Alex dispara: “CBF caga para o futebol brasileiro”

O ex-meio-campista Alex. um dos líderes do grupo Bom Senso FC, desabafou com fortes palavras contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quarta-feira. Em seu Twitter, o ex-jogador respondeu um internauta com fortes palavras e disse que a instituição “caga” para o futebol brasileiro.

Ultimamente, a maior polêmica da CBF tem sido a pressão que a entidade faz por mudanças na MP do Futebol. Em abril, a organização passou a ser comandada por Marco Polo del Nero, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Fonte: Terra

NY é eleita a cidade mais popular para jovens

De acordo com pesquisa, categorias mais destacadas são música, filmes e estilo; Londres ficou em segundo lugar, com pontos em saúde e viagem

Índice 2015 da YouthfulCities listou 55 cidades ao redor do mundo / Shutterstock
Índice 2015 da YouthfulCities listou 55 cidades ao redor do mundoShutterstock Da Reuters noticias@band.com.br
Nova York, cidade dos Estados Unidos, foi eleita a cidade mais popular para jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos particularmente altos nas categorias música, filmes e estilo, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.

Londres ficou em segundo lugar, com pontos em saúde e viagem, enquanto Berlim recebeu boas notas em acesso digital na pesquisa realizada com 10 mil jovens ao redor do mundo, feita pela empresa sediada em Toronto YouthfulCities.

O índice 2015 da YouthfulCities listou 55 cidades ao redor do mundo, usando 101 indicadores diferentes de uma perspectiva jovem, incluindo cultura, emprego e esportes.

A pesquisa foi lançada no ano passado, mas a cidade vencedora da última edição, Toronto -que recebeu notas altas em empregos para jovens, acessibilidade digital, padrões de vida e outros fatores- caiu para sexto lugar no ranking deste ano. Nova York foi a terceira no índice do ano passado.

“Metade da população mundial tem menos de 30 anos e metade agora mora em cidades”, disse Sonja Miokovic, cofundadora da YouthfulCities, em nota.

“Juventude e cidades -especialmente as grandes- vão juntas moldar o futuro do nosso planeta. Por isso é essencial que as cidades apelem aos jovens e sempre procurem novos jeitos de liberar seus potenciais”, completou.

Educação Ferida: a repercussão do confronto entre policiais e professores no Paraná

Diário da Manhã

Sindicato dos Professores; Governador do Paraná, Beto Richa, e Ex-presidente Lula estão entre os que se posicionaram em relação ao episódio.

Manifestação: Agência BrasilNa tarde de ontem ocorreu um episódio triste para a segurança e a Educação no País. Policiais e professores entraram em um confronto durante manifestação realizada em frente à Assembléia Legislativa do Paraná. O protesto foi promovido pela categoria dos servidores estaduais, que não concorda com projeto de lei que prevê mudanças no Fundo Previdenciário dos trabalhadores dos órgãos públicos do estado.

Com o , 170 pessoas ficaram feridas, informa a Agência Brasil, que teve como fontes a prefeitura de e o Tribunal de Justiça do . Já o G1 aponta que 213 manifestantes e mais 20 policiais ficaram feridos. Aproximadamente 45 pessoas teriam sido encaminhadas aos hospitais de Curitiba para receberem atendimento médico.

O Sindicato dos Professores do Paraná se manifestou contra o confronto e declarou classificar a ação como ‘truculenta’. Em entrevista à Agência Brasil, Luiz Fernando Rodrigues, que faz parte da direção do sindicato, contou como a confusão se iniciou. “Quando nós anunciamos que o governo não havia aceitado tirar o projeto, houve uma revolta muito grande, e [os manifestantes] tentaram avançar sobre a cerca. Imediatamente, o Batalhão de Choque, a mando do secretário [de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini] veio com todo seu armamento para cima das pessoas”, afirmou.

Luiz Fernando diz considerar que ocorreu abuso de poder durante a tentativa dos policiais de conter os servidores. “A ação foi contra os educadores que estavam na praça. Foi abuso da PM. Jogaram bombas de gás, spray de pimenta,
jatos de água contra os trabalhadores. A polícia não parou de jogar bomba na gente mesmo depois de uma hora. Foi
uma barbárie o que aconteceu hoje em praça pública”, pontuou.

