Servidores públicos federais em greve fazem manifestação no Rio

Da Agência Brasil

Servidores públicos federais de diversas entidades em greve se reuniram hoje (18) na Praça da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, em manifestação contra a precarização dos serviços públicos. No local, os grevistas montaram 12 tendas para promover rodas de conversa, aulas públicas e sarau.

Os grevistas são trabalhadores de órgãos ligados à educação, saúde e previdência. De acordo com a presidenta do Associação de Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), Justa Helena Franco, a ideia é reunir uma pauta única de reivindicações.

“Fazemos parte do Fórum dos Servidores Públicos Federais ([SPFs], que congrega 28 sindicatos e mais três federações. É importante que estejamos juntos, porque as propostas do governo atingem todos os SPFs. Nossa proposta é de 27,3% de aumento, que repõe as perdas inflacionárias passadas, mas o governo oferece 21,3% em quatro anos”, afirmou Justa Helena.

O professor de Arquitetura e Urbanismo e presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Claudio Rezende Ribeiro, ressaltou que, além da questão salarial, o movimento mostra-se contrário ao ajuste fiscal.

“Queremos mostrar um posicionamento firme contra os cortes, que atingem fundamentalmente os recursos destinados à saúde e à educação. Nossa universidade, por exemplo, está com o calendário atrasado, não só por conta da greve, mas porque não tem condições de se manter e pagar suas contas”, disse Ribeiro.

Além dos trabalhadores em greve, o movimento contou também com a participação de estudantes. Aluna do curso de letras da UFRJ, Luiza Foltran diz que apoia o movimento para ajudar a trazer mais visibilidade para a população e acredita que o prejuízo no atraso do calendário letivo é o “menor dos males”.

“Eu apoio a greve dos servidores porque ela não é uma opção, mas evidencia um fato grave e uma real necessidade de sobrevivência, de manter os serviços públicos funcionando. Desde o começo do ano, os alunos da UFRJ enfrentam problemas por conta do orçamento, que afetaram principalmente os terceirizados e os alunos atendidos por políticas públicas, como cotas e alojamento”, acrescentou Luiza.

Por meio de nota, o Ministério do Planejamento informou que, há dois meses, o secretário Sérgio Mendonça vem recebendo para negociar representantes de todas as entidades sindicais, de forma setorial, em reuniões para tratar de questões específicas de cada categoria.

“As propostas que estão à mesa no momento foram apresentadas no dia 20 de julho, em reunião com os sindicalistas no Fórum Nacional das Entidades. Na ocasião, foi reafirmado o índice de 21,3% em quatro anos e proposto adicionalmente reajuste de três benefícios: auxílio-alimentação, auxílio-creche e plano de saúde complementar”, concluiu a nota.

Edição: Armando Cardoso
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