Sense8, dos irmãos Wachowski, estreia dia 5 de junho

Plataforma de streaming disponibiliza 12 episódios da primeira temporada

DE A TRIBUNA ON-LINE

A série da plataforma de streaming Netflix, Sense8, vai estrear na sexta-feira, dia 5 de junho. A série terá os 12 episódios da primeira temporada liberados de uma só vez e ainda utilizam a tecnologia 4K.

Das mentes criativas inigualáveis de Os Wachowskis (trilogia Matrix,A Viagem) e J. Michael Straczynski (A Troca de Clint Eastwood, Guerra Mundial Z), assim como do produtor executivo Grant Hill (trilogia Matrix, A Viagem), Sense8 é diferente de qualquer coisa vista antes na televisão, ampliando os limites no estilo, escopo e história.

O elenco internacional inclui Brian J. Smith, Tuppence Middleton, Jamie Clayton, Miguel Angel Silvestre, Tina Desai, Doona Bae, Aml Ameen and Max Riemelt. Also, Daryl Hannah, Naveen Andrews, Terrence Mann, Freema Agyeman, Alfonso Herrera, Erendira Ibarra, Adam Shapiro, Ness Bautista e Joe Pantoliano.

Confira o trailer da série:

Diretor de hemobancos e dono de hospital estão entre indiciados pela PF

No horário em que deveriam cumprir expediente no Hospital de Clínicas, médicos trabalhavam em clínicas particulares

Corredor vazio do HC. A frequência média dos dez médicos indiciados pela PF, juntos, não chegava a 7%. | Antônio More/Gazeta do Povo

  • Felippe Aníbal

O presidente do Hospital da Cruz Vermelha do Paraná, Jerônimo Antônio Fortunato Júnior, e o diretor de hemobancos em Curitiba, Paulo Tadeu Rodrigues de Almeida, estão entre os apontados como médicos “fantasmas” do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Eles e outros oito médicos foram indiciados por quatro crimes contra o serviço público na Operação São Lucas, deflagrada na última semana pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo as autoridades, os dez indiciados não são contratados em regime de dedicação exclusiva, mas recebiam salário sem cumprir a carga horária para a qual são pagos. Juntos, os salários deles somam R$ 117,1 mil por mês.

A Gazeta do Povo teve acesso à lista dos dez indiciados, contratados pela UFPR para prestar serviço no HC. O sigilo judicial das investigações foi derrubado no início da semana. Segundo a PF e a CGU, nos horários em que deveriam cumprir expediente no HC, os médicos indiciados atendiam em clínicas particulares. O índice médio de frequência do grupo não passava de 7%. Alguns nem sequer compareciam ao hospital.

Fortunato Júnior tem vínculo com a UFPR desde 1993, para atuar como médico do departamento de cirurgia torácica e cardiovascular, conforme consta de seu currículo Lattes. O Portal da Transparência aponta que ele é contratado para cumprir 20 horas semanais, a um salário de R$ 4 mil ao mês. O médico mantém outros vínculos. Além da presidência da Cruz Vermelha, se divide entre as aulas na Universidade Positivo e os atendimentos como autônomo no Hospital Constantini –como faz constar na plataforma Lattes. A direção do Hospital Costantini diz que o médico não integra mais o quadro desde 2006. Desde a última sexta-feira (22), a Gazeta do Povo tenta ouvi-lo. Foram feitos vários contatos no HC e no Hospital da Cruz Vermelha. Na última tentativa, na tarde de quinta-feira (28), a secretária informou que ele não se manifestaria.

Já Paulo Tadeu Rodrigues de Almeida é contratado pela UFPR desde 1996, também para carga semanal de 20 horas, com remuneração mensal de R$ 5,5 mil. Além do HC, o médico é apontado como responsável técnico do Instituto Paranaense de Hemoterapia e Hematologia (Hemobanco), além de ser diretor de bancos de sangue de hospitais particulares, como o Nossa Senhora das Graças e Pequeno Príncipe.