O ex-presidente Lula também se manifestou por meio de nota em relação ao caso. Ele classificou o episódio como ‘inadimissível’ e lembrou que a manifestação é um direito dos trabalhadores. “Solidarizo-me com os do Paraná, que foram agredidos de forma violenta pela Polícia Militar do estado. Temos visto a atuação da polícia na garantia da segurança de manifestações que têm acontecido no país, mas esse direito deve ser garantido a todos. É inadmissível que o direito de manifestação seja restringido a qualquer pessoa, principalmente àqueles que trabalham pela educação de nossos jovens e o futuro do país”, declarou.

O governador do Paraná, Beto Richa, diz acreditar que o confronto ocorreu porque os policiais foram provocados por militantes black blocks, que foram classificados por ele como ‘arruaceiros e baderneiros’. Segundo o governador, os militantes estariam infiltrados no ato organizado pelos servidores. “A polícia estava lá por determinação do Poder Judiciário para proteger a sede do Poder Legislativo, uma instituição democrática que não pode ser afrontada no seu direito”, declarou.

Sobre as mudanças no Plano Paraná Previdência, Richa diz que os servidores puderam acompanhar a elaboração. “O projeto foi construído em parceria com os servidores, de forma cautelosa e criteriosa, com estudos atuariais de técnicos independentes e da Parana Previdência”, declarou.

O governador diz acreditar que o projeto quando for colocado em prática pode se tornar destaque e ser adotado por outros estados. “O fundo de previdência dos servidores públicos paranaenses será referência nacional por sua solidez e sua sustentabilidade”, pontuou.

Saiba quais são os países com o maior número de folgas e feriados

"Temos feriados demais?", pergunta o jornal Le Parisien.

“Temos feriados demais?”, pergunta o jornal Le Parisien.

Reprodução
RFI

O mês de maio, como de costume, será repleto de feriados na França. Diante dos quatro dias de folga que os franceses terão ao longo do mês, a imprensa local faz a velha pergunta que nós brasileiros também nos colocamos com frequência: será que temos feriados demais?

Os trabalhadores franceses terão apenas 17 dias úteis neste mês de maio, que reúne dois feriados históricos (Dia do Trabalho, no dia 1º, e Vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, no dia 8), além de dois feriados religiosos (Festa da Ascensão, dia 14, e Pentecostes, dia 25).

O tabloide Le Parisien desta quinta-feira (30) traz duas opiniões diferentes sobre o assunto. Um líder empresarial diz que há excesso de feriados. Cada dois dias parados, diz ele, significam um ponto percentual a menos no Produto Interno Bruto do país, o que representaria 100 mil empregos – uma conta questionada por outros especialistas.

Um economista ouvido pelo jornal diz que o trabalho perdido é sempre recuperado depois, e que as empresas gostam de exagerar sobre as consequências dos feriados. No ranking dos países com o maior número de dias de folgas reumeradas por ano, a França está em quarto lugar, com 11 feriados e 25 dias de férias, totalizando 36.

Portugal cortou feriados

Em primeiro lugar está a Áustria (13 feriados, 25 de férias), seguido pela Grécia (12 feriados, 25 de férias) e pela Espanha em terceiro lugar (14 feriados e 22 de férias). Depois da França, vem Reino Unido (8 feriados, 28 de férias), Japão (15 feriados, 20 de férias), Itália (11 feriados, 20 de férias), Portugal (9 feriados, 22 de férias), Alemanha (9 feriados, 20 de férias) e Estados Unidos (10 feriados, 15 de férias).

Vale lembrar que estes são os dias mínimos de férias estabelecidos pela lei – em boa parte dos países europeus, os trabalhadores, na prática, tem cerca de 30 dias de férias. O jornal Le Parisien também cita Portugal como exemplo de país que reduziu o número de feriados, cortando de 13 para apenas nove, a partir de 2013. Foram eliminados dois feriados religiosos e dois republicanos, após negociação com a igreja.

“Em matéria de calçadas, Brasil engatinha”, diz Mara Gabrilli sobre acessibilidade

A deputada federal do PSDB, Mara Gabrilli, luta para o Brasil progredir em termos de acessibilidade.
A deputada federal do PSDB, Mara Gabrilli, luta para o Brasil progredir em termos de acessibilidade. DR|Leticia Constant

Trinta de abril é o Dia Mundial da Acessibilidade. Um tema que não é prioritário nas políticas públicas, mesmo nos países mais avançados. Neste programa conversamos com a deputada federal Mara Gabrilli, para quem no Brasil, mesmo se avanços foram realizados e algumas cidades apresentam uma certa infraestrutura, ainda há muito a ser feito.

