Europeus vão debater segurança em Paris

O ministro francês do interior Bernard Cazeneuve

O ministro francês do interior Bernard Cazeneuve

REUTERS/Regis Duvignau
RFI

Os ministros da administração interna e dos transportes de nove países europeus vão debater no sábado em Paris medidas concretas a adoptar para reforçar a segurança. E isto logo após o ataque contra o comboio de alta velocidade “Thalys” Amsterdão Paris da passada sexta-feira que podia ter terminado numa carnificina.

Tratam-se 9 países com ligação ferroviária: França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Suíça. De acordo com o ministro francês do interior, Bernard Cazeneuve, a ideia é reflectir para melhor controlar os passageiros dos transportes públicos.

Equaciona-se aqui também a implementação de controlos simultâneos e coordenados nos países europeus que permitam accionar dispositivos de segurança a propósito de indivíduos com um historial ligado ao radicalismo e ao terrorismo, os ditos ficheiros “s” (de segurança).

O suspeito do ataque falhado de sexta foi indiciado ontem pela justiça francesa num caso de tentativas de assassínios em ligação com uma entidade terrorista.

O marroquino Ayoub El Khazzani está agora detido enquanto decorre a investigação, na sequência de 96 horas sob custódia policial.

Este nega qualquer acto terrorista e mantém a sua versão que o armamento em sua posse visava extorquir dinheiro aos passageiros do comboio. Armas que ele teria encontrado por acaso num parque de Bruxelas.

Argumentos que não convenceram, porém, o procurador de Paris o qual afirma que o jovem agora indiciado consultara momentos antes do ataque um apelo à guerra santa num telemóvel que ele acabara de activar.

A investigação em França e na Bélgica, nomeadamente, deverá permitir apurar qual a proveniência das armas e o percurso do agressor bem como as cumplicidades de que terá beneficiado.

Ele terá residido em Bruxelas em casa da sua irmã, embora ele o negue, afirmando ter dormido num parque.

Já