Theatro Municipal abre sua temporada de dança

Serão sete récitas dos balés ‘Les Sylphides’, ‘Raymonda’ e ‘A Sagração da Primavera’

Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro

A Sagração da Primavera  (Crédito: YouTube)

O Balé e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal dão início à temporada de dança do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura – com três coreografias que mostram a efervescência do cenário artístico dos balés na Rússia entre os séculos XIX e XX. Serão sete récitas de 28 de maio a 06 de junho. Presente no repertório de todas as companhias clássicas do mundo, Les Sylphides,de Michel Fokine, abre o programa com a bela música de Frédéric Chopin e remontagem de Tatiana Leskova. Na sequência, as primeiras bailarinas Claudia Mota e Márcia Jaqueline, os primeiros solistas Karen Mesquita, Cícero Gomes, Filipe Moreira, Moacir Emanoel, o bailarino Alef Albert e outros integrantes do BTM executam o Grand Pas Hongrois do terceiro ato de Raymonda, o mais célebre trecho da obra coreografada originalmente por Marius Petipa sobre música de Alexander Glazunov, remontado por Galina Kravchenko. Fechando a apresentação, o Ballet do Theatro Municipal, sob a direção de Sergio Lobato, leva ao palco a remontagem da coreógrafa americana Millicent Hodson de A Sagração da Primavera, centenário balé criado por Vaslav Nijinsky sobre a música de Igor Stravinsky. O maestro convidado Javier Logioia Orbe rege aOrquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

“São três obras, aquelas que marcam o reencontro com o grande público: Les Sylphides, Raymonda e A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky. Nelas são evidentes o  amor e respeito à tradição como a preocupação em abordar, com a Sagração, uma das maiores conquistas do ser humano nas artes em todos os tempos”, comenta o maestro Isaac Karabtchevsky, presidente da Fundação Teatro Municipal.

O diretor do Ballet do TMRJ, Sergio Lobato, observa: “Este programa tem obras de relevância histórica e de um glorioso passado de renomados artistas unidos por um ideal de renovação e de liberdade de expressão. Eles consagraram uma arte instigante e dissonante de sua época”.

Nesta temporada estará de volta o projeto Falando de Ballet. Serão palestras gratuitas com uma hora de duração sobre o espetáculo a ser apresentado – aos moldes das opera talks realizadas habitualmente em teatros europeus –, com início uma hora e meia antes do começo da sessão, no Salão Assyrio. O palestrante será Paulo Melgaço, professor da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa, que falará sobre a história das obras musicais e abordará também detalhes desta montagem.

Sobre as coreografias

Les Sylphides é um balé de um ato, coreografado por Michel Fokine e que estreou no Théâtre du Châtelet de Paris, em 2 de junho de 1909 no formato em que conhecemos hoje, apresentado por Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Vaslav Nijinsky e Alexandra Baldina. Este precioso balé foi idealizado para uma festa de caridade em São Petersburgo. A obra é maravilhosa sob vários aspectos, mas principalmente pela absoluta unidade da atmosfera, apesar da música se compor de composições independentes entre si. As obras de Chopin que servem de base ao balé são as seguintes: Prelúdio, Op.28 nº 7; Noturno, Op.32 nº 2; Valsa, Op.70 nº 1; Mazurka, Op.33 nº 2; Valsa, Op.64 nº 2; e Grande Valsa Brilhante, Op.18.

*Este trecho, com o subtítulo “Sonho romântico em um ato de Michel Fokine”, foi retirado do Programa da Companhia “Original Ballet Russe”, em sua primeira turnê na América do Sul. O espetáculo, acompanhado pela “Grande Orquestra do Theatro Municipal”, foi realizado em 23 de abril de 1942, e trazia, entre suas “Principais Artistas”, em sua estreia no Brasil, a jovem bailarina Tatiana Leskova.