Sair de casa para ir à padaria, comprar o jornal, ir ao cinema, jantar com os amigos, ver o show do cantor favorito ou curtir uma exposição, tuudo isso parece fácil, simples, mas não pra todo mundo. De cadeira de rodas, por exemplo, dependendo da cidade em que vivemos, sair é um verdadeiro combate.

Na Europa, as principais capitais são bem estruturadas para receber pessoas com necessidades especiais, mas também têm limites graves como, por exemplo, os metrôs de Paris, que são inviáveis para os cadeirantes.

Acessibilidade no Brasil

A deputada Mara Gabrilli, primeira tetraplégica a ocupar um cargo federal, é uma militante incansável. Ela acha que nos últimos dez anos, quando foi criada a primeira secretaria da pessoa com deficiência no Brasil, o país avançou em políticas públicas para inclusão e para as pessoas com deficiência. “O Brasil tem um dos ordenamentos jurídicos mais ricos do mundo no que diz respeito às pessoas com deficiência, mas ainda há muitos caminhos a percorrer e preconceitos a derrubar, preconceitos da iniciativa privada, do terceiro setor, das iniciativas individuais da sociedade e do setor público”, diz Mara.

O Brasil não tem nenhuma cidade modelo em termos de acessibilidade, mas vale destacar alguns locais que investiram na iniciativa.

“Existe uma cidade bem interessante, a cidade de Socorro, no interior de São Paulo, que tem uma vocação para o esporte radical das pessoas com deficiência”, diz Mara, explicanqo que por este motivo as pousadas  os hotéis, os restaurantes, acabaram se adequando. “Também não dá para dizer que a cidade é 100% acessível, mas tem características bem bacanas que vale a pena conhecer. Além de Socorro, temos pequenas cidades e outras maiores como, por exemplo, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que foi a primeira a ter uma frota completa de ônibus para atender passageiros com necessidades especiais. Mas também não dá pra dizer que é uma cidade modelo”, observa.

As calçadas são fundamentais para as pessoas que precisam de acessibilidade especial. Mara Gabrilli sorri ao falar do estado das calçadas brasileiras. “Em matéria de calçada, o Brasil ainda engatinha e engatinha caindo. Não tem nenhuma cidade que a gente possa dizer que é modelo. São Paulo tem alguns pontos onde quem vem do interior ou de outros estados, usando uma cadeira de rodas, um cego, ou alguém que usa maletas, fica maravilhado. Mas São Paulo é muito grande, e do mesmo jeito que a gente tem pontos extremamente acessíveis, você vai na periferia e não tem nada…”, conclui Mara Gabrilli.

A arte de vivenciar as necessidades especiais

O acesso inserido na vida cotidiana é um tema que vem despertando interesse em outros campos. Um exemplo é o escritório de cenografia e conteúdo Folguedo, sediado no Rio de Janeiro, que apresentou recentemente na Casa da Ciência a exposição “Cidade Acessível” em que os visitantes se colocaram na situação vivida por cadeirantes, cegos, idosos, surdos ou velhos.

Leonardo Bumgarten de Freitas, um dos sócios do escritório, fala sobre a mostra. ” A ideia é criar essa sensibilização nas pessoas, essa consciência. A gente entende que se você vive uma situação, tem muito mais possibilidade de incorporar isso de uma forma verdadeira, então, se você passar pela dificuldade, óbvio que uma dificuldade controlada num ambiente seguro,você vai entender quem tem uma dificuldade grande;  e quando vai para o espaço real da cidade consegue imaginar o cotidiano dessas pessoas. E não é só na questão do cadeirante, na questão da deficiência, mas acho que numa questão mais ampla da sensibilidade para todos, de fato; entender que todos têm uma necessidade – temporária, de maior ou menor grau -, na coisa de enxergar, de conseguir apertar um botão, ouvir informação, se localizar…Há uma série de questões envolvidas além do circular, além do andar”, reflete Leonardo.

Na mostra Cidade Acessível os visitantes foram convidados a experimentar, vivenciar, se colocar no lugar do outro, escolhendo restrições e barreiras como, por exemplo, cobrir os olhos com uma faixa, andar de cadeira de rodas e outras opções.

