Policial é preso durante investigações de chacina em Osasco (SP)

Em entrevista, o secretário da Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, informou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão contra policiais militares investigados, neste final de semana

25/08/2015

Brasil de Fato

Foto: Reprodução

Suspeito de participar da chacina que deixou 18 mortos em Osasco, Barueri e Itapevi, na Grande São Paulo, um soldado da Polícia Militar foi preso, nesta segunda-feira (24). O policial, que foi reconhecido por um dos sobreviventes da chacina, não teve o nome informado, mas trabalha na Administração da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA), segundo informações do SPTV, da Rede Globo. O suspeito estava afastado das ruas após ser indiciado por cinco homicídios e suspeita de integrar um grupo de extermínio.

As investigações são realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Na segunda-feira (24), durante entrevista coletiva, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, não confirmou a prisão, mas informou que 18 mandados de busca e apreensão contra policiais militares investigados foram cumpridos no final de semana e diversos documentos e celulares, que podem auxiliar nas investigações, foram apreendidos.

Considerada uma das noites mais violentas do ano, a chacina ocorrida no dia 13 de agosto também deixou cerca de sete feridos. Os ataques foram promovidos por homens encapuzados e aconteceram em um intervalo de duas horas e meia, de acordo com informações da Secretaria de Segurança do Governo do Estado.

Segundo Moraes, quatro hipóteses principais estão sendo consideradas na investigação. A primeira delas é que as chacinas tenham sido cometidas por policiais militares, como vingança pela morte do PM Avenilson Pereira de Oliveira, no dia 7 de agosto, em Osasco. A segunda, em revide à morte de um guarda-civil, no dia 12 de agosto, em Barueri.

Uma terceira hipótese é de participação de traficantes e a quarta considera a hipótese de eventual atuação conjunta de policiais militares e guardas civis nas mortes. “Continuamos nas quatro linhas de investigação. Assim que tivermos a certeza da exclusão de alguma linha, vamos exclui-la”, disse o secretário Alexandre de Moraes.

Segundo a Folha de São Paulo, o soldado preso pode ser liberado brevemente, pois os policiais da Corregedoria da PM consideram frágeis as suspeitas que pesam contra ele. O jornal também apontou que suspeitas maiores pesam sobre outro PM, que não teve o nome revelado.

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