OMS cria em Macau centro de cooperação para a medicina tradicional chinesa

Da Agência Lusa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou hoje (18) em Macau o Centro de Cooperação de Medicina Tradicional chinesa, instituição que servirá para a região se afirmar na formação de especialistas e na cooperação internacional.

Para o secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, a medicina tradicional chinesa, à qual recorreram 28% da população local ao longo de 2014, é muito útil na prevenção de doenças e, com ela, as pessoas poderão viver melhor.

Alexis Tam disse que o novo centro demonstra a confiança da OMS na competência e capacidade de Macau para a promoção das medicinas alternativas, como a tradicional chinesa, que tem muitos anos de aplicação na cidade.

O centro da OMS visa à formação em medicina tradicional de profissionais locais ou estrangeiros.

O secretário disse ainda que, no centro, as pessoas vão aprender a gerir serviços de saúde na área da medicina tradicional e obter formação contínua nessa área.

O lançamento da instituição ocorreu na abertura do Fórum Internacional de Medicina Tradicional, que reúne em Macau cerca de 300 especialistas e representantes políticos de 27 países ou regiões.

Para Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, a medicina tradicional tem conquistado adeptos, pois entre os Estados-Membros da instituição que dirige, entre 1999 e 2012, passaram de 25 para 69 aqueles que definiram políticas sobre a medicina tradicional, aumentaram de 65 para 119 os que regularam a utilização de ervas no tratamento de pacientes e subiram de 19 para 73 aqueles que passaram a dispor de um centro de investigação de medicinas alternativas.

Ela lembrou que muitas pessoas sem recursos e doentes não se deslocam para clínicas ou centros de urgência, “porque nenhum deles está disponível ou acessível”, recorrendo à medicina tradicional, “não como primeira escolha, mas como a única opção disponível”.

O diretor da Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa, Wang Guoqing, afirmou que esse tipo de assistência à saúde é disponibilizado atualmente na China em 3.590 hospitais, com 600 mil leitos.

O fórum, que vai até sexta-feira (21), tem como tema principal “Como implementar as estratégias de medicina tradicional da Organização Mundial da Saúde”.

Além do centro da OMS, a cidade dispõe de um laboratório criado pelas universidades de Macau e de Ciência e tecnologia e do parque científico e industrial de medicina tradicional chinesa, formado no âmbito da cooperação com a província continental chinesa de Guangdong.

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