Blogs

A solidariedade entre os próprios necessitados de acesso especial também contribui para facilitar o cotidiano. Em diversos blogs, cadeirantes contam suas experiências de viagens, dão dicas de locais de lazer equipados para recebê-los, informam leis e direitos e as última novidades em acessórios como capas para cadeiras de rodas ou bengalas eletrônicas.

França indicia mais um suspeito de planejar ataque terrorista a igreja

Como o suposto cúmplice, Sid Ahmed Ghlam também negou todas as acusações.

Como o suposto cúmplice, Sid Ahmed Ghlam também negou todas as acusações.

Reprodução YouTube
RFI

O Ministério Público de Paris anunciou nesta quarta-feira (29) que um segundo homem suspeito de ter planejado atentados terroristas a uma igreja na França foi indiciado. O suspeito, de 33 anos, seria cúmplice de Sid Ahmed Ghlam, preso há 10 dias, apontado como autor da morte de uma professora para roubar o carro dela e executar o ataque.

O segundo suspeito está em detenção provisória e nega qualquer envolvimento em planos de atos extremistas. Ele foi indiciado por “associação em vistas a cometer crimes terroristas”. O suposto cúmplice foi preso no sábado (25) em Colombes..

Segundo os investigadores, o projeto era atacar uma igreja de Villejuif, na periferia de Paris. Seria a primeira vez que a comunidade católica francesa seria visada por extremistas islâmicos.

Sid Ahmed Ghlam, um estudante argelino de 24 anos, também está detido provisoriamente. Ele foi preso ao receber atendimento médico para tratar um ferimento a bala. No apartamento e no carro dele, a polícia encontrou um verdadeiro arsenal, além de documentos demonstrando a intenção de cometer um atentado a pelo menos uma igreja.

Ghlam também é o principal suspeito da morte da professora de dança Aurélie Châtelain, 32 anos, ao tentar roubar o veículo dela. A polícia afirma que a intenção do jovem era usar o carro para fazer o ataque.

Rastros de DNA

A polícia chegou até o cúmplice graças ao seu DNA, que foi encontrado em um carro roubado, usado para transportar armas que estavam com Ghlam. O DNA também foi localizado em um colete à prova de balas apreendido no apartamento do argelino. Mais duas outras pessoas foram detidas, mas acabaram liberadas depois de serem interrogadas.

Na casa de Ghlam, foram encontrados documentos ligados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico. Em seu computador, os investigadores também acharam provas de que ele esteve em contato com uma pessoa na Síria, que “pedia explicitamente que ele atacasse uma igreja em particular”, segundo o procurador responsável pelo caso, François Molins. O argelino era monitorado pelo serviço de inteligência por sua intenção de viajar para a Síria para se unir aos jihadistas.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou que a França enfrenta “uma ameaça terrorista inédita, por sua natureza e amplitude”. O presidente François Hollande destacou que esse está longe de ser o único plano terrorista desarticulado pelas autoridades francesas desde os atentados de janeiro. “Não é inédito, houve outros nas últimas semanas e nos últimos meses”, disse.

Manifestantes protestam contra violência policial em várias cidades dos EUA

Protestos em Nova York contra a violência policial nos EUA

Protestos em Nova York contra a violência policial nos EUA

REUTERS/Andrew Kelly
RFI

Manifestações contra a violência policial aconteceram na quarta-feira (29) em várias cidades dos Estados Unidos, de Nova York a Denver. Uma grande passeata foi organizada em Baltimore, dois dias depois dos violentos distúrbios na cidade, provocados pela revolta e indignação com a morte do jovem negro Freddie Gray. Ele faleceu devido a uma fratura na coluna cervical, causada possivelmente pela violência usada pelos policiais durante a sua prisão.

Em Nova York, os manifestantes caminharam em Manhattan, bloqueando a circulação de algumas ruas. A polícia prendeu mais de 60 pessoas na cidade. Outras passeatas aconteceram em Boston, Houston, Washington, Seattle e Ferguson, onde, no ano passado, outro jovem negro, Michael Brown, foi morto pela polícia. Em Denver, a polícia também prendeu manifestantes.

Pedidos de justiça e de reforma da polícia

Em Baltimore, milhares de manifestantes tomaram as ruas para pedir justiça e uma reforma da polícia. Gritos de “coloquem os policiais assassinos na cadeia” foram ouvidos durante o trajeto. Cerca de 3 mil membros das forças de ordem foram mobilizados para garantir a aplicação do toque de recolher.