Por celular, Almeida negou que tenha sido indiciado na Operação São Lucas. O médico não quis responder a outras perguntas, entre elas sobre as unidades em que atua e se prestou depoimento à PF.

Outro indiciado, Emerson Luiz Neves também atende em clínicas particulares em Guarapuava, a 220 quilômetros de Curitiba. Em uma delas, a Oncoclin, a secretária confirmou que ele cumpre expediente todas as terças e quartas-feiras. O contrato dele com a UFPR prevê carga de 20 horas semanais no HC, a um salário mensal de R$ 6,5 mil. Segundo a secretária, não seria possível ouvi-lo porque ele viajou para participar de um congresso.

Casa flutuante ajuda a monitorar boto-vermelho no Amazonas

Além de pesquisas, casa servirá como base para o turismo sustentável. Visitante vai nadar com os botos e aprender sobre as ameaças

MANAUS – Uma espécie de casa sobre as águas será o ponto para pesquisas e atividades turísticas de interação com os botos da Amazônia. A plataforma flutuante ‘Amigo do Boto-vermelho’ está localizada na comunidade ribeirinha São Thomé, município de Iranduba (a 80 quilômetros de Manaus) e é uma iniciativa da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). O local será inaugurado na próxima terça-feira (2).


Foto: Acervo/Ampa

Para o diretor executivo da Ampa, Jone Silva, a construção da plataforma é uma estratégia de conservação para o boto-vermelho (Inia geoffrensis) que sofre uma grande pressão pela ocupação humana. “E, nos últimos anos, vem sendo caçado indiscriminadamente para ser utilizado como isca na pesca de um peixe chamado piracatinga que no Brasil é comercializado com o nome de douradinha”, disse.

Ainda de acordo com o diretor, com a inauguração do flutuante pretende-se sensibilizar o maior número de pessoas, proporcionando uma experiência única de conhecer e nadar com os botos da Amazônia e ainda ter a oportunidade de aprender sobre as ameaças que estes animais sofrem.

A plataforma integra o projeto Ecoturismo Amigo do boto-vermelho da Amazônia, idealizado pela Ampa e financiado pela Oi Futuro. O projeto tem como objetivo promover o turismo sustentável, melhorar a renda da comunidade ribeirinha, reabilitar e fomentar o bem-estar de crianças portadoras de necessidades especiais, além de contribuir com a conservação ambiental, por meio da implantação de uma estrutura flutuante receptiva.

Sobre o flutuante

O “Flutuante Amigo do Boto-vermelho” foi construído com madeira manejada extraída de Reservas de Desenvolvimento Sustentável da região do baixo rio Negro e é equipado com um sistema de tratamento de efluentes. Todo o resíduo gerado no banheiro do flutuante passa por um processo de purificação e a água retorna ao rio com características muito similares à natural.

Além disso, o flutuante adota o sistema de coleta de lixo e destinação adequada dos resíduos coletados. Equipado com painéis solares, possui autonomia para produzir e armazenar sua própria energia elétrica.

Turismo de observação

O turismo de observação de animais em vida livre vem crescendo e o Amazonas é o sétimo destino nessa área no mundo. O turismo com os botos, nos rios amazônicos, já ocorre há mais de uma década, mas a atividade não é feita de forma sistematizada.

O boto-vermelho é um mamífero aquático endêmico da região amazônica e está classificado como dados insuficientes pela Unidade Internacional de Conservação da Natureza (IUCN) e aparece no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Com uma biologia totalmente adaptada para se deslocar na floresta alagada, é um animal dócil e muito curioso. Tem uma distribuição ampla nos rios da Amazônia brasileira, boliviana, colombiana, equatoriana e venezuelana.

Confira dicas para curtir um final de semana na casa de Tolstói

30/05/2015 Maria Afónia, Gazeta Russa

Local proporciona mergulho no mundo do escritor, cuidadosamente guardado por seus descendentes
Confira dicas para curtir um final de semana na casa de Tolstói
Iásnaia Poliana é local onde nasceu o escritor russo Lev Tolstói Foto: RIA Nóvosti

A 200 quilômetros ao sul de Moscou fica Iásnaia Poliana, local onde nasceu o escritor russo Lev Tolstói. O verão é a melhor época para desfrutar de uma paisagem russa clássica e mergulhar no mundo do escritor, cuidadosamente guardado por seus descendentes.

