Setor lidera contratações

Análise baseada nos números do Caged mostra Mato Grosso com melhor saldo de novas vagas

Diário de Cuiabá

Construção Civil é, pela segunda vez em 2015, o maior gerador de novas vagas no Estado e no país

Pela segunda vez em 2015, Mato Grosso é líder no ranking nacional de contratações de trabalhadores nos canteiros de obras do país. O Estado fechou o mês de abril com a criação de 816 postos de trabalho com carteira assinada. O saldo positivo é o resultado da movimentação no período que registrou 4.833 admissões para 4.017 demissões.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mensalmente. Abril registrou o pior desempenho para o mês, desde 2003, ao eliminar mais de 3,2 mil trabalhadores do mercado formal mato-grossense. A performance estadual foi a única negativa observada na região Centro-Oeste, no período.

Dos oito setores da atividade econômica observados pelo MTE, seis demitiram mais que contrataram. Os setores de atividade que mais contribuíram para este resultado foram a agropecuária (-2.744 postos, devido às atividades ligadas ao cultivo de soja: -3.268 postos) e o comércio (-1.014 postos). Entre os dois empregadores do mês, o segmento único de peso no nível de empregabilidade foi a construção civil.

Como destaca o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Cezário Siqueira Gonçalves Neto, os dados de Mato Grosso estão, positivamente, na contramão do país, já que no mesmo período de comparação, a construção civil fechou no vermelho, eliminando mais de 23 mil postos de o que representa uma variação de – 0,77%: foram 163.471 contratações e 186.519 demissões. “No Brasil, apenas quatro Estados tiveram saldo positivo no mês de abril: Santa Catarina (0,37%), Rio Grande do Sul (0,24%) e Alagoas (0,28%), além de Mato Grosso com expansão de 1,53%. Todos os demais amargaram mais demissões do que contratações”.

Com variação de 0,09% e saldo de 212 vagas no Centro-Oeste, o desempenho de Mato Grosso tirou a região do vermelho, uma vez que os demais estados apresentaram taxas negativas: MS (-0,02%), GO (-0,37%) e no DF (-0,39%).

2015 – No acumulado do ano (de janeiro a abril), com 590 vagas, o saldo em Mato Grosso ainda é positivo com variação de 1,11%: 19.912 admissões e 19.322 demissões. Porém, nos últimos 12 meses (abril de 2015 a abril de 2014), o Estado apresenta um saldo de 6.896 postos a menos de trabalhos: 63.308 contratações para 70.204 demissões, variação de -11,38%.

“Os indicadores do acumulado dos últimos 12 meses carregam os reflexos das demissões provocadas pelo término de obras de mobilidade urbana da Copa de 2014, em Cuiabá, ou mesmo do fim do contrato com o governo do Estado. De qualquer forma, o cenário mostra que nosso mercado continua aquecido apesar das restrições ao crédito imobiliário em nível nacional. Por outro lado, acreditamos que se não fossem problemas de viabilidade de acesso à água e ao esgoto, o cenário poderia ser ainda melhor”, avalia Cezário, ao se referir aos problemas do setor com a CAB Cuiabá, que impõe restrições aos empresários para levar água e esgoto a novos empreendimentos imobiliários da Capital.

REPLAY – Mato Grosso já havia sido campeão nacional no saldo de empregos no mês de fevereiro deste ano, com saldo 369 contratações e variação de 0,70%. No mês de março de 2015, ocupou a segunda colocação em saldos de empregos (172) com variação 0,32%, só perdendo para Santa Catarina, que apresentou saldo de 415 vagas (0,35%). (Com assessoria)

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