Uma cabelereira de 35 anos, acompanhada da filha, disse à agência France Presse que se manifestava por todos que já morreram nas mãos da polícia e que há muita tensão entre os policiais e a comunidade.

Policiais suspensos

Seis policiais foram suspensos, sem salário, até o fim das investigações sobre a morte de Freddi Gray. As conclusões serão apresentadas nesta sexta-feira (30) a promotores do estado de Maryland. A polícia de Baltimore confirmou que Gray solicitou auxílio médico depois de sua detenção e admitiu que ele deveria ter sido atendido de forma rápida.

Em um vídeo do momento da prisão, gravado por uma testemunha com um telefone celular, pode-se ver Gray gritando de dor ao ser levado por vários agentes para a viatura da polícia.

Barack Obama condena a violência

O presidente Barack Obama condenou os atos de violência e disse que os Estados Unidos enfrentam uma crise latente em relação à polícia, especialmente na abordagem de cidadãos negros.

“Vemos muitos exemplos de interação entre a polícia e as pessoas, principalmente afro-americanos, geralmente pobres, que levantam questões preocupantes”, afirmou o presidente em coletiva na Casa Branca.

Franco forte pressiona salários na Suíça

Aumentar o tempo de trabalho, baixar salários, pagar os fronteiriços em euros: várias empresas já anunciaram tais medidas para garantir o emprego nos setores mais atingidos pelo abandono da taxa mínima de câmbio em relação ao euro pelo Banco Central Suíço. Todavia, o remédio pode ser mais nocivo do que o mal, advertem certos economistas.

A vontade da empresa Straumann (aqui sua unidade de produção de Villeret, cantão de Berna) de pagar os salários dos fronteiriços em euro provocou muita controvérsia. (swissinfo.ch)

A vontade da empresa Straumann (aqui sua unidade de produção de Villeret, cantão de Berna) de pagar os salários dos fronteiriços em euro provocou muita controvérsia.

(swissinfo.ch)

O vento glacial desse início de fevereiro parece ser acompanhado de um vento de pânico nos vales do Jura e em outras regiões industriais do país, muito voltados para a exportação. A causa é a decisão do Banco Central Suíço (BNS) de abandonar a taxa de câmbio mínima de 1,20 francos suíços por um euro, em 15 de janeiro.

De repente, as empresas que exportam para a União Europeia, principal parceiro comercial da Suíça, viram seus produtos ficarem 20% mais caros. Impossível para certos patrões que já tomaram medidas para reduzir custos e assim evitar demitir empregados. Em muitos casos, os empregados são solicitados a participar ativamente do esforço comum.

O fabricante de implantes dentários Straumann, por exemplo, pediu a seu pessoal na Suíça, inclusive diretores, de renunciar a uma parte do bônus de 2015. A empresa propôs também de pagar seus empregados fronteiriços em euros, com base em uma taxa fixa. Outro exemplo é o dos assalariados da fábrica de folhas magnéticas R.Bourgeois aceitaram uma redução de 10% para lutar contra o franco forte.

Demitidos e depois contratados

Na Cloos Electronic, no cantão de Neuchâtel, os 55 empregados foram demitidos e depois contratados e o tempo de trabalho aumentou. Exemplos similares se multiplicam nos últimos dias por toda a parte na Suíça e particularmente no cantão do Ticino, sul do país.

“A baixa dos salários é uma medida muito perigosa que só deve ser utilizada em último recurso.”

O sindicato Organização cristã-social ticinesa (OCST)contatou que depois da abolição da taxa de câmbio mínima, entre 10 e 15% dos patrões do cantão tomaram imediatamente algumas medidas para reduzir salários. São firmas não submetidas a convenções coletivas de trabalho (CCT), mas o risco de contaminação a outras empresas e setores de atividade preocupa os sindicatos.

Além da legalidade duvidosa de certas medidas (ver box), a questão é saber que impacto poderia ter uma generalização dessas práticas. “Baixar salários é uma medicação nociva que reforçaria a tendência deflacionista e colocaria seriamente em perigo a saúde do conjunto da economia suíça”, estima Daniel Lampart, economista-chefe da União Sindical Suíça (USS), questionado pelo jornal Migros Magazine.