Sábado

9h-10h: Iniciamos conhecendo um pouco da vida dos habitantes locais em um pequeno restaurante chamado Preshpekt, localizado em uma casinha de madeira em frente à entrada da propriedade. Seu interior rústico simples é decorado com linhos e bordados. Para o café da manhã você pode experimentar o mingau de arroz com leite ou um cream cheese de ricota com geleia de morango.

10h-13h: Passando as colunas brancas na entrada para a propriedade, mergulhamos em um mar verde de bétulas, carvalhos e freixos. Por causa dos freixos aqui plantados, como alguns têm afirmado, o lugar foi chamado de Iásnaia Poliana, nome abreviado de Iasseneva Poliana, ou seja, Clareira dos Freixos. No entanto, de acordo com outra versão, o nome foi herdado do riacho de águas límpidas Iássenka, que corre vizinho à propriedade.

Continuando a caminhada pela alameda, vemos do lado esquerdo os estábulos e os pomares de maçãs, que podem ser apreciadas pelos visitantes no outono, e ainda a casa dos Volkónski. Seguindo o percurso pela estrada, que se afasta para a esquerda da alameda principal, nos aproximamos do túmulo de Tolstói.

Chegando agora à casa, os olhos se deliciam com as pequenas esculturas de cavalos e figuras femininas no balaústre de seu terraço. Alguns degraus acima, calçamos os bakhili (pantufas) e bem à nossa frente abre-se a porta para a vida pessoal de Tolstói, preservada na forma como ficou em 1910, quando o escritor morreu.

Não é permitido fotografar o interior. Um guia recebe os visitantes na primeira sala, repleta de estantes com livros. Foram preservados 22 mil exemplares na casa, dos quais cerca de 50% são em russo e um pouco menos do que isso em 39 idiomas estrangeiros. Uma grande parte da coleção é composta por livros em francês, que Lev Tolstói estudava e, por meio dos quais, por exemplo, ele se preparava para escrever o romance “Guerra e Paz”.

Subindo as escadas à esquerda fica um grande relógio carrilhão ingles. À direita, é abre-se a sala de jantar e estar. A mesa está posta com a louça, na qual costumava comer a sua numerosa família. Nas paredes, dois retratos de Tolstói: o primeiro, obra de I. N. Kramskoi (um segundo retrato como este encontra-se exposto na Galeria Tretiakov) e o segundo pintado por Ilía Repin (o artista pintou aproximadamente 70 retratos do escritor). Retratos das filhas e da esposa do escritor também adornam as paredes. Nesta sala ficam ainda dois pianos e  cadeiras, que criavam os círculos de convívio dos adultos e crianças após o almoço.

No museu também pode-se visitar o quarto de Tolstói, onde ainda repousa sobre uma mesa um volume dos “Irmãos Karamazov”, de Dostoiévski, e também o quarto de Sofia Andreevna (sua esposa), о da governanta e o de hóspedes.

É possível fazer caminhadas sem fim pela propriedade, pela floresta que a cerca e ainda banhar-se na lagoa Grande, perto de sua entrada.

À direita do restaurante Prechpekt e na loja dentro do hotel Iásnaia Poliana vendem-se souvenirs. Os preços são os mesmos. Entre as opções, encontram-se livros sobre Tolstói e a sua obra, incluindo os trabalhos da editora Iásnaia Poliana, que não são encontrados em outras livrarias. Também são vendidos biscoitos de mel de Tula com leite condensado ou marmelada com uma imagem da propriedade ou com imagens de animais. Também encontram-se expostas bonequinhas típicas, artesanato de barro e cerâmicas com pinturas de plantas executadas com engobe [argila líquida com óxidos corantes].