Em 1907, Fokine apresentou no Teatro Mariinsky de São Petersburgo a obra Chopiniana, considerada a primeira versão de Les Sylphidestendo  Anna Pavlova  no primeiro papel feminino. Sergei Diaghilev, que havia assistido ao espetáculo, propôs a Fokine – para os Ballets Russes – o acréscimo de mais músicas e a mudança do nome, tendo como inspiração a figura mitológica das sílfides, devido à sua atmosfera de sonho, irrealidade e etérea fantasia. A estreia de Les Sylphides em Paris, em 1909, contou com a presença dos lendários Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Vaslav Nijinsky e Alexandra Baldina, cenários de Alexandre Benois e orquestração do compositor Alexander Glazunov. Pela utilização por Fokine de novas técnicas de dança sobre a base de uma coreografia clássica, hoje conhecidas como abstratas, Les Sylphides foi considerado na época um balé revolucionário. Em 1950, é remontado pelo Ballet do Theatro Municipal por Tatiana Leskova, que o apresentou também em 1988, 1989, 1995 e 2004.

Raymonda estreou em 19 de janeiro de 1898 em São Petersburgo, na Rússia, com o Imperial Ballet do Teatro Mariinsky e coreografia do célebre Marius Petipa. Criada especialmente para o espetáculo, a música tem a assinatura do compositor Alexander Glazunov. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1958, foi apresentado pela primeira vez o Pas-de-Dix de Raymonda, com remontagem de Eugenia Feodorova. OPas-de-Dix extraído do terceiro ato, usualmente executado como programa independente, é um dos trechos mais famosos desta obra. Novas apresentações foram realizadas pelo Ballet do Theatro Municipal em 1992, 1995, 2003 e 2004. O enredo deste ballet, passado no século XIII, conta a história de Raymonda, que está apaixonada por Jean de Brienne, mas se vê às voltas com um sarraceno, Abderakhman, que lhe faz a corte propondo-lhe poder e riqueza em troca do seu coração. A moça o repele e ele, furioso, resolve raptá-la. Sabedor do que ocorrera, Jean duela com seu rival e sai vencedor. Neste espetáculo, o Ballet do Theatro Municipal dança o Grand Pas Hongrois – um grande baile húngaro, em honra do rei –, celebrando as bodas de Raymonda e de Jean.

A Sagração da Primavera foi coreografada por Vaslav Nijinsky e estreou no Theatre de Champs-Elysées, em Paris, em 1913. Composta por Igor Stravinsky para os Ballets Russes, de Sergei Diaghilev, a obra causou tamanho furor e indignação da plateia que culminou em brigas, vaias e intervenção policial por conta da baderna instaurada. Os ingredientes para essa combinação explosiva foram os passos incomuns e totalmente fora dos padrões – em que bailarinos golpeiam o chão com os pés e se contorcem no palco –, a temática pagã na qual velhos sábios sacrificam a virgem eleita que dança até a morte no ritual em oferenda ao deus da primavera e a música moderna e dissonante de Stravinsky. A obra foi ganhando reconhecimento com o tempo e, ao longo de mais de 100 anos, recebeu inúmeras versões de grandes coreógrafos como Maurice Béjart, Pina Bausch e Martha Graham, sendo considerada hoje um divisor de águas na história do balé. Em 1995, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro adquiriu os direitos exclusivos no Brasil da versão de Millicent Hodson, apresentando três temporadas de enorme sucesso de público e crítica.