Da recessão à depressão

Esse receio é compartilhado pelo economista liberal Stéphane Garelli: “A baixa dos salários é uma medida muito perigosa que só deve ser utilizada em último recurso. Se todo mundo faz isso, o risco é transformar a recessão que se anuncia em depressão”. Para esse especialista em competitividade das nações, professor no IMD de Lausanne, a deflação, ou seja, a queda generalizada dos preços, é atualmente o principal perigo para a economia suíça.

O BNS muda de posição

“Uma sobrevalorização massiva (do franco) comporta riscos de recessão e de uma evolução deflacionista”, afirmava o antigo presidente do Banco Central Suíço (BNS), Philipp Hildebrand, em setembro de 2011, no momento de adotar a taxa mínima de câmbio de 1,20 franco por um euro. Em 15 de janeiro de 2015, Thomas Jordan foi questionado pela imprensa acerca dos dizeres de seu predecessor quando ele anunciou o fim da medida. “O risco que ficássemos em uma inflação negativa em 2015 – talvez até um pouco mais de tempo – é sem equívoco. Mas não acredito que tenhamos uma espiral deflacionista.”

Não se deve, portanto, tocar nos salários e, consequentemente, no poder aquisitivo dos consumidores. “Em contrapartida, seria possível agir na flexibilidade do tempo de trabalho, pedindo aos empregados de trabalhar, por exemplo, uma hora a mais pelo mesmo salário”, estima Stéphane Garelli.

Se ele julga exagerado falar de risco de deflação, Sergio Rossi, professor de economia na Universidade de Fribourgo, concorda com seus congêneres sobre o não-senso econômico que consiste a baixa dos salários para lutar contra os efeitos do franco forte. “Para as empresas, significa cortar o galho em que estão sentadas. Não falo de cortar salários de executivos, mas de assalariados que precisam desse renda para as despesas cotidianas. Isso age de maneira negativa ao mesmo tempo sobre o nível de consumo e sobre a motivação dos empregados.”

O franco forte é um pretexto

Essa opção foi portanto aventada pelo ministro da Economia Johann Schneider-Ammann em uma entrevista concedida em 23 de janeiro ao Tages-Anzeiger. Logo depois ele relativizou dizendo que as negociações salariais era da responsabilidade dos parceiros sociais e que as baixas de salário só deveriam ser utilizadas em último recurso.

“Reduzir salários  age de maneira negativa ao mesmo tempo sobre o nível de consumo e sobre a motivação dos empregados.”

Sergio Rossi estima que numerosas empresas aproveitam da decisão do BNS para preservar ou aumentar suas margens de lucro. “No Ticino (sul), as empresas que decidiram reduzir salários são as que já exploravam os trabalhadores fronteiriços que que são, de qualquer maneira, cedo ou tarde, condenadas a desaparecer. O problema é que isso tende a contaminar toda a economia regional ou mesmo nacional.”

O professor também denuncia um certo alarmismo ambiente. “O discurso era idêntico antes de adotar a taxa mínima de câmbio pelo BNS em 2011. No entanto, a maioria das empresas exportadoras deste país – penso especialmente no setor químico-farmacêutico ou na relojoaria sofrem apenas marginalmente dos efeitos do câmbio.”

Esse ponto de vista não é compartilhado por Stéphane Garelli, muito crítico do abandono da taxa mínima para o euro, mas sobretudo de ter ligado a moeda nacional a uma só divisa estrangeira. “Não se pode pretender ao mesmo tempo que o ‘made in Switzerland’ é importante para a competitividade de nosso país e aceitar que o franco suíço se fortaleça em alguns anos de quase 40% em relação ao euro. A Alemanha, outro país do continente a manter uma base industrial forte, beneficia ao contrário de um euro fraco. De tanto puxar a corda, existe um risco real para a indústria suíça.”

A deflação é um cenário temido

Em período de deflação, devido ao fato de uma queda geral e durável dos preços, as empresas só têm a escolha de reduzir custos. O meio de fazer isso da maneira mais eficaz é reduzir salários ou demitir. Começa então um círculo vicioso do qual é difícil sair. Afetados pela queda de renda, os consumidores adiam suas compras na esperança de se aproveitarem de preços ainda mais baixos. O valor crescente da moeda “refúgio” torna o investimento produtivo pouco atrativo. A dívida aumenta e é cada vez mais difícil para as empresas, o Estado e as famílias para pagarem suas dívidas. Frequentemente citado, esse cenário é, porém, excepcional. Durante o século 20, pode-se citar a Grande Depressão dos anos 1930 e, mais recentemente, o caso do Japão, que teve quase duas décadas de deflação depois do crise da bolsa e do setor imobiliário de 1991.

