A estrela da Globo que se isolou do mundo

Diário de Notícias|João Almeida Moreira|São PauloHoje

Ana Paula Arósio irá mesmo estar presente na pré-estreia do seu último filme no Rio de Janeiro? A imprensa brasileira tem razões para duvidar
Ana Paula Arósio irá mesmo estar presente na pré-estreia do seu último filme no Rio de Janeiro? A imprensa brasileira tem razões para duvidar

Ana Paula Arósio, estrela de televisão de 39 anos, vive reclusa numa quinta a 250 quilómetros de São Paulo desde 2010. Já cancelou participações em novelas e fugiu de gravações de filmes.

O filme A Floresta Que Se Move, uma adaptação livre do clássico Macbeth assinada pelo realizador Vinícius Coimbra, tem pré-estreia marcada para o Festival do Rio de Janeiro, em outubro. Esta notícia mereceria um canto de página na imprensa brasileira. No entanto é manchete de revistas de celebridades e de suplementos de cultura de jornais. Porquê? Porque, acrescentou o realizador, a protagonista Ana Paula Arósio estará no Rio a promover o seu último trabalho.

A mesma imprensa que destaca a notícia tem razões para duvidar dela. Já em novembro do ano passado, Arósio, que soma 20 trabalhos em televisão, entre eles a série Hilda Furacão, que a tornou famosa, sete filmes, cinco peças de teatro e seis prémios, gravou um spot de nove segundos no Fantástico, um dos principais programas da TV Globo, a anunciar o seu regresso ao trabalho no filme de Coimbra. Depois, o realizador passou meses sem conseguir falar com a atriz. “O assédio foi forte de mais e ela isolou-se”, explicou à imprensa.

Quatro anos antes, a TV Globo começou a gravar cenas da telenovela Insensato Coração com Arósio como protagonista. À última hora, ela cancelou o contrato, que duraria até este ano, e eclipsou-se. Ficou reclusa cinco anos até aparecer no tal spot do Fantástico e se recolher novamente.

“Apertei a mão a Bin Laden, mas não sou terrorista”

Diário de Notícias|Rui Pedro AntunesHoje

"Apertei a mão a Bin Laden, mas  não sou terrorista"
Fotografia © Orlando Almeida/Global Imagens

Um dos dois ex-prisioneiros a residir em Portugal, Moammar Badawi Dokhan, conta como aderiu aos talibãs e confessa ter estado com Bin Laden. Garante que não é (nem foi) terrorista nem nunca matou ninguém. Esteve preso sem julgamento

Em plena Avenida da Liberdade, em Lisboa, Moammar Badawi Dokhan dá um firme aperto de mão: “Foi assim que apertei a mão a Osama bin Laden. É verdade que estive com ele algum tempo, mas nunca o admiti em Guantánamo Bay, senão nunca mais tinha saído de lá.”

Num tom calmo, conta uma vida com três momentos críticos: a adesão aos talibãs afegãos, o cativeiro em Guantánamo e o tempo em Portugal. Num português com cadência árabe, repete três palavras, o seu seguro de vida: “Não sou terrorista.”

A primeira dessas vidas é contada hoje e pode ser lida na edição impressa ou no e-paper do DN, num trabalho que continua na edição de domingo e segunda-feira.

O sírio é um dos dois ex-detidos de Guantánamo acolhidos por Portugal, após um “pedido expresso” – como disse então o Ministério da Administração Interna (MAI) – da Administração Obama. Moammar Dokhan, o detido 317, chegou a Portugal com 36 anos, a 28 de agosto de 2009, onde foi “restituído à liberdade”.

Na prisão, Dokhan admitiu tudo. Ser talibã. Ser jihadista. “Fui torturado. Levei choques. E a minha raiva só aumentou”, diz ao DN. Mas as acusações – sem julgamento, sem provas – parecem ter sido esbatidas no tempo. Quando chegou a Portugal, o comunicado do MAI garantia: os ex-detidos “não são objeto de qualquer acusação, são pessoas livres e estão a viver em residências cedidas pelo Estado, que está a desenvolver as diligências tendentes à sua integração na sociedade portuguesa”.

A situação tinha tudo para correr bem. Mas não correu. Moammar é duro nas palavras: “Não sou terrorista, mas o governo português trata-me como tal.”

