Mãe mata seus três filhos para ter mais atenção do marido em Ohio

Brittany Pilkington matou apenas os meninos, um deles de três meses, com cobertor; a filha era vista como sua única amiga

20/08/2015

Equipes de emergência não conseguiram ressuscitar o bebê de 3 meses de Brittany Pilkington, Noah, quando ele parou de respirar na terça-feira (18/8), menos de uma semana depois de um tribunal devolver sua guarda à mãe.

Nem Gavin, de 4 anos, o outro filho da americana, morto em abril. Ou seu outro filho de também 3 meses, Niall, que morreu no verão passado.

Autoridades em Bellefontaine, Ohio, viram um padrão nas mortes e começaram a fazer algumas perguntas para Brittany. Ela então confessou ter matado os próprios filhos e acabou presa sob acusação de assassinato, de acordo com comunicado da polícia.

Os investigadores acreditam que Brittany usou o cobertor dos garotos para sufocá-los em seus respectivos berços e camas durante os últimos 13 meses, porque ela queria que seu marido prestasse mais atenção nela e na filha de 3 anos do casal, como afirma o procurador William Goslee.

Goslee disse que provavelmente não vai pedir a pena de morte da mulher por causa dos acontecimentos que envolvem os crimes, como o fato de Brittany ter vivido dominada por seu marido Joseph Pilkington, de 43 anos, que havia namorado sua mãe anos antes.

Segundo Goslee, a acusada aparentemente temia como os meninos iriam crescer, e descreveu sua filha Hailey como sua única amiga.

“Seu plano era eliminar os meninos para que o pai prestasse mais atenção nela e na filha Hailey”, disse Goslee. “Isso é um fato.”

O tio de Brittany, Joe Skaggs, ficou furioso quando um juiz decidiu que as crianças deveriam voltar a viver com a mãe na semana passada.

“Por que você daria a guarda para a mãe depois de um menino ter acabado de morrer e quando você está no meio de uma investigação?”, bradou Skaggs de pé em frente ao apartamento de sua sobrinha ao jornal The Columbus Dispatch na terça.

Mas Goslee disse na quarta que eles não tinham qualquer evidência de um crime no caso anterior e que ninguém poderia prever que Brittany mataria a criança.

“Todo mundo que está envolvido nisso está verdadeiramente abalado – inclusive eu, muito sinceramente – e não é pela falha no sistema”, disse Goslee. “Mas porque essa criança está morta. Este não foi um evento previsível.”

O Pilkingtons se casaram em março de 2010 quando ela tinha 18 anos e ele tinha 38. Gavin nasceu em junho do mesmo ano. Seus outros três filhos nasceram logo depois.

As autoridades não tinham certeza do que causou a morte do menino de três meses, Niall Pilkington, em Julho de 2014, cuja morte foi atribuída à Síndrome da Morte Súbita Infantil.

Depois, Gavin, de 4 anos, morreu em abril, e sua filha Hailey e o recém-nascido, Noah, foram levados sob custódia do Condado de Logan por causa da investigação.

Em seguida, na terça-feira, Noah morreu. Joseph Pilkington, agora com 43 anos, não é suspeito pelos assassinatos, disse o chefe de polícia Brandon Standley.

O marido voltou para casa após trabalhar até tarde e tentou em vão reanimar Noah enquanto Brittany chamava os serviços de emergência mais uma vez de sua casa em Bellefontaine.

“Ele não está respirando”, disse Brittany na gravação da equipe de emergência com uma voz infantil.

“Gavin, acorde!”, gritou o marido em abril. Sua filha podia ser ouvida, também, repetindo que seu irmão estava muito “branco”.

*Com AP e CNN

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