Sobre coreógrafos, maestro e solistas

Michel Fokine (1880-1942), coreógrafo de Les Sylphides

Estudou na Academia Imperial de Ballet de São Petersburgo, onde se formou em 1891, sendo admitido, imediatamente, no Teatro Mariinsky. Excelente bailarino, passou a dançar os clássicos acompanhando as grandes estrelas da companhia. Em 1904, em uma apresentação de Isadora Duncan, sentiu a necessidade de uma reforma do ballet, que julgava ligado a uma tradição já ultrapassada. Queria uma unidade artística que renovasse a música, os cenários, os trajes e que a dança não se limitasse a um único estilo, ideias fundamentais que viriam a criar o ballet moderno. Em 1905 fez sua primeira coreografia, Acis e Galateia,seguida por A morte do Cisne conseguindo, nos anos seguintes, afirmar-se como coreógrafo. Em 1908,  apresentado a Diaghilev, reconhece nele um artista com quem poderia partilhar  aspirações semelhantes em relação à dança. Fokine, que ainda não havia conseguido colocar em prática sua sonhada reforma, encara o convite para colaborar com o novato empresário com forte entusiasmo. Assim, ao lhe entregar, em 1909, as coreografias dos Ballets Russes, Diaghilev lhe dá não só a oportunidade  de realizar suas concepções, como ter o seu trabalho reconhecido no exterior, lançando as bases de sua fama internacional. É a época de suas obras-primas: Danças Polovtsianas, Les Sylphides, Carnaval, Schéhérazade, O Pássaro de Fogo, O Espectro da Rosa, Petrouchka, Daphnis et Chloé, O Galo de Ouro, todas criadas para a companhia. Em 1914, devido a desavenças com Diaghilev, por sua insistência em tornar Nijinsky coreógrafo, renuncia ao cargo. Volta a trabalhar para o Mariinsky, mas, em 1918, abandona a Rússia para nunca mais voltar. Em 1923, se estabelece em Nova Iorque onde inicia uma carreira americana bem-sucedido, com novas obras-primas, formando um repertório de mais de sessenta títulos.

Tatiana Leskova, remontadora de Les Sylphides

Tatiana Leskova abandonou o Original Ballet Russe em fins de 1944, por razões pessoais, e radicou-se no Brasil em 1945.  Assumiu a direção do Corpo de Baile do Theatro Municipal pela primeira vez em janeiro de 1950, aos 28 anos.  Sua primeira gestão terminou em 1964 por motivos de saúde.  Retornou várias vezes ao Municipal a convite da direção do Theatro para remontar ballets de repertório e do coreógrafo Leonide Massine. Entre 1950 e 1964 remontou para o BTM um vasto repertório de ballets, entre eles, Coppélia e Giselle pela primeira vez em suas versões completas no Brasil, Danças Polovtsianas da ópera Príncipe Igor, As Bodas de Aurora, Les Sylphides e o segundo ato de O Lago dos Cisnes, além de suas próprias coreografias. Durante esta gestão convidou os coreógrafos L. Massine, I. Schwezoff, W. Dollar, Skibine, M. Sparemblek, O. Araiz, H. Lander, V. Veltchek, N. Verchinina e E. Feodorova, visando, a todo tempo, enriquecer o repertório da companhia. Incentivou bailarinos do Theatro a coreografarem, tais como David Dupré, Dennis Gray, Johnny Franklin e Elba Nogueira, além da veterana bailarina Marila Gremo. Tatiana também corroborou para formação de um público novo para o ballet do Theatro Municipal, convidando para as temporadas bailarinos internacionais que dançavam junto ao corpo de baile como Alicia Markova e Oleg Briansky, Alicia Alonso e Igor Youskevitch, Nora Kovak e Istvan Rabovsky, Ivette Chauviré e Milorad Miskovitch, Tamara Toumanova, Violeta Elvin e muitos outros. Em 1952 fundou sua escola em Copacabana onde foi berço de grandes talentos da dança brasileira, inclusive muitos fizeram carreira no exterior. Grande parte dos bailarinos da escola oficial de dança, hoje Maria Olenewa, enriquecia sua formação frequentando as aulas da academia Tatiana Leskova. Por 50 anos, Tatiana dirigiu e deu aulas em sua academia. Na atual temporada, aceitou novamente o convite, para remontar o famoso ballet românticoLes Sylphides, que dançou em Londres sob a orientação do próprio Fokine, na Companhia do Ballet Russe.