O poderio de J. Hawilla nos direitos de transmissão de jogos

Sete anos após ser criada, a empresa de J. Hawilla, Traffic, assume a organização e a comercialização de direitos de TV da Copa América
Foto: Ciro Boro
Jornal GGN – A empresa de J. Hawilla, Traffic Sports, comercializa hoje com exclusividade os direitos internacionais de TV das principais competições de futebol de seleções e clubes da América Latina. O ramo inclui as Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e a Copa Libertadores, a Copa América, as Eliminatórias da Concacaf, a Copa Total Sudamericana, a Copa do Brasil, a Copa Total Sudamericana e a NASL.
Criada em 1980, a Traffic era uma empresa de anúncios em pontos de ônibus. Sete anos depois, em 1987, a empresa de J. Hawilla assume a organização e a comercialização de direitos de TV e patrocínio da Copa América. Em 1996, a Traffic foi a responsável por intermediar a negociação entre a Nike e a CBF, tornando-se a patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. Em 2008, os negócios se expandem ainda mais e a Traffic passa a administrar fundos de sociedades de investimentos, adquirindo o chamado “passe” de jogadores profissionais de futebol. Em 2011, também fechou parceria com a SE Palmeiras e tornou-se responsável pela comercialização de camarotes da Nova Arena.
Para a Concacaf, a Traffic detém os direitos mundiais de transmissão, incluindo TV aberta, paga e pay-per-view, por internet, celular e IPTV. Da Libertadores e da Sudamericana, a empresa de Hawilla detém todos os direitos, exceto para as Américas. Da Copa do Brasil, os direitos de TV são para o mundo todo, exceto para o Brasil. Já com a NASL, a Traffic detem a transmissão de todos os jogos para o mundo. Já para a Copa América não só é detentora mundial dos direitos a empresa de Hawilla, como também é a organizadora da competição.
Na investigação da Polícia dos Estados Unidos, que teve operação deflagrada nesta quarta-feira com a prisão de sete dirigentes de futebol, em torno do escândalo de corrupção da Fifa, o Departamento de Justiça americano aponta que J. Hawilla teria pago propina em campeonatos da Copa América, antes e após 2010, na Liga dos C. da Concacaf, após 2013, na Copa do Brasil e no patrocínio à CBF.
A investigação ainda aponta que a empresa do cartola, Traffic, pagou propina para Jack Warner, ex-membro do Comitê Executivo da Fifa e ex-presidente da Concacaf, na Copa Ouro; e também nas Eliminatórias da Copa no Caribe a Jeffrey Webb, também ex-membro do Comitê da Fifa, ex-presidente da Concacaf e da Associação de Futebol das Ilhas Cayman.
Em uma dessas transações, Hawilla e demais sócios da Datisa, outra empresa que detem ações, teria pago propina no valor de US$ 110 milhões (o que equivale a R$ 350 milhões), a José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e a um grupo de dirigentes de futebol para a cessão com exclusividade dos direitos de transmissão das edições de 2015, 2019 e 2023 da Copa América e da Copa América Centenário (em 2016). Desse total, já foram pagos US$ 40 milhões, e o restante seria concluído até 2023.
Em trecho da denúncia do Ministério Público dos Estados Unidos, afirma que houve propina no contrato para direitos de transmissão da Copa América:
“Em conexão com a compra dos direitos de transmissão das Copas América e partidas do Centenário da Conmebol e Concacaf, Datisa concordou em pagar US$ 110 milhões em suborno aos denunciados Jeffrey Webb, Eugenio Figueiredo, Rafael Esquivel, José Maria Marin, Nicolás Leoz e outros dirigentes do futebol. Datisa concordou em fazer esses pagamentos em várias parcelas ao longo da duração dos contratos. Ao menos US$ 40 milhões já foram pagos”, é a tradução do trecho.
Além dos direitos de transmissão
Em outro trecho da investigação, mostra que o contrato de US$ 160 milhões da CBF com a Nike, intermediado por Hawilla, rendeu pelo menos US$ 15 milhões em propina ao ex-presidente da entidade, Ricardo Teixeira. De acordo com a denúncia, J. Hawilla pagou a Teixeira “metade do dinheiro que ganhou com o patrocínio, totalizando milhões de dólares de propina”.
No trecho a seguir, o Ministério Público americano mostra que a Nike pagou à Traffic mais US$ 40 milhões, além dos US$ 160 milhões contratados. De acordo com o FBI, Hawilla e Ricardo Teixeira dividiram meio a meio os valores recebidos por fora no contrato da CBF com a Nike.

