Boko Haram desmente vitórias recentes da coalizão internacional na Nigéria

Homens que afirmam pertencer ao “Estado Islâmico na África Ocidental”, novo nome do grupo islamita nigeriano Boko Haram, negaram terem sofrido derrotas para a coalizão internacional, em um vídeo divulgado nesta terça-feira.

Neste vídeo de 10 minutos postado no Youtube, no qual não aparece o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, um homem não identificado com o rosto coberto com um lenço diz que, apesar da operação militar lançada em fevereiro por Nigéria, Camarões, Chade e Níger, e das recentes vitórias anunciadas pela coalizão, “quase todo o território ainda está sob controle” do grupo islâmico.

O vídeo leva o logotipo do “Estado Islâmico na África Ocidental” – um novo nome que surgiu após o juramento de lealdade do Boko Haram, no início deste ano, ao grupo Estado Islâmico, que apreendeu grandes faixas de território no Iraque e na Síria.

No último vídeo do Boko Haram, publicado em fevereiro, Abubakar Shekau prometeu atrapalhar a realização das eleições presidenciais e legislativas – uma ameaça que não se concretizou.

O líder do Boko Haram aparece na maioria dos vídeos publicados pelo grupo nos últimos três anos, e sua ausência neste vídeo pode reabrir o debate sobre a sua possível morte.

O exército nigeriano anunciou várias vezes ter matando Shekau, indicando que as pessoas que aparecem nos vídeos não passam de sósias se passando pelo líder islâmico.

O protagonista deste novo vídeo aparece ao lado de duas pick-ups, cercado por quatro homens armados e mascarados. Ele se expressa em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria, e sua mensagem é legendada em inglês e árabe.

“Os exércitos dizem na mídia que capturaram nossas cidades e que atacaram (a floresta) de Sambisa e nos venceram”, diz.

“Eu juro por Allah que estou falando neste momento de Sambisa”, a floresta do estado de Borno (nordeste) e reduto dos islamitas. “Aqui em Sambisa, podemos viajar por quatro ou cinco horas sob a bandeira negra do Islã, de carro ou moto”, acrescenta.

Boko Haram desmente vitórias recentes da coalizão internacional na Nigéria

Homens que afirmam pertencer ao “Estado Islâmico na África Ocidental”, novo nome do grupo islamita nigeriano Boko Haram, negaram terem sofrido derrotas para a coalizão internacional, em um vídeo divulgado nesta terça-feira.

Neste vídeo de 10 minutos postado no Youtube, no qual não aparece o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, um homem não identificado com o rosto coberto com um lenço diz que, apesar da operação militar lançada em fevereiro por Nigéria, Camarões, Chade e Níger, e das recentes vitórias anunciadas pela coalizão, “quase todo o território ainda está sob controle” do grupo islâmico.

O vídeo leva o logotipo do “Estado Islâmico na África Ocidental” – um novo nome que surgiu após o juramento de lealdade do Boko Haram, no início deste ano, ao grupo Estado Islâmico, que apreendeu grandes faixas de território no Iraque e na Síria.

No último vídeo do Boko Haram, publicado em fevereiro, Abubakar Shekau prometeu atrapalhar a realização das eleições presidenciais e legislativas – uma ameaça que não se concretizou.

O líder do Boko Haram aparece na maioria dos vídeos publicados pelo grupo nos últimos três anos, e sua ausência neste vídeo pode reabrir o debate sobre a sua possível morte.

O exército nigeriano anunciou várias vezes ter matando Shekau, indicando que as pessoas que aparecem nos vídeos não passam de sósias se passando pelo líder islâmico.

O protagonista deste novo vídeo aparece ao lado de duas pick-ups, cercado por quatro homens armados e mascarados. Ele se expressa em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria, e sua mensagem é legendada em inglês e árabe.

“Os exércitos dizem na mídia que capturaram nossas cidades e que atacaram (a floresta) de Sambisa e nos venceram”, diz.