Yuri Grigorovich, coreógrafo de Raymonda

Nasceu em 1927, em Leningrado, em uma família ligada ao Ballet Imperial Russo. Formou-se na Escola Coreográfica de Leningrado em 1946 e dançou como solista do Ballet Kirov até 1962. Sua encenação de Sergey Prokofiev de The Stone Flower (1957) e de The Legend of Love(1961) trouxe-lhe aclamação como coreógrafo. Em 1964 mudou-se para o Teatro Bolshoi, onde trabalhou como diretor artístico até 1995. Suas produções mais famosas no Bolshoi foram O Quebra-Nozes (1966),Spartacus (1967), e Ivan, O Terrível (1975). Em 1984, em montagem tão ousada quanto polêmica reformulou O Lago dos Cisnes para produzir um final feliz para a história. Em 1995, desligou-se do cargo de Diretor Artístico do Ballet Bolshoi, onde atuava desde 1964. Passa então a coreografar para várias companhias russas antes de se estabelecer em Krasnodar, onde montou sua própria empresa. Grigorovich presidiu júris de renomadas competições internacionais. Após a morte de sua esposa, a grande bailarina Natalia Bessmertnova, em 2008, foi convidado a voltar ao Bolshoi como de maître de ballet e coreógrafo.

Galina Kravchenko, remontadora de Raymonda

Nasceu em Moscou, Rússia. Formou-se pela Escola Coreográfica Acadêmica de Moscou. Por 21 anos, foi solista do Teatro Bolshoi de Moscou, e dançou todo o repertório do Teatro Bolshoi com grandes mestres russos. Participou de turnês por toda a Europa, América do Sul, Estados Unidos, África e Ásia. Dançou em Concertos de Gala com grandes nomes, entre eles Rudolf Nureyev. Diplomou-se no curso superior de dança do Instituto Estatal de Artes Cênicas de Moscou (G.i.t.i.s.), especializando-se em direção de balé. Desde 2000 é professora residente da Escola do Teatro Bolshoi. Em 2007 remontou para a instituição o ballet Chopiniana. Atua também como ensaiadora nas principais obras da Escola: Grande Suíte do Ballet Don Quixote, Suíte do Ballet Quebra-Nozes, Príncipe Igor, Raymonda e Giselle. Em 2013 recebeu o título de Cidadã Honorária de Joinville. Em 2014 ensaiou bailarinos da Cia. Jovem Bolshoi Brasil para o concurso internacional de balé Russian Open Ballet Competition Arabesque, na Rússia, e ganhou o prêmio de melhor ensaísta da competição. Galina é esposa de um dos principais solistas do Teatro Bolshoi de Moscou e também o idealizador da Escola Bolshoi no Brasil, Aleksander Bogatyrev.

Vaslav Nijinsky (1889-1950), coreógrafo de A Sagração da Primavera

Um dos maiores bailarinos de todos os tempos, Nijinsky nasceu em uma família de bailarinos em Kiev e cedo começou a estudar na Escola Imperial de São Petersburgo. Aos nove anos já era considerado superdotado para a dança e, aos 16 anos, seu desempenho já era tão assombroso que seus mestres insistiram para que se formasse, mas ele recusou e preferiu continuar os estudos até o fim. Estreou em 1907 e confirmou as previsões de seus professores, sendo logo aclamado pelo público. Sua carreira foi meteórica e em 1909 iniciava sua intensa e conflituosa parceria com Sergei Diaghilev, em seu Ballets Russes, como bailarino principal da companhia, dançando as mais importantes coreografias de Michel Fokine. Muitos acreditam que o incidente que levou ao seu afastamento do Ballet Imperial em 1911 foi na verdade engendrado por Diaghilev para que Nijinsky se dedicasse somente aosBallets Russes. Logo começou a assinar suas próprias coreografias, comoL’Après-Midi d’un Faune, Jeux, Till Eulenspiegel e A Sagração da Primavera. Longe de Diaghilev, seu mentor e amante, em uma turnê sul-americana que havia hesitado em ir, por conta do que uma cigana havia previsto que morreria afogado, envolveu-se e se casou com uma bailarina da companhia, enfurecendo Diaghilev, que o demitiu. Sua saúde mental entrou em declínio e em 1919 teve uma crise nervosa, sendo diagnosticado esquizofrênico e levado à Suíça com sua esposa, para se tratar. Passou o resto da vida em hospitais psiquiátricos e asilos e morreu em uma clínica em Londres, em 1950.