Paul McCartney deixou de fumar maconha para não dar mau exemplo aos netos

‘Ao invés de fumar um baseado, agora tomo uma taça de vinho ou uma boa margarita’, afirmou o cantor

EFE

Inglaterra – O ex-Beatle Paul McCartney, que foi preso no Japão nos anos 80 por posse de maconha, já não fuma a erva para “não dar mau exemplo” aos seus filhos e netos, segundo confessou em entrevista ao jornal “The Daily Mirror”.

Músico passou dez noites em uma prisão japonesa antes de ser libertado

Foto:  Ag. News

O músico, de 72 anos, assegura que “há muito tempo” não fuma um “baseado” e explica que agora prefere relaxar com uma taça de vinho. “Já não faço. Por quê? A verdade é que não quero dar um mau exemplo para meus filhos e netos. Agora é uma questão de paternidade”, declara.

“Antes, eu era simplesmente um tipo que andava por Londres e as crianças eram pequenas, portanto o que tentava era não fazer diante deles”, afirmou na entrevista ao jornal. “Ao invés de fumar um baseado, agora tomo uma taça de vinho ou uma boa margarita. A última vez que fumei foi há muito tempo”, assegura.

De acordo com Paul, foi o cantor americano Bob Dylan que lhe apresentou a maconha em agosto de 1964. Sua predileção pela droga chegou às manchetes dos jornais em janeiro de 1980, quando o músico foi detido no Japão depois que os agentes alfandegários descobriram que Paul portava 225 gramas de erva em sua bagagem.

O músico passou dez noites em uma prisão japonesa antes de ser libertado e deportado, graças à pressão de seus admiradores. Seu consumo regular de canabis também foi utilizado como argumento por sua ex-esposa Heather Mills durante a audiência de divórcio em 2008.

Na entrevista ao jornal, o ex-Beatle, pai de cinco filhos e avô de oito, explica também o segredo de seu saudável aspecto físico. Assim, segundo detalha, vai quase que diariamente à academia, exercita sua flexibilidade durante vários minutos e utiliza o creme hidratante de sua terceira esposa, Nancy, de 55 anos, com quem se casou em 2011.

A cerveja da cuiabanidade

Anselmo Carvalho e Rodrigo Vargas se afirmam como cervejeiros produzindo a Benedita, sucesso nos bares e também nos supermercados

DIÁRIO DE CUIABÁ|JOÃO BOSQUO

“Será a Benedita, a cerveja cuiabana?” Será ela a concretização daquele sonho que empresários pioneiros que desejavam um produto nosso, genuíno, que se cotizaram para empreender a Cia Cervejaria Cuiabana, mas não conseguiram realizar?

Não. A Cerveja Benedita não é nenhum projeto megalomaníaco de cuiabanos. Mas tão somente a proposta de dois jovens jornalistas, Anselmo Carvalho Pinto e Rodrigo Vargas, que gostam de cervejas especiais e, de tanto conversar sobre o assunto, um dia resolveram comprar em sociedade um desses kits de fazer cerveja caseira que se vende na internet.

De posse do kit, partiram para as experiências mais diversas, com ideias sofisticadas, como a de acrescentar um ingrediente nosso, da terra, genuinamente cuiabano. Coisa, claro, que nem de longe passou pela cabeça de Arquimedes Pereira Lima, empresário e também jornalista, fundador daquela cervejaria ainda hoje ativa às margens da avenida que leva seu nome, na entrada do Recanto dos Pássaros, que desejava apenas fazer a sua fábrica, beber a sua gelada e lucrar algum dinheiro. Dizem que a fábrica, hoje sob a grife Heineken, pertenceria a uma subsidiária do conglomerado do megamilionário Bill Gates.

A fabricação de cerveja caseira não tem tanto segredos assim. O ‘artesão’ hoje em dia já não precisa quebrar a cabeça. Rodrigo lembra que, em Cuiabá, até existe uma associação de cervejeiros e lá todos compartilham experiências e as eventuais dúvidas, no rumo da gostosa fabricação.

O inédito, como já foi bem dito, foi a busca de agregar alguma particularidade para diferenciar das outras cervejas que circulam nesse cada vez mais amplo mercado cervejeiro. Uma das experiências foi com o pixé – paçoca de amendoim torrado – e assim se chegou ao furrundu e ao acerto da receita.