Adaptação: Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch

Exército nigeriano diz ter resgatado mais mulheres e crianças do Boko Haram

ABUJA (Reuters) – Os militares da Nigéria disseram ter resgatado mais um grupo de mulheres e crianças que haviam sido sequestradas pela milícia Boko Haram e eram mantidas na floresta de Sambisa, onde o grupo islâmico se esconde, informou um porta-voz do Exército nesta quinta-feira.

No início desta semana, o Exército informou ter resgatado quase 300 mulheres e meninas da mesma floresta no Estado de Borno, no nordeste, em meio à campanha para esmagar uma insurgência islâmica iniciada há seis anos.

“Elas foram levadas para uma zona de segurança para posterior avaliação”, disse o coronel Sani Usman em comunicado, sem especificar o número de pessoas salvas do grupo, cujo objetivo é criar um califado na África Ocidental.

O Boko Haram, cujo nome significa “a educação ocidental é pecaminosa”, arrebatou pelo menos 2.000 mulheres e meninas de suas famílias desde o início de 2014, segundo a Anistia Internacional.

Muitas delas acabaram como escravas sexuais ou são usados ​​como escudos humanos por militantes.

O levante representa a maior ameaça à segurança da Nigéria, maior economia da África e líder continental na produção de petróleo, mas a questão só atraiu amplamente a atenção mundial quando houve um sequestro em massa de mais de 200 estudantes de uma escola na localidade de Chibok há um ano.

Nos últimos dois meses, o Exército nigeriano retomou o controle de porções do território no remoto norte, com o apoio de tropas do vizinho Chade, Níger e Camarões.

Os nigerianos esperam que o presidente eleito, Muhammadu Buhari, um ex-general do Exército, acabe com a rebelião que seu antecessor, Goodluck Jonathan, teve dificuldades para enfrentar.

(Reportagem de Helen Nyambura-Mwaura)

Autoridades vão reabrir escalada do Everest após terremoto e avalanche

Por Gopal Sharma e Andrew R.C. Marshall

KATMANDU (Reuters) – Será liberada na próxima semana a escalada do Monte Everest, vários dias após danos causados por avalanches desencadeadas por um enorme terremoto, incluindo uma que matou 18 alpinistas no acampamento base, disseram altos funcionários nepaleses nesta quinta-feira.

“Na próxima semana, as expedições irão continuar”, disse Prasad Gautam Tulsi, chefe do departamento de montanhismo no Ministério do Turismo.

Numa reunião informal de autoridades e grupos de escalada foi decidido que “não havia risco adicional” para os alpinistas, como resultado do terremoto que matou milhares de pessoas no Nepal.

Uma equipe especializada vai corrigir dentro de alguns dias a rota através das cascatas de gelo de Khumbu, percorrida pelos alpinistas que escalam o lado sul do Everest, em território nepalês, disse Gautam à Reuters.

A enorme avalanche foi provocada pelo terremoto de 7,8 graus, no sábado, que destruiu uma parte do acampamento base do Everest, matando 18 alpinistas e os guias de montanha conhecidos como sherpa, além de ferir outras 60 pessoas.

Muitos alpinistas desistiram da escalada do Everest, o pico mais alto do mundo, com 8.850 metros. Outros, no entanto, se mantêm firmes e continuam com a meta de subir a montanha, apesar da tragédia humanitária em curso no Nepal, onde mais de 5.000 pessoas morreram em consequência do terremoto.

De acordo com Gautam, de 60 a 70 alpinistas estrangeiros permanecem no acampamento base, mas ele prevê que outros alpinistas vão se concentrar no local e mais de 350 tentem chegar ao cume. Com seus guias sherpa, cerca de 700 pessoas iriam escalar o Everest, afirmou, um número normal na temporada de primavera na região.

O departamento de montanhismo está estudando estender a temporada até o início de junho para aqueles que possuem uma autorização de 90 dias para escalar o Evereste. Normalmente o período das monções nessa época do ano, com cobertura de nuvens pesadas, torna a escalada impossível.

(Reportagem de Gopal Sharma e Douglas Busvine)

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