Médico acusado de ligação com o PCC é condenado a 17 anos de prisão

Crimes atribuídos são tráfico de drogas e associação para o tráfico

A TRIBUNA|EDUARDO VELOZO FUCCIA

02/07/2015
Em 2013, a Dise apreendeu drogas e eletrônicos

Acusado de liderar um grupo envolvido no comércio de entorpecentes na Baixada Santista e de gozar de prestígio entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), o médico Frederico Chamone Barbosa da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de reclusão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

O processo tramitou pela 5ª Vara Criminal de Santos e teve mais quatro réus condenados e dois absolvidos (veja o quadro). O advogado Eugênio Malavasi defende o médico e recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na tentativa de reverter a condenação do cliente, fundamentada em sentença de 51 laudas.

O médico atuava na rede pública de saúde da região. Nas últimas eleições, se candidatou a vereador em Santos pela coligação PSC/PRP, obtendo 855 votos e conquistando a terceira suplência. Conhecido por Dr. Fred, ele levava uma vida acima de qualquer suspeita perante correligionários, eleitores, colegas de trabalho e pacientes.

Face oculta

A partir das prisões em flagrante dos cunhados Bruno Dias da Silva e Philipe Damasceno Quintino dos Santos, em 18 de junho de 2013, em uma residência no Morro do Marapé, em Santos, a vida paralela que Dr. Fred levava começou a ser desvendada pelos policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).

Na casa dos cunhados havia 30 quilos de maconha e anotações sobre o tráfico. Elas indicavam “Doctor” ou “Dr. Fred” como o fornecedor do tóxico e estavam vinculadas a um número de telefone. Com autorização judicial, a equipe do delegado Francisco Garrido Fernandes e do investigador Paulo Álvaro Ribeiro monitorou a linha.

A interceptação feita pela Dise possibilitou apurar que Doctor era o codinome de Frederico Barbosa e a linha telefônica era sua, sendo identificadas outras pessoas a ele associadas no comércio de entorpecentes. Por causa da apreensão dos 30 quilos de maconha, Bruno Dias e Philipe foram condenados a 5 anos – pena mínima do tráfico.

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