Millicent Hodson e Kenneth Archer, coreógrafa remontadora e cenógrafo / figurinista de A Sagração da Primavera

Millicent Hodson, americana que vive em Londres, é coreógrafa e historiadora da dança. Diplomada pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, escreveu os livros A Dança de Caráter no Ballet Clássico e Nijinsky’s Crime Against Grace. Nascido na Inglaterra e diplomado pela Universidade de Essex, Kenneth Archer é historiador da arte e conselheiro artístico teatral. Archer e Hodson encontraram-se ao realizar pesquisas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, de 1981 a 1986, sobre a versão original de Le Sacre du Printemps. Juntos, reconstruíram o ‘Le Sacre’ de Nijinsky para o Joffrey Ballet em 1987 e, desse momento em diante, mantiveram seu trabalho conjunto.  Ainda para o Joffrey Ballet recriaram, em 1988, o Cotillon(1932) de Balanchine, com cenários e figurinos de Christian Bérard.  Trabalharam também na reconstituição de La Chatte (1927), de Balanchine, com cenários e figurinos ‘construtivistas’ de Naum Gabo e Antoine Pevsner, para os Grand Ballets Canadiens. Em 1990, remontaram para Carla Fracci vários solos de Isadora Duncan. Com Bruno Menegatti realizaram Medée et ses Enfants, sobre música de Samuel Barber. Keneth Archer e Millicent Hodson ressuscitaram, ainda, oTill Eulenspiegel, que Nijinsky criou em Nova York em 1916 sobre música de Richard Strauss e com cenários e figurinos de Robert Edmond Jones. Hodson e Archer relataram suas pesquisas no Caderno 1 do Théâtre des Champs-Elysées, número dedicado a Le Sacre du Printemps.

Javier Logioia Orbe, regência

Flautista, violoncelista e regente argentino, foi aluno de Pedro Ignacio Calderón e de Guillermo Scarabino. Formou-se no Conservatório Nacional de Música, Instituto Superior de Artes do Teatro Colón de Buenos Aires, Academia de Jovens Regentes (Washington, USA) e Academia de Música de Viena. Em 25 anos de carreira, foi regente titular das orquestras sinfônicas de Mendoza, Córdoba e Rosário, da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, Orquestra Estável do Teatro Argentino de La Plata, Orquestra Sinfônica da Universidade de Concepción (Chile) e da Orquestra Filarmônica de Montevidéu (Uruguai), onde realizou pela primeira vez o ciclo completo das sinfonias de G. Mahler, por ocasião do centenário de morte do compositor austríaco. Além disso, é regularmente convidado como regente da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi assistente de Yehudi Menuhin, Zubin Mehta, Jean Fournet e Valery Gergiev, entre outros. Acompanhou a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires em três turnês europeias pela França, Holanda, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria, Inglaterra, Espanha e Grécia. Na música sinfônica, seu repertório inclui os ciclos de sinfonias de Beethoven, Schubert, Schumann, Mendelssohn, Brahms, Rachmaninoff, Guy Ropartz, Sibelius, Bruckner, Tchaikowsky, Prokofiev e Mahler. No campo do ballet, dirigiu companhias como o Ballet do Teatro Colón de Buenos Aires, Ballet do Teatro Argentino de La Plata, Companhia Cisne Negro, Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet de Montecarlo, Ballet de Lyon, Ballet do Teatro Nacional de Varsóvia, Ballet do Teatro Bolshoi de Moscou e Ballet do Teatro Mariinsky de São Petersburgo. No repertório lírico, dirigiu óperas como Tosca, Stiffelio, Roméo et Juliette, Madama Butterfly,La Bohème, Il Trittico, Don Pasquale, L’occasione fa il Ladro, Nabucco,Attila, The Consul, Belisario, Falstaff, Der Freischütz, MacBeth, Norma eEugeny Oneguin.