“Eu juro por Allah que estou falando neste momento de Sambisa”, a floresta do estado de Borno (nordeste) e reduto dos islamitas. “Aqui em Sambisa, podemos viajar por quatro ou cinco horas sob a bandeira negra do Islã, de carro ou moto”, acrescenta.

Nigéria: Ataque suicida deixa 13 mortos e 24 feridos em mercado 0

Treze pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas em um atentado suicida contra um mercado de carnes em Maiduguri (nordeste), nesta terça-feira, declarou a Cruz Vermelha nigeriana à AFP.

A explosão atingiu a capital do estado de Borno às 13h00 (9h00 de Brasília), no momento em que os vendedores se preparavam para deixar o mercado, declarou um miliciano, Shettima Bulama.

“Estamos tentando separar os restos humanos das carcaças de gado espalhados por todo o canto (…) o suicida escolheu o local mais frequentado do mercado para acionar seus explosivos”, indicou.

O porta-voz da Cruz Vermelha nigeriana, Umar Sadiq declarou em um sms que “13 mortos e 24 feridos” foram transportados a dois hospitais da cidade.

Maiduguri, reduto histórico do Boko Haram – movimento que nasceu no início dos anos 2000 -, já havia sido alvo de disparos de foguetes na madrugada desta terça-feira, assim como no sábado.

Também no sábado, um homem-bomba atacou uma mesquita, matando 26 e ferindo 28 fieis.

O presidente nigeriano Muhammadu Buhari, que foi empossado na sexta-feira, prometeu fazer da luta contra o Boko Haram uma prioridade.

Ele anunciou sua intenção de mudar para Maiduguri o centro de comando do exército encarregado de combater a insurgência, até agora localizado em Abuja, a capital federal (850 km de Maiduguri).

Presidente chilena nega ter autorizado atividades prévias a campanha eleitoral

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, negou nesta terça-feira ter autorizado atividades prévias a sua campanha eleitoral para as eleições de 2013, na qual a justiça investiga se foram cometidos atos ilícitos.

Em uma entrevista à rádio Cooperativa horas antes de viajar à Itália, ao Vaticano, à França e a Bruxelas, Bachelet disse que não instruiu nem autorizou nenhum mecanismo para uma pré-campanha eleitoral.

“Nunca instrui, nem fui informada ou autorizei nenhum mecanismo para uma pré-campanha”, disse a presidente.

Bachelet enfrenta novas críticas por eventuais atos ilícitos durante a arrecadação de fundos eleitorais.

Na semana passada, Giorgio Martelli, um de seus arrecadadores de campanha, depôs como acusado no âmbito de uma investigação por financiamento político ilícito por parte da mineradora Soquimich (SQP), controlada há até pouco tempo pelo ex-genro do ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990).

Martelli é investigado por eventuais crimes tributários associados a sua empresa Asesorías y Negocios (AyN), que a justiça acredita que tenha sido utilizada como fachada para a coleta e distribuição de fundos a vinte assessores próximos de Bachelet, entre eles seu ex-ministro do Interior Rodrigo Peñailillo.

Os pagamentos, de 220 milhões de pesos (360.000 dólares), teriam sido realizados antes de Bachelet oficializar sua intenção de competir novamente pela presidência do Chile em março de 2013.

As datas são relevantes porque a legislação chilena permite a contribuição de empresas às campanhas políticas apenas 90 dias antes das eleições.

“Eu não sabia que os fundos vinham de Martelli. Será muito doloroso se ficar comprovada a contribuição da SQM”, afirmou a presidente.

Sob pressão, Blatter renuncia e convoca nova eleição presidencial na Fifa

Quatro dias após ser reeleito, presidente entrega o cargo em meio à crise da FIFA

ESTADÃO CONTEÚDO

02/06/2015
Uma era acabou no futebol mundial. Vivendo sua pior crise da história, a Fifa anunciou que Joseph Blatter vai convocar nova eleição para o presidente da entidade, apenas quatro dias depois de ter sido eleito para um quinto mandato. Sob forte pressão da polícia, de cartolas, de políticos e patrocinadores, Blatter deixa o poder e novas eleições estão convocadas. Ele ficará como presidente até a nova escolha.