Brasil perde disputa por esmeralda gigante

Pedra foi descoberta na Bahia em 2001 e o governo brasileiro reivindicava como um tesouro nacional; EUA decidiu a favor de grupo empresarial

Esmeralda de 180 mil quilates é considerada a maior do planeta e está avaliada em 400 milhões de dólares / Reprodução
Esmeralda de 180 mil quilates é considerada a maior do planeta e está avaliada em 400 milhões de dólaresReprodução|Da AFP noticias@band.com.br

A esmeralda de 38 quilos descoberta na Bahia em 2001 e que o governo brasileiro reivindicava como um tesouro nacional, parece ter encontrado finalmente um dono, com a decisão de um juiz dos EUA a favor de um grupo empresarial americano.

Na quinta-feira, o juiz da Suprema Corte de Los Angeles Michael Johnson decretou que o “FM Holdings apresentou provas claras” que lhe atribuem a propriedade da pedra, após escutar os testemunhos dos três sócios do grupo, em 14 de maio passado.

Pelas leis da Califórnia, se no prazo de 15 dias nenhuma das partes recorrer, a decisão será definitiva, acabando com seis anos litígio.

O advogado do grupo, Andrew Spielberger, disse nesta sexta-feira à AFP que seus clientes “estão muito contentes”, e lembrou que “sempre afirmaram sua propriedade” sobre a pedra.

A esmeralda de 180 mil quilates, formada por nove tubos verdes, é considerada a maior do planeta e está avaliada em 400 milhões de dólares.

Desde que foi descoberta na Bahia, em 2001, a pedra viveu uma autêntica odisseia, até terminar nas dependências do xerife do condado de Los Angeles, onde aguardou a decisão final.

O litígio começou em 2009, com a disputa entre garimpeiros, compradores de pedras e sócios do FM Holdings sobre a propriedade da esmeralda.

Quando a justiça estava a ponto de chegar a um veredicto, em setembro passado, o Brasil decidiu reivindicar seu direito ao pedir a dissolução do processo e a posse da esmeralda.

Paralelamente, iniciou negociações com o governo americano para que a pedra fosse repatriada.

No final de março, o juiz Johnson assinalou que o governo brasileiro “não fez nada para mostrar interesse sobre o caso”, e descartou seu direito à esmeralda.

Após ser encontrada na Bahia, a esmeralda foi levada para São Paulo, mas em 2005 foi enviada a um geólogo da Califórnia.

O geólogo enviou a pedra a Nova Orleans, onde permaneceu desaparecida por várias semanas após as inundações provocadas pelo furacão Katrina, em agosto de 2005.

Depois de ser resgatada na água, a esmeralda terminou nas mãos do empresário californiano Larry Biegler, que comunicou seu desaparecimento em 2009.

Uma investigação liderada pelo xerife do condado de Los Angeles localizou finalmente a esmeralda em Las Vegas, em posse dos sócios do grupo FM Holding.

Política: financiamento empresarial prejudica sociedade

Segundo especialista, emenda aprovada pela Câmara desmoraliza Constituição e aprofunda crise de legitimidade de partidos

Doação de empresas a partidos favorece corrupção, alerta cientista político / Shutterstock
Doação de empresas a partidos favorece corrupção, alerta cientista políticoShutterstock Rodolfo Bartolini noticias@band.com.br

Aprovada em primeiro turno pela Câmara nesta semana, a proposta de emenda à Constituição que permite o financiamento empresarial de campanhatende a aprofundar a falta de legitimidade com que os políticos e instituições são vistos pela população brasileira. A análise é do cientista político Aldo Fornazieri, da FESPSP, que endossa o coro dos especialistas que apontam o fornecimento de dinheiro vindo de empresas como uma das principais causas da corrupção.