Solistas principais

Claudia Mota

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

Márcia Jaqueline

Márcia Jaqueline é natural do Rio de Janeiro e é formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Aos 14 anos, entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual vem se destacando como Primeira Bailarina nos ballets de repertório da Companhia tais comoCoppélia, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Les Sylphides, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Onegin, Serenade, Voluntaries, Nuestros Valses, La Bayadère, Paquita, Giselle, Don Quixote, O Quebra-Nozes, L’Arlésienne e Carmen de Roland Petit,  Romeu e Julieta de John Cranko e O Espectro da Rosa de Fokine. Márcia é Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio desde 2007, apresentando-se em todas as temporadas da Companhia, representando o BTM em Galas Nacionais e Internacionais, e com presença constante, como convidada, em companhias de dança de todo o Brasil.

Karen Mesquita

Carioca, Karen iniciou seus estudos de dança aos três anos de idade no Grupo Cultural de Dança Ilha, concluindo-os em 2006. No mesmo ano ingressou na Akademie des Tanzes Mannheim e fez parte do corpo de baile da Badisches Staattheater Karlsruhe-Alemanha.  Fez parte da Cia. Brasileira de Ballet, participando de temporadas em São Paulo, Minas Gerais e Mônaco. Em 2010 entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participando como solista dos ballets de repertório da Companhia e em obras de coreógrafos consagrados. Em 2012 Karen foi promovida a Primeira Solista. Participa de galas ao redor do país, como convidada, jurada, ministrando workshops entre outras atividades correlatas à dança.

Alef Albert

Natural do Piauí iniciou seus estudos de dança aos 15 anos na Escola de Ballet Helly Batista, no ano de 2008, e formou-se no The Harid Conservatory – Florida – EUA.  Recebeu várias premiações em Festivais Nacionais e internacionais.  Integrou a Especial Academia de Ballet em São Paulo, onde em sua Companhia, aprimorou seus dotes artísticos e técnicos. Entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2014 e desde então vem se destacando como Solista nos ballets de repertório da Companhia.

Cícero Gomes

Formado na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, no Rio, Cícero Gomes tem passagens pela Escola de Dança da Ópera de Vienna e Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet. Seu nome está na Calçada da Fama do Festival de Joinville, onde conquistou prêmio de melhor bailarino em 2005. Trabalhou na Cia. Jovem de Ballet do RJ. Bailarino Solista do Theatro Municipal desde 2007 estreou em O Lago dos Cisnes, no papel de Bobo da Corte, obtendo sucesso de público e crítica nos papéis principais das temporadas, incluindo Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Romeu e Julieta, Onegin, L’Arlésienne de Roland Petit e Le Spectre de la Rose de Fokine. Convidado em Galas de Dança no Brasil e América Latina. Trabalhou com nomes de peso do cenário mundial da dança.

Filipe Moreira

Paulistano, iniciou seus estudos de dança clássica no Núcleo de Dança de São Paulo. Em 2003 ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se e vindo a dançar todos os primeiros papéis dos ballets de repertório da Companhia como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica, Onegin, Romeu e Julieta, Carmen e La Bayadère. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em Galas Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala de Miami. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dada a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa.

Moacir Emanoel

Paranaense de Maringá, Moacir estudou na Escola do Teatro Guaíra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, e na Cia. Brasileira de Ballet, no Rio. Também aperfeiçoou sua técnica em cursos com importantes coreógrafos, a exemplo de Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, Mário Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Recebeu diversas premiações em Festivais no Brasil e na Europa. Apresenta-se em eventos pelo Brasil ao lado de grandes nomes da dança como Ana Botafogo, Marianela Nuñez e Thiago Soares. Desde 2010, integra o Ballet do Theatro Municipal RJ, apresentando-se com destaque como solista nos ballets Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) e nos primeiros papéis de O Quebra-Nozes (Príncipe das Neves), na versão de Dalal Achcar, e L’Arlésienne (Frédéri).

Colaboração de ascom

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