Menos manifestantes do que o esperado pelo impeachment a Dilma Rousseff

Diário de Notícias | João Almeida Moreira, São PauloHoje

Na Esplanada dos Ministérios em Brasília um boneco gigante de Lula vestido de presidiário dominava o protesto
Na Esplanada dos Ministérios em Brasília um boneco gigante de Lula vestido de presidiário dominava o protestoFotografia © REUTERS/Ueslei Marcelino

O juiz Sérgio Moro, imagem das investigações da Petrobras, foi o mais elogiado nas ruas, onde se ouviram críticas diretas ao antigo presidente Lula da Silva.

Menos de um milhão de brasileiros, de acordo com as primeiras estimativas, manifestaram-se ontem em em todos os 26 estados e no distrito federal e em mais de 200 cidades do Brasil com um discurso que pode resumir-se em duas mensagens principais: o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores(PT), cuja rejeição está acima dos 70% de acordo com as últimas sondagens, e o apoio à Operação Lava-Jato, que investiga, sob a batuta do juiz Sérgio Moro, o escândalo de corrupção em torno da Petrobras.

Sem números oficiais de manifestantes divulgados até ao fecho da edição, acreditava-se a meio da tarde de ontem que os protestos, que decorreram sem violência nas principais artérias dos maiores centros do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília ou Belo Horizonte, tenham atraído pouco mais de um milhão de habitantes.

Ou seja, não chegaram nem perto dos de 15 de março, na altura com um registo de cerca de dois milhões de populares, apesar da rejeição a Dilma ter aumentado desde então e de o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), maior formação da oposição, ter desta vez abraçado oficialmente as manifestações.

Os nove maiores movimentos organizados pelo impeachment – entre eles o Vem Pra Rua e o Revoltados Online, ambos com perto de um milhão de seguidores nas redes sociais – reuniram-se com dezenas de metros de intervalo na Avenida Paulista e, além da destituição da presidente, pediram nalguns setores a prisão do antecessor Lula da Silva ou mesmo uma intervenção militar para derrubar o executivo.

A poucos quilómetros do local, na sede do Instituto Lula, registou-se uma manifestação em sentido contrário, a favor do PT,também sem relato de incidentes. Foram chegando ao local dezenas de autocarros, cujos integrantes, vestidos de encarnado, se reuniram em churrascos sob palavras de ordem de apoio a Dilma e Lula. “O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, gritavam em coro os manifestantes pró-governo.

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