Rio antigo é destaque no IMS

Exposição Rio: Primeiras Poses – Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne 450 imagens produzidas durante o Segundo Reinado e as primeiras décadas da República

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

Avenida Rio Branco em 1906, uma das imagens em destaque na exposição  (Crédito: Augusto Malta)

Vista do morro do Corcovado em 1906
Vista aérea da Praça Mauá e Avenida Rio Branco em 1921
Praia de Copacabana, vista do sopé do morro do Leme em 1890

Da janela de sua casa, o francês Joseph Nicéphore Niépce registrou o pátio ensolarado no verão de 1826, dando início à história da fotografia, cuja invenção só seria anunciada oficialmente em agosto de 1839. Quatro meses depois, o daguerreótipo, precursor da máquina fotográfica, desembarcava no Brasil para logo conquistar um fervoroso mecenas: D. Pedro II. Incentivados pelo imperador, que promovia exposições anuais na Academia de Belas Artes e concursos para eleger o fotógrafo da Casa Imperial, profissionais e amadores passaram a retratar o cotidiano da cidade, através de seus personagens e paisagens.

No início do século XX, após a proclamação da República, a cidade passou por importantes intervenções urbanísticas, como a promovida pelo prefeito Pereira Passos, entre 1902 e 1906. À época, foram inauguradas as avenidas Central (atual Rio Branco) e Beira-Mar, registradas em particular pelo fotógrafo Augusto Malta. Parte deste acervo, que compreende nove décadas da história do Rio de Janeiro, poderá ser apreciado pelo público na exposição Rio: Primeiras Poses – Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930), que entra em cartaz neste sábado (28), no Instituto Moreira Salles(IMS), onde permanece até 31/12. Foram reunidas, ao todo, 450 imagens – uma para cada ano de vida da cidade –, sob curadoria de Sergio Burgi.

Organizada em seis ambientes dispostos em ordem cronológica, a exposição apresentará cerca de 250 imagens originais, boa parte delas restauradas, de fotógrafos como Augusto Stahl, Georges LeuzingerJoaquim Insley Pacheco, Marc Ferrez e Guilherme Santos, além de três conjuntos de imagens projetadas em uma parede de 2,2 metros de altura por nove metros de comprimento, o que faz com que o público possa acompanhar de perto detalhes que passariam despercebidos. Dois mapas interativos comandados por telas touchscreene imagens tridimensionais completam a exposição, montada a partir do acervo do próprio IMS, que conta, hoje, com aproximadamente 900 mil itens e 10 mil fotos do período retratado.

Nos diferentes ambientes em que as imagens estão expostas, as pessoas terão acesso aos principais avanços tecnológicos do período, como o transporte urbano e a iluminação pública, o automóvel, o início da aviação e a mudança na relação das pessoas com a própria imagem fotográfica. Na imagem de Augusto Malta, de 1906, uma figura solitária observa a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Pão de Açúcar do alto do Corcovado, cartão postal carioca praticamente intocado. No mesmo ano, Malta registrou a Avenida Central, facilmente confundida com uma cidade européia, um ano após a instalação da iluminação incandescente. Em outro registro, clicado em 1921 por um fotógrafo não identificado, é possível ver a região portuária sendo praticamente reconstruída, com a Avenida Central e a Igreja da Candelária ao fundo. Uma viagem no tempo. Esta é a principal proposta da exposição.

Mais detalhes em Programação Cultural.

Colaboração de Danielle Veras

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