Guiné-Bissau: DSP garante que “ninguém pode parar a vontade do povo”

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RFI/Lusa

Domingos Simões Pereira afirmou que “ninguém pode parar a vontade do povo”. Perante milhares de pessoas, o primeiro-ministro demitido da Guiné-Bissau, sublinhou que os líderes do país devem ouvir o povo que é o detentor do poder.

Num comício popular de apoio ao Governo, destituído pelo Presidente da República, Domingos Simões Pereira (DSP), afirmou que “ninguém pode parar a vontade do povo” e frisou que “é ao povo que pertence o poder. Expressou essa vontade e nós temos a obrigação de aceitar a vontade do povo“.

Expressando-se em crioulo, perante milhares de pessoas, Domingos Simões Pereira sublinhou que “a moldura humana” que afluiu à Praça dos Heróis Nacionais, “mesmo debaixo da chuva” é sinal de “confiança nas acções do Governo“, entretanto, demitido.

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro demitido da Guiné-Bissau

18/08/2015

Vários dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) marcaram presença na concentração e enalteceram a determinação de as pessoas “só abandonarem a Praça dos Heróis Nacionais no dia em que o Presidente (José Mário Vaz) voltar atrás com a sua decisão“.

Só vamos sair daqui e voltar para os nossos afazeres no dia em que o Presidente anunciar um novo decreto a confirmar Domingos Simões Pereira como nosso legítimo primeiro-ministro“, notou Botche Candé, antigo ministro do Interior.

O comício decorreu sem qualquer incidente.

De relembrar que o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz (Jomav), demitiu na quarta-feira passada o Governo liderado por Domingos Simões Pereira, apesar dos apelos lançados dentro e fora do país para que não o fizesse.

Depois da demissão e nos termos da Constituição, Jomav pediu ao PAIGC na qualidade de partido vencedor das últimas eleições que indicasse um nome para primeiro-ministro. A força política voltou a propor Domingos Simões Pereira.

Entretanto nesta terça-feira José Mário Vaz continua a receber em audiência o corpo diplomático acreditado no país, entre eles o primeiro conselheiro e encarregado de negócios da Embaixada de França em Bissau. No final do encontro, Frédéric Merletmostrou-se preocupado com a situação: “A França está preocupada. Desejamos estabilidade para o país e desenvolvimento. Apelamos as diferentes partes ao diálogo político a ultrapassarem os diferendos para que trabalhem conjuntamente“.

Frédéric Merlet, primeiro conselheiro e encarregado de negócios da Embaixada de França em Bissau

18/08/2015

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