Caracas anuncia deportação de colombianos e prisão de supostos paramilitares na fronteira

Também foram fechados 500 centros de exploração sexual; chanceler e defensor público colombianos foram para o local analisar situação

25/08/2015

Por Opera Mundi

Agência Brasil

Desde o início do estado de exceção em alguns municípios do estado Táchira, na região conhecida como “A Invasão”, na fronteira com a Colômbia, autoridades venezuelanas anunciaram que já foram capturadas dez pessoas acusadas de serem paramilitares. Ainda de acordo com a Venezuela, mais de mil colombianos foram deportados por falta de documentos e foram desmantelados cerca de 500 centros de exploração sexual, no que Caracas chama de OLP (Operação de Libertação do Povo).

O estado de exceção em cinco municípios ocorre após o presidente Nicolás Maduro ter anunciado o fechamento da fronteira com a Colômbia por 72 horas, ação realizada em resposta à agressão de militares das Forças Armadas do país por supostos paramilitares colombianos. De acordo com a inteligência venezuelana, “A invasão”, em Santo Antononio de Táchira, é um grande centro de estruturas criminosas e paramilitares.

Em declarações à emissora multiestatal teleSUR, o governador de Táchira, José Gregorio Vielma Mora, disse que foram encontrados uniformes de militares com insígnias colombianas e “foram identificados 10 paramilitares procurados tanto pela Venezuela, quanto pela Colômbia”. E acrescentou: “Trata-se de pessoas treinadas para gerar terror, paramilitarismo, assassinato de aluguel, sequestro, roubo e outras atividades criminosas na Venezuela”.

Além disso, foram deportadas, até o momento, 1.012 colombianos. Mora diz que as pessoas foram tratadas “humanamente, sem torturas”. Ele ressaltou ainda que há centenas de crianças sem identidade nem certidão de nascimento, que “são usadas como ‘mula’ para cruzar os rios e transportar comida em contrabando”.

O governador afirmou ainda que foram descobertos locais utilizados para tortura e violações de pessoas. “Detectamos uma casa com mais de 50 pessoas que praticavam prostituição. Entre eles havia meninas e meninos”, acrescentou.

Imagens divulgadas no Twitter pela correspondente da teleSUR, Madelein Garcia, mostram um buraco com um colchão provavelmente utilizado para aprisionar pessoas.

Mora desmentiu a notícia de que 36 crianças ficaram sozinhas no país porque seus pais teriam atravessado para a Colômbia e foram impedidos de regressar. “Outra mentira”, ressaltou.

Além disso, na madrugada de hoje, foram recuperadas 50 toneladas de alimentos.

Nesta segunda-feira (24/08), será ativada uma comissão especial do Ministério Público para distribuir alimentos na região.

Queixas

A Defensoria colombiana recebeu neste domingo (23/08) declarações formais de cidadãos desse país que denunciaram maus tratos e ameaças por parte da Guarda Venezuelana.

A chanceler colombiana, María Ángela Holguín, e o defensor público, Jorge Armando Otálora, viajaram nesta segunda à cidade de Cúcuta para tomar pé da situação.

Nesta quarta-feira (26/08), Holguín e sua colega venezuelana, Delcí Rodríguez, se reunirão para tratar do problema fronteiriço.

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