Na semana passada, uma onda de prisões em Zurique havia deixado seu reinado debilitado e Michel Platini, presidente da Uefa, chegou a pedir que ele deixasse o poder. Mas Blatter se manteve no cargo e venceu as eleições de sexta-feira. Ele estava na Fifa desde 1976 e, como presidente, desde 1998.

O fim de seu mandato marca o fim de uma era que, de fato, começou nos anos 1970 com a presidência de João Havelange. Blatter, seu braço direito, apenas o sucedeu e manteve a mesma estrutura.

Sua posição ficou ameaçada quando, na última segunda-feira, o jornal New York Times revelou que a Justiça norte-americana também investiga seu secretário-geral, Jérôme Valcke, que também renunciou nesta terça-feira de seu cargo de secretário-geral da Fifa. Documentos revelaram que ele sabia dos pagamentos de US$ 10 milhões para cartolas no Caribe e que estão sob investigação pelo FBI. Foi a ele que uma carta foi direcionada para que a operação fosse realizada e o dinheiro do orçamento regular da Copa desviado.

Inicialmente, a Fifa insistiu que a carta não provava nada. Mas, na tarde desta terça em Zurique, o francês que ficou conhecido por sugerir que o Brasil deveria levar “um chute no traseiro” acabou abandonando seu cargo.

Valcke já havia anunciado que não viajaria ao Canadá, um forte aliado dos Estados Unidos, para a abertura do Mundial Feminino de Futebol que ocorre no fim de semana. Ele era o principal operador do torneio que, nos últimos anos, ganhou uma nova dimensão na entidade. Mas fontes em Zurique confirmam que existiam temores de que, estando no Canadá, a polícia local pudesse atender a qualquer momento um eventual pedido de extradição por parte dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, Valcke foi indicado por uma reportagem do New York Times como a pessoa que, na Fifa, autorizou o pagamento de US$ 10 milhões a Jack Warner, um ex-vice-presidente da Fifa e o homem forte do futebol de Trinidad e Tobago. O dinheiro seria uma retribuição ao voto dele pela África do Sul como sede do Mundial e faz parte do caso liderado pelo FBI.

Em nota emitida nesta segunda, a Fifa confirmava que o pagamento existiu entre a Associação de Futebol da África do Sul, que organizava o Mundial de 2010, e países caribenhos, como uma forma de apoiar a “diáspora africana” na região. A entidade nega que seja uma propina. Mas sim um programa de desenvolvimento.

O dinheiro, segundo a investigação do FBI, teria sido prometido em 2004. Mas, sem recursos, os sul-africanos tivera de esperar até 2008 para solicitar que o dinheiro fosse desviado. No informe financeiro da entidade sul-africana, porém, nenhuma referência é feita aos US$ 10 milhões no balanço aprovado e publicado em 2008.

Em defesa de um de seus principais dirigentes, a Fifa declarou oficialmente que o dinheiro sob suspeita foi autorizado pelo diretor do comitê financeiro à época, Julio Grondona, que morreu no ano passado. Jérôme Valcke, atual secretário-geral, também trabalhava na Fifa naquele momento. Mas, segundo a entidade, não foi ele quem assinou a movimentação.

Numa carta de 4 de março de 2008, porém, é para Valcke que o caso é dirigido. Trata-se de uma comunicação entre a Associação Sul-Africana de Futebol à Fifa (Safa, na sigla em inglês), sugerindo que o dinheiro fosse colocado sob a administração de Warner.

“Prezado sr. Valcke”, inicia a carta. O texto pede que ele “segure” US$ 10 milhões do orçamento da Copa e depois transfira para o programa mencionado. O documento assinado por Molefi Oliphant, presidente da Safa, ainda insiste que Warner, um dos indiciados nos Estados Unidos, seria o “fiduciário” do dinheiro.

A Fifa tem outra avaliação sobre o assunto e insiste que, mesmo com a carta, sua resposta é consistente. “À pedido do governo sul-africano, e em acordo com a Associação de Futebol Sul-Africano, a Fifa foi solicitada a processar os recursos do projeto ao manter US$ 10 milhões do orçamento do Comitê Organizador Local”, disse a nota da Fifa.