Além disso, os dois amigos queriam tão somente fazer uma cerveja artesanal com ‘cara’ de cerveja para poder sentar à mesa com os amigos e saborear aquele líquido preparado pelas próprias mãos. A ideia do nome foi do Rodrigo – aponta Anselmo, que se diz apenas ‘operador das panelas’ – como de toda a estratégia de marketing. O DNA do nome, sim, vem de São Benedito, o Mouro. Benedito, não podia, porque era cerveja, no feminino, daí para Benedita foi um pulo.

“Desde a primeira leva a gente queria que ela tivesse uma cara de cerveja comercial, sem pensar em vender, mesmo porque não era esse o nosso objetivo e ninguém esperava acontecer o que aconteceu”, relata Rodrigo.

Todos, sem exceção, todos que beberam as sucessivas variações das cervejas só incentivavam para o aumento da produção. O que os dois sócios da Benedita pediam aos degustadores era que postassem nas redes sociais as suas impressões, de preferência com fotos. Isso foi fundamental para que a marca se firmasse e chegasse aos mais diferentes segmentos e promoveu, com certeza, a curiosidade de outros apreciadores de cerveja.

A primeira produção, segundo Rodrigo Vargas, foi a trivial cerveja pilsen. “Deu certo, vamos para outra” e se chegou à cerveja escura e se optou por ela e vieram novas experiências até se chegar à receita da Benedita com furrundu.

A cerveja Benedita Furrundu Stout – segundo seus criadores – é produzida com puro malte de cevada e furrundu (tradicional doce cuiabano feito de mamão, rapadura e gengibre) e essa mistura é que desperta a curiosidade nos apaixonados pela bebida e garante o jeito cuiabano de ser cerveja

A princípio, poderia se pensar que essa combinação malte, lúpulo e doce resultaria numa cerveja doce, ao contrário. Segundo os cervejeiros Anselmo e Rodrigo, a função do doce na receita é contribuir para a formação de álcool, no aroma de rapadura e gengibre e no gosto residual. “Na verdade, é uma cerveja com um certo amargor. Nada muito forte”, explica Rodrigo.

A industrialização foi quase que uma imposição do mercado. A estratégia do marketing viral deu certo e as pessoas começaram a conhecer a Benedita pessoalmente mas não encontravam nas prateleiras dos mercados. E partiu-se para o investimento de se fazer a produção de industrial em parceria com a Cervejaria Invicta de Ribeirão Preto (SP). Explica-se: a cerveja caseira não pode ser comercializada. O processo de terceirização, nesse ramo é mais comum que se possa imaginar, segundo Anselmo.

“A fórmula é nossa e a supervisão pessoal, dentro da fábrica, foi de Rodrigo”, diz Anselmo. Os ingredientes tradicionais são da própria indústria, Rodrigo viajou, daqui pra lá com 60 quilos de furrundu muito bem acondicionados.

A produção na mão e veio a distribuição. Também foi terceirizada em parceria com a Única Bebidas, uma empresa especializada em distribuição de cervejas especiais. Por meio dela chegou-se às gôndolas do Big Lar, uma das maiores redes de supermercado da Grande Cuiabá, que comercializou praticamente um terço de toda a produção.

Depois da primeira edição, nesse final de maio está chegando a segunda edição da Benedita. A diferença é que nesta o rotulo já traz a premiação Medalha de Bronze obtida no Concurso Brasileiro de Cervejas, que também serviu de ânimo aos sócios. Os dois estão, quando muito empatando o dinheiro, mas sonham com um sucesso mais aplumado que possa gerar algum lucro. Quem sabe uma nova cervejaria. Será a Benedita? Não sabemos.

Setor lidera contratações

Análise baseada nos números do Caged mostra Mato Grosso com melhor saldo de novas vagas

Diário de Cuiabá

Construção Civil é, pela segunda vez em 2015, o maior gerador de novas vagas no Estado e no país

Pela segunda vez em 2015, Mato Grosso é líder no ranking nacional de contratações de trabalhadores nos canteiros de obras do país. O Estado fechou o mês de abril com a criação de 816 postos de trabalho com carteira assinada. O saldo positivo é o resultado da movimentação no período que registrou 4.833 admissões para 4.017 demissões.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mensalmente. Abril registrou o pior desempenho para o mês, desde 2003, ao eliminar mais de 3,2 mil trabalhadores do mercado formal mato-grossense. A performance estadual foi a única negativa observada na região Centro-Oeste, no período.

Dos oito setores da atividade econômica observados pelo MTE, seis demitiram mais que contrataram. Os setores de atividade que mais contribuíram para este resultado foram a agropecuária (-2.744 postos, devido às atividades ligadas ao cultivo de soja: -3.268 postos) e o comércio (-1.014 postos). Entre os dois empregadores do mês, o segmento único de peso no nível de empregabilidade foi a construção civil.

Como destaca o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Cezário Siqueira Gonçalves Neto, os dados de Mato Grosso estão, positivamente, na contramão do país, já que no mesmo período de comparação, a construção civil fechou no vermelho, eliminando mais de 23 mil postos de o que representa uma variação de – 0,77%: foram 163.471 contratações e 186.519 demissões. “No Brasil, apenas quatro Estados tiveram saldo positivo no mês de abril: Santa Catarina (0,37%), Rio Grande do Sul (0,24%) e Alagoas (0,28%), além de Mato Grosso com expansão de 1,53%. Todos os demais amargaram mais demissões do que contratações”.

Com variação de 0,09% e saldo de 212 vagas no Centro-Oeste, o desempenho de Mato Grosso tirou a região do vermelho, uma vez que os demais estados apresentaram taxas negativas: MS (-0,02%), GO (-0,37%) e no DF (-0,39%).

2015 – No acumulado do ano (de janeiro a abril), com 590 vagas, o saldo em Mato Grosso ainda é positivo com variação de 1,11%: 19.912 admissões e 19.322 demissões. Porém, nos últimos 12 meses (abril de 2015 a abril de 2014), o Estado apresenta um saldo de 6.896 postos a menos de trabalhos: 63.308 contratações para 70.204 demissões, variação de -11,38%.

“Os indicadores do acumulado dos últimos 12 meses carregam os reflexos das demissões provocadas pelo término de obras de mobilidade urbana da Copa de 2014, em Cuiabá, ou mesmo do fim do contrato com o governo do Estado. De qualquer forma, o cenário mostra que nosso mercado continua aquecido apesar das restrições ao crédito imobiliário em nível nacional. Por outro lado, acreditamos que se não fossem problemas de viabilidade de acesso à água e ao esgoto, o cenário poderia ser ainda melhor”, avalia Cezário, ao se referir aos problemas do setor com a CAB Cuiabá, que impõe restrições aos empresários para levar água e esgoto a novos empreendimentos imobiliários da Capital.

REPLAY – Mato Grosso já havia sido campeão nacional no saldo de empregos no mês de fevereiro deste ano, com saldo 369 contratações e variação de 0,70%. No mês de março de 2015, ocupou a segunda colocação em saldos de empregos (172) com variação 0,32%, só perdendo para Santa Catarina, que apresentou saldo de 415 vagas (0,35%). (Com assessoria)

Preso acusado de comandar terror contra estudantes

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CEM: internado deverá receber mais quatro acusados em breve

A polícia prendeu ontem Adão José de Sousa, 40 anos, acusado de ser o mentor do estupro de quatro garotas, em Castelo do Piauí, a 190 km ao norte de Teresina. Ele foi preso quando se deslocava em um mototáxi para Campo Maior. O suspeito estava armado e com uma mochila. O crime foi praticado na quarta-feira (27).

Os quatro adolescentes acusados de estuprar e torturar quatro garotas na cidade de Castelo do Piauí foram transferidos na noite de anteontem para Teresina. Eles foram levados para o Centro de Internação onde deverão ficar até a Justiça decidir se os encaminha ou não para uma das unidades de internação na Capital, como Centro Educacional Masculino (CEM), no Itaperu, zona Norte de Teresina.
Os acusados tinham sido transferidos de Castelo do Piauí para a cidade de Campo Maior,  há cerca de 100 quilômetros por motivos de segurança, mas após serem interrogados e terem confessado a participação no estupro coletivo das quatro adolescentes e vão responder pelos crimes de estupro, homicídio tentado e associação criminosa.
O interrogatório e os demais  trabalhos foram feitos no cartório da 5ª Delegacia Regional de Polícia sediada em  Campo Maior, pelo escrivão Baker Martins, sob o comando do delegado Willame Moraes, gerente de Polícia do Interior. As informações são do portaldecampomaior.
As apreensões foram comunicadas a Justiça das cidades de Castelo e de Campo Maior. A| transferência de Campo Maior também foi por questões de segurança. O Núcleo de Inteligência da Polícia Civil fez, por volta das 20 horas.
PENA – A sequencia de crimes praticados contra as estudantes está levando a uma grande discussão no Esdado sobre o que deve acontecer com os quatro acusados que são menores de idade. Ontem, o   promotor da 2ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, Mauricio Verdejo, disse que defenderá a extensão da medida socioeducativa que será determinada aos adolescentes suspeitos de praticar o estupro coletivo em Castelo , a 190 Km de Teresina.
Para ele, os adolescentes devem permanecer como internos mesmo após o cumprimento das medidas socioeducativas por três anos como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Verdejo disse que tomará como base uma decisão da justiça paulista determinando a permanência de Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, em uma Unidade Experimental de Saúde. Ele é acusado de matar o casal Felipe e Liana em 2003. Na época, Champinha tinha 16 anos e foi internado na extinta Febem, atual Fundação Casa. Após ficar três anos cumprindo medidas socioeducativas ele permaneceu internado.
“Eu defendo uma medida mais severa para estes menores. Não podemos aceitar que os quatro adolescentes fiquem apenas três anos internados. Ficarei responsável por fiscalizar a medida. Por isso, vou solicitar a permanência dele no Centro Educacional Masculino por mais tempo”, declarou. O promotor explicou que a ampliação da medida só poderá ocorrer mediante a realização de exames que comprovem o risco da sociedade em convivercom adolescentes capazes de cometer um ato transgressor.

Quatro jovens são estupradas e espancadas no interior do Piauí

De acordo com a polícia local, três menores de idade suspeitos de terem praticado o estupro coletivo foram apreendidos. Os agentes buscam ainda um adolescente e outro maior de idade

iG – O Dia

Quatro jovens que teriam saído de casa para tirar fotos em um ponto turístico no interior do Piauí foram brutalmente agredidas, estupradas e depois amarradas no final da tarde desta quarta-feira. De acordo com as polícias civil e militar, elas foram rendidas por cinco homens. Até o momento não há informações oficiais sobre onde teria sido o local do crime.

Segundo informações, as quatro foram encontradas desacordadas, com graves ferimentos pelo corpo e levadas para o hospital da cidade. As adolescentes tiveram que ser transferidas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) por conta da gravidade do caso.

A assessoria de imprensa do hospital relatou que as vítimas são duas garotas de 17 anos, uma de 16 e outra de apenas 15 anos. O HUT informou ainda que duas delas passaram por cirurgia e seguem em estado grave. Uma das jovens está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com a polícia local, três menores de idade suspeitos de terem praticado o estupro coletivo foram apreendidos na manhã desta quinta-feira e estão na delegacia de Castelo do Piauí. A polícia ainda busca outros dois suspeitos, um adolescente e outro maior de idade.

Os menores apreendidos vão ser conduzidos para a delegacia de Campo Maior, onde serão autuados. O delegado geral confirmou que as meninas foram agredidas, amarradas e violentadas.

Vários populares se aglomeraram na porta da delegacia, ainda na noite desta quarta-feira, e chegaram a atear fogo em pneus em protesto pela falta de segurança.

Chefe do Silk Road, site que vendia drogas, é condenado a prisão perpétua

Ross William Ulbricht foi condenado em fevereiro por um tribunal federal, mas só hoje soube da prisão perpétua

iG São Paulo

30/05/2015
Foto: Página de Ross Ulbricht no Google+
Ulbricht foi acusado de controlar o site Silk Road sob o codinome de Dread Pirate Roberts e agora sentenciado a prisão perpétua

Nessa sexta-feira (29.05), Ross William Ulbricht, 31 anos, o homem que criou o site de tráfico de drogas online Silk Road, foi setenciado a passar o resto da sua vida na prisão segundo informações da rede NBC New York.

Ulbricht foi condenado em fevereiro por um tribunal federal dos Estados Unidos, mas só hoje soube da prisão perpétua. Ele foi condenado por sete acusações que vão desde venda de drogas até conspiração, incluíndo crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e formação de quadrilha, por um júri que deliberou por apenas três horas.

Até a decisão final, Ulbricht apelava por sua liberdade, dizendo ser um homem mudado. Em uma carta enviada ao juíza distrital Katherine Forrest, Ulbricht disse que lamentava o que ele chama de uma “ideia muito ingênua e cara.”

Ele disse que arruinou sua vida e destruiu seu futuro por aquilo que ele agora chama de “erro terrível”, e prometeu deixar de ser um risco e um rebelde se a ele fosse dado algo menos do que a sentença de prisão perpétua recomendada pelo departamento da prisão preventiva.

“Por favor, deixe uma pequena luz no fim do túnel, uma desculpa para eu me manter saudável, uma desculpa para sonhar com dias melhores, e uma chance de me redimir no mundo livre antes de eu conhecer meu criador”, escreveu ele.

Os promotores, no entanto, pediu uma sentença substancialmente maior do que os vinte anos que são o mínimo obrigatório, dizendo que Ulbricht estava envolvido em uma nova maneira de usar a internet para minar a lei e facilitar transações criminosas. O hacker foi preso em uma biblioteca de São Francisco em 2013, dois anos após o lançamento de Silk Road.

Os promotores disseram que Ulbricht ganhou mais de US$ 18 milhões em bitcoin operando um site com milhares de anúncios em categorias como “Cannabis”, ” Psychedelics” e “estimulantes “. Além disso, eles afirmam que o site intermediou mais de um milhão negócios de droga no valor de US$ 213 milhões.

Para apoiar a sentença, promotores disseram que o tráfico de narcóticos facilitado pelo site de Ulbricht resultou em pelo menos seis mortes relacionadas com a droga, incluindo um funcionário da Microsoft de 27 anos e um menino de 16 anos, em Perth, na Austrália.

Eles também disseram que, pelo site, pessoas solicitaram assassinatos múltiplos para matadores de aluguel, embora as autoridades não tenham encontrado nenhuma evidência de que alguém foi morto.

“O site permitiu que milhares de traficantes de drogas expandissem seus mercados, da calçada ao ciberespaço, e, assim, chegassem a inúmeros clientes que eles nunca poderiam ter encontrado na rua. A consequência foi aumentar enormemente o acesso a drogas ilícitas”

Manual mostra à Imprensa como funciona o Ministério Público

O manual foi entregue à Tribuna da Bahia

30/05/2015
Foto: Romildo de Jesus
Walter Pinheiro, presidente da Tribuna, e o procurador Márcio Fahel
Walter Pinheiro, presidente da Tribuna, e o procurador Márcio Fahel

Visando uma maior aproximação com os veículos de comunicação do estado, o procurador geral do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Márcio Fahel, visitou a sede da Tribuna da Bahia, na manhã de ontem, onde foi recebido pelo presidente da publicação, Walter Pinheiro. Na ocasião o chefe da instituição apresentou um manual dirigido aos jornalistas sobre o trabalho realizado pelo MP.

Nele, a imprensa terá uma maior noção sobre o funcionamento do Ministério Público, através de itens como a organização, os órgãos que o compõem, áreas de atuação, atores, fases do processo penal, além de termos, expressões que são corriqueiramente utilizadas, além dos instrumentos judiciais e extrajudiciais utilizados tais como ações cautelares, ação civil pública, notícia-crime e Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

“Penso que a nossa relação com a imprensa tem que ser sempre saudável, deve ser cada vez mais aprimorado e dar a garantia das liberdades. Além disso, reconhecermos que o integrante do Ministério Público deve falar de forma bastante compreensível junto à população, que uma linguagem que o jornalista normalmente já utiliza”, destacou Fahel.

Além disso, ele salientou que a cultura de que os conhecedores da lei têm o poder da verdade em relação às demais pessoas tem que acabar.

Já o presidente da TB, Walter Pinheiro, enalteceu o fato de estar havendo uma maior integração entre a imprensa e os órgãos que representam a justiça brasileira, voltou a comentar do encontro realizado, na última semana, entre jornalistas e magistrados, em que foram debatidos a atuação e o papel social dos dois segmentos e aproveitou o momento para convidar, tanto o MP, quanto a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia (OAB-Ba), para entrarem nas discussões.

“Nós nos sentimos honrados e felizes com esse processo de integração cada vez maior. A importância que o Ministério Público tem com relação ao fortalecimento da cidadania e no cumprimento das normas constitucionais é muito grande. Eles são vistos como a tábua de salvação da comunidade. Acredito que este será o primeiro de muitos encontros para que as missões de ambas as instituições sejam cumpridas”, disse Pinheiro.

Além da entrega do Manual, os dois conversaram sobre temas importantes da política brasileira, da economia e da excessiva judicialização do jornalismo.

Outro ponto da conversa foi sobre a atuação do MP com relação à morte de 12 homens após uma ação policial no bairro do Cabula, em fevereiro deste ano. O procurador-geral disse que a tramitação já foi iniciada, os detalhes serão submetidos ao processo judicial adequado e, no momento devido, o Judiciário vai trazer o resultado dos fatos.

Desmatamento da Mata Atlântica cai

São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo, Alagoas, Rio, Sergipe e Paraíba foram os estados que apresentaram desmatamentos menores do que 100 hectares

Portal Brasil

30/05/2015

Novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apontaram uma queda de 24% no desmatamento da região.

Baseado na análise de imagens de satélites, o estudo registrou, no período de 2013 a 2014, desmatamento de 18.267 hectares (ha), ou 183 quilômetros quadrados (km²), nos 17 estados do bioma. O período de análise anterior (2012-2013) registrou 23.948 ha.

Dos 17 estados da Mata Atlântica, nove apresentaram desmatamentos menores do que 100 hectares, o equivalente a 1 km². São Paulo teve desmatamento de 61 hectares.

Em seguida vem Rio Grande do Sul (40 ha), Pernambuco (32 ha), Goiás (25 ha), Espírito Santo (20 ha), Alagoas (14 ha), Rio de Janeiro (12 ha), Sergipe (10 ha) e Paraíba (6 ha).

Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, que em outras edições do Atlas já lideraram o ranking dos maiores desmatadores da Mata Atlântica, apresentaram melhores resultados no atual levantamento, mas ainda merecem atenção.

Quarto do ranking deste ano, o Paraná perdeu 921 ha de florestas nativas no período 2013-2014, queda de 57% em relação ao ano anterior, quando foram desmatados 2.126 ha.

Os principais focos de desmate aconteceram na região centro-sul e também na divisa com Santa Catarina, quinto lugar no ranking, com 692 ha de áreas desmatadas.

Já Mato Grosso do Sul, importante produtor agrícola, ficou em sétimo lugar, com 527 ha desmatados.

Campeão de desmatamento

Nesta edição do estudo, Piauí foi o Estado campeão de desmatamento, com 5.626 ha. Um único município piauiense, Eliseu Martins, foi responsável por 23% do total dos desflorestamentos observados no período, com 4.287 ha.

É o segundo ano consecutivo em que o Atlas observa padrão de desmatamento nos municípios ao sul do Piauí. No período anterior, entre 2012 e 2013, foram desmatados 6.633 ha em municípios da mesma região, com destaque para Manoel Emídio (3.164 ha) e Alvorada do Gurguéia (2.460 ha).

Para a diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, coordenadora do Atlas pela organização, esses dados são importantes para reforçar o debate sobre a proteção da Mata Atlântica no Piauí.

“Essa é uma importante região de fronteira agrícola e uma área de transição entre a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga, o que acende discussões sobre seu grau de proteção. No entanto, são áreas incluídas no Mapa de Aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/06), que protege seus ecossistemas associados e deve ser cumprida”.

No oeste da Bahia está o segundo município com maior registro de desmatamento no período – Baianópolis, com 1.522 ha. Com 4.672 ha desmatados, a Bahia foi o terceiro Estado que mais desmatou o bioma entre 2013 e 2014.

Apesar da posição de segundo Estado que mais desmatou a floresta entre 2013-2014, com 5.608 ha, Minas Gerais reduziu em 34% o desmatamento se comparado ao período anterior.

Mangue e Restinga

No período de 2013 a 2014 não foi identificada, pela escala adotada, supressão da vegetação de mangue. Na Mata Atlântica as áreas de manguezais correspondem a 231.051 ha.

Bahia (62.638 ha), Paraná (33.403 ha), São Paulo (25.891 ha) e Sergipe (22.959 ha) são os Estados que possuem as maiores extensões de mangue.

Já a supressão de vegetação de restinga foi de 309 ha. O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 193 ha, seguido do Piauí (47 ha), Paraíba (29 ha), São Paulo (28 ha), Bahia (6 ha) e Paraná (6 ha).
A vegetação de restinga na Mata Atlântica equivale a 641.284 ha. São Paulo possui a maior extensão (206.698 ha), seguido do Paraná (99.876 ha) e Santa Catarina (76.016 ha).