete cabeças de gado que possui no pasto. Moradora da Vila há 18 anos, Fátima conta que nunca enfrentou situação parecida como a que vive.

População divide água com os animais. Foto: Jaqueline Pontes/ Portal Amazônia

Para tentar amenizar a realidade causada pela estiagem, a Defesa Civil de Roraima passou a realizar escavações próximas as nascentes nas propriedades dos pecuaristas em busca de água. O objetivo é manter a criação de gado. Maria de Fátima afirma que o açude começou a secar no mês de agosto de 2014, mas somente no final do ano para o início de 2015 que o problema se agravou.

A produtora rural afirma que a água que chega à propriedade é utilizada com muito cuidado, pois é tudo muito regrado. “Tenho hora para tudo. Lavo roupa apenas duas vezes por semana. Aqui está parecido com São Paulo”, lembra. Mesmo diante da forte seca, os moradores não perdem a esperança de que comece a chover em Roraima.

Incêndios no Estado

Incêndios ameaçam animais de produtores. Foto: Jaqueline Pontes/ Portal Amazônia

Além da forte estiagem, os roraimenses enfrentam os frequentes incêndios causados pela seca. De acordo com a Defesa Civil de Roraima, cerca de 40 focos de incêndios foram apagados no interior do Estado somente no mês de fevereiro. As queimadas ilegais de produtores rurais complicam ainda mais a situação, conforme a Defesa Civil.

O município de Cantá ainda não entrou na lista das cidades em estado de emergência decretado pelo Governo de Roraima há mais de uma semana. No entanto, a situação é critica no município. Os moradores enfrentam frequentes focos de incêndios devido ao tempo seco em toda a região.

A reportagem do Portal Amazônia presenciou um incêndio em uma serra do Cantá que avança e ameaça a plantação e criação de animais de alguns produtores que moram próximo ao local do incêndio. Conforme os moradores, a serra tem fogo há 15 dias e até o momento continua a aumentar a proporção.

Incêndio pode atingir animais. Foto: Jaqueline Pontes/ Portal Amazônia

O pecuarista, Felipe Francisco, conta que o gado está bem próximo ao fogo e se torna preocupante. “Tenho medo. Se o fogo chegar no capim perde todo o gado e toda a plantação”, disse. Francisco afirma que não pode fazer nada para evitar que o fogo chegue ao pasto, mas que está de olho na esperança de que o incêndio pare de avançar.

Cuba indica “progressos” nas negociações com os EUA

Tribuna do Norte

Cuba “registrou progressos” nas negociações com os Estados Unidos sobre o restabelecimento das relações diplomáticas e a reabertura de embaixadas nos dois países disse hoje (27) a diplomata cubana Josefina Vidal.

“Tivemos uma boa reunião. Registramos progressos nas negociações”, disse aos jornalistas a diretora responsável pelos assuntos relacionados com os Estados Unidos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba.

Este foi o segundo encontro oficial entre os representantes dos dois países depois do anúncio, em dezembro passado, sobre o reatamento de relações entre os Estados Unidos e Cuba, sem relações diplomáticas desde 1959.

A diplomata cubana disse também que, apesar do governo reclamar a saída de Cuba da lista de países patrocinadores de terrorismo do governo norte-americano, não é uma “pré-condição” para retomar as relações bilaterais com os Estados Unidos.

Agência Lusa* e Agência Brasil

Maior reserva de água doce do mundo, Lago Baikal, baixou para “nível crítico”

Tribuna do Norte

O nível do Lago Baikal – no sul da Sibéria, na Rússia -, maior reserva de água doce do mundo, baixou para um nível considerado crítico, aumentando os temores de escassez para a população e de consequências negativas para o ecossistema.

“O nível caiu dois centímetros abaixo dos 456 metros acima do nível do mar, o mínimo aceitável de acordo com o governo”, disse Arkady Ivanov, da ONG Greenpeace. As autoridades da Buryatia, uma das regiões russas que fazem fronteira com o lago, tinham alarmado para a situação em janeiro.

O departamento local do Ministério de Situações de Emergência russo anunciou que colocou o “estado de alerta” para monitorização do abastecimento de água das aldeias vizinhas, que estão em risco de escassez.

“Os primeiros seres afetados por este nível mais baixo são os peixes e todo o ecossistema”, explicou Ivanov, ressaltando que a diminuição do nível de água se deve à atividade humana e a um ano seco. “Não há nada a fazer. Esperemos que o próximo ano seja mais chuvoso”, concluiu.

Agência Lusa* e Agência Brasil