Segundo a Fifa, foram os sul-africanos que instruíram a entidade a mandar o dinheiro a Warner, naquele momento o presidente da Concacaf. Ele “administraria e implementaria” o projeto. Warner era também o vice-presidente do Comitê de Finanças, o mesmo que autorizou que o dinheiro o fosse destinado.

MORTO – Para a Fifa, quem autorizou o depósito foi “o presidente do Comitê de Finanças” da entidade. Naquele momento, o cargo era de Julio Grondona, o argentino que tinha as chaves do cofre da entidade. “Os pagamentos de US$ 10 milhões foram autorizados pelo então presidente do Comitê de Finanças e executados de acordo com os regulamentos da Fifa”, disse.

“Nem Valcke nem nenhum outro membro de alto escalão da administração da Fifa foram envolvidos na aprovação, início e implementação do projeto”, insistiu a Fifa pela manhã desta terça. Grondona morreu logo depois da Copa de 2014, num momento que deixou Joseph Blatter abalado.

CONTURBADO – A vida de Valcke pelo futebol foi marcada por questões judiciais. Ainda fora da Fifa, ele foi citado em um processo na França por chefiar uma empresa citada em casos de evasão fiscal na compra de jogadores.

Já na Fifa, Valcke teria uma atuação que, em qualquer empresa normal, teria sido severamente punido e condenado. Foi ele quem negociou uma troca de patrocinadores de empresas de cartão de crédito. Mas, processado por quem perdeu, viu a Fifa ser obrigada a pagar US$ 90 milhões em multas na Justiça americana. Naquele momento, ele era apenas o diretor de marketing da entidade.

Valcke seria suspenso por alguns meses, mas nunca deixou de receber seu salário. Ao retornar, ele seria promovido a secretário-geral da Fifa, o homem responsável pela organização de todos os Mundiais.

Dono de um dos modelos de Ferrari mais caros do mundo, Valcke comprou em 2011 um terreno na Suíça avaliado em R$ 15 milhões na cidade com os menores impostos da Europa.

Polícia prende um dos suspeitos de matar universitária com tiro na cabeça

A polícia pediu um exame residual, que busca indícios de pólvora, nas mãos do acusando

DE A TRIBUNA ON-LINE
02/06/2015
Estudante foi morta com um tiro

A polícia prendeu na manhã desta terça-feira (2) um dos homens suspeitos de participar da morte da universitária Camila Beraldo Talarico, 25, que foi assassinada na manhã de domingo (31), em Suzano (Grande São Paulo). Contudo, o nome do suspeito ainda não foi divulgado.

O corpo de Camila foi enterrado na manhã desta segunda-feira (1º) em Mogi das Cruzes, também na Grande SP. O namorado dela, Kauê Cailo Kamezawa da Silva, 26, levou um tiro de raspão na cabeça e está internado na Santa Casa de Suzano. De acordo com a instituição, o quadro de saúde dele é estável.

Entre outras medidas de investigação, a polícia pediu um exame residual, que busca indícios de pólvora, nas mãos de Kauê. Procurada pela reportagem, a família dele não quis comentar o assunto.

Silva contou aos policiais que ele e a namorada entregavam pães em Itaquaquecetuba (Grande SP), quando foram abordados por três assaltantes. Os bandidos teriam levado o casal a uma favela em Suzano, atirado nos dois, e fugido com o carro de Kauê, uma Fiorino branca.

O rapaz disse à polícia que eles chegaram a conversar com os traficantes antes de serem baleados.

Uma mulher que mora próximo ao local onde o casal foi baleado disse à polícia que estava em casa quando ouviu um barulho e percebeu que um jovem tentava roubar o seu carro, um Fiat Strada, que estava na garagem. Segundo essa testemunha, o rapaz disse que precisava socorrer sua namorada que havia sido baleada.

Segundo a polícia, o carro do casal tinha marca de tiro na porta traseira e também havia indícios de uma tentativa de incêndio.