Segundo Fornazieri, o problema é duplo: ao doarem aos partidos, as empresas abrem uma porta para a corrupção, na medida em que poderão obter benefícios se o candidato do partido que ajudaram for eleito. O desdobramento é que, como o político foi eleito pelo interesse de uma companhia privada, ele deverá dar mais atenção às requisições de seu patrocinador, se distanciando cada vez mais da sociedade, que tem outras pautas e valores.

“Os partidos dependem cada vez menos da sociedade. Se nós fizermos estruturas partidárias fortes, temos que criar mecanismos que permitam uma interação maior entre partidos e sociedade, não entre partidos e empresas, e não entre os próprios partidos e o Estado”, argumenta.

Fornazieri também não defende o financiamento exclusivo de campanhas pelo Estado porque, segundo ele, o  partido no governo também pode se aproveitar do mecanismo estatal em beneficio próprio e, do mesmo jeito, causar um crise de legitimidade ao se estatizar cada vez mais.

“Acho que a melhor forma de financiamento é o misto, que é público e individual, mas não o de empresa”, justifica.

Posição dos partidos na votação

Na análise dos três maiores partidos da Câmara, Aldo Fornazieri destaca que o prognóstico sobre a reforma política é que “se muda pouco no sistema, e para pior”.

Segundo ele, a votação do assunto pela bancada do PT, que foi integralmente contra a medida, está alinhada com a proposta do partido em tentar recuperar sua credibilidade, combalida pelos escândalos de corrupção.

“Isso não significa que, por si só, a solução que o PT apresenta seja adequada para criar uma maior legitimidade política nos partidos, nas instituições, porque acho que o partido vai para um caminho exatamente oposto, também perigoso, que é uma dependência total dos partidos em relação ao Estado”, analisa.

Quanto à postura do PSDB, que pede a moralização na política ao fazer oposição, e cuja maioria esmagadora dos deputados votou pela aprovação da medida –  com  apenas um voto contra – , Fornazieri aponta uma falta de consistência no discurso tucano.

“É uma profunda contradição no PSDB porque a corrupção no Brasil, evidentemente, é feita por indivíduos, mas a ‘grande corrupção’ tem causas estruturais, e um dos problemas é o financiamento de campanha. Então, não adianta você cobrar moralidade pública, fazer discurso, e não querer reformar as instituições no sentido de elas trancarem a corrupção”, afirma o especialista.

Já sobre o PMDB, que também votou majoritariamente a favor, com 4 votos contra, o cientista político destaca que a posição do partido já era esperada, e diz que o problema também acontece em outros países.

“Não é um fenômeno só do Brasil, nos EUA também tem se verificado isso, é uma dependência crescente dos políticos em relação ao poder econômico”, ressalta. “A  constitucionalização do financiamento empresarial é grave, porque desmoraliza a própria Constituição, que fica banalizada.”

Entenda como a proposta foi aprovada

A Câmara aprovou na quarta-feira (27), por 330 votos a 141, a emenda aglutinativa do deputado Celso Russomano (PRB-SP), que estabelece o financiamento de campanha de pessoas jurídica e física aos partidos políticos, mas limita à pessoa física a doação a candidatos a cargos eletivos.

Na última terça-feira (26), o plenário havia rejeitado uma proposta parecida, que autorizava a doações de empresas para candidatos e partidos.

A aprovação da nova proposta aconteceu após uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o apoio de partidos da oposição, como o PSDB. O que mudou foi que, no texto aceito, empresas privadas podem doar somente para partidos e não mais para políticos.

Na prática, a emenda terá um impacto significativo no Supremo Tribunal Federal que, antes da aprovação, pedia o fim das doações de empresas privadas a campanhas eleitorais.

Como se trata de uma emenda a uma proposta de emenda à Constituição, o dispositivo precisa ser aprovado também em segundo turno para ser enviado para apreciação do Senado, onde também terá que passar por duas votações.

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