Alcoa anuncia fechamento de unidade de fundição de alumínio em Minas

Segundo a empresa, não houve demissões na fábrica que fica em Poços de Caldas. Sindicato disse que não foi comunicado sobre o fechamento

30/06/2015

Estado de Minas|Fernanda Borges

Divulgação/ 24/11/2005

A Alcoa, produtora norte-americana de alumínio, anunciou nesta terça-feira o fechamento permanente de sua unidade de fundição de alumínio primário em Poços de Caldas, no Sul de Minas. É a primeira da companhia no Brasil, em funcionamento desde 1965. A produção na unidade de fundição já vinha sendo reduzida desde maio de 2014, quando a empresa anunciou o desligamento das três linhas de produção da fábrica.

Em nota enviada à imprensa, a assessoria da Alcoa informou que a unidade na cidade mineira está com as operações suspensas desde maio de 2014, e as condições de mercado que levaram à redução não melhoraram. “O fechamento da unidade de Poços retira permanentemente uma unidade de alumínio primário de alto custo do sistema da Alcoa e é mais um passo na criação de uma atividade de metais primários mais lucrativa”, afirmou o presidente de Produtos Primários Globais da Alcoa, Bob Wilt, em nota.

Segundo a empresa, com o fechamento da unidade de Poços, a capacidade total de produção da Alcoa neste segmento será reduzida em 96.000 toneladas, caindo para 3,4 milhões de toneladas. Já a mina, a refinaria, a fábrica de alumínio em pó e a casthouse de Poços continuarão operando normalmente.

Em virtude do fechamento, a Alcoa prevê registrar despesas relacionadas à reestruturação no segundo trimestre de 2015 entre US$ 100 milhões e US$ 110 milhões incluídos os impostos, ou US$ 0,08 a US$ 0,09 por ação, sendo que 60% desse valor é não-monetário.

Demissões

Por meio de sua assessoria de imprensa, a multinacional informou que não houve demissões e que os empregados já haviam sido remanejados no ano passado.

Procurado pelo Estado de Minas nesta terça-feira, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Poços de Caldas, Ademir Angelini, disse que não houve acordo e que não foi comunicado oficialmente sobre o fechamento da unidade. O representante informou que uma média de 650 funcionários trabalham nas funções administrativas e de produção na unidade de Poços de Caldas. Segundo ele, em 2014, com a paralisação da produção, 250 trabalhadores foram demitidos. “Novas demissões podem ser feitas e vamos nos posicionar”, garante.

Angelini afirmou que aguarda o levantamento feito a pedido do Ministério Público do trabalho à empresa sobre novas demissões desde novembro, mas a Alcoa ainda não apresentou resposta, segundo ele. “Queremos saber se realmente existe algo que configure demissão em massa para nos posicionar oficialmente”, disse.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s