Cuba e EUA: embaixadas sim, difícil será ter um embaixador

Diário de Notícias|Susana SalvadorHoje

Obama esteve na quinta-feira na Ermida da Caridade, em Miami, dedicado à santa padroeira de Cuba
Obama esteve na quinta-feira na Ermida da Caridade, em Miami, dedicado à santa padroeira de CubaFotografia © Reuters/Kevin Lamarque

Washington retirou a ilha da lista dos países que apoiam o terrorismo. Congresso norte-americano deverá criar entraves no próximo passo do restabelecimento das relações

O Congresso norte-americano, dominado pelos republicanos, não se opôs à retirada de Cuba da lista dos estados que apoiam o terrorismo. Mas terá uma palavra a dizer no próximo passo do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, cortadas há mais de meio século. Washington e Havana já tiveram quatro rondas de negociações que devem culminar em breve no anúncio da reabertura das embaixadas, mas o Senado poderá travar a confirmação do nome do embaixador, deixando a representação dos EUA em Havana ao nível do encarregado de negócios.

A 14 de abril, o presidente norte-americano, Barack Obama, notificou o Congresso da intenção de retirar Cuba da lista dos países que apoiam o terrorismo com base num relatório do Departamento de Estado. A decisão vinha no seguimento do anúncio, a 17 de dezembro, do início do diálogo com Havana para o restabelecimento das relações. E do encontro histórico de Obama com o líder cubano, Raúl Castro, a 11 de abril, à margem da Cimeira das Américas, no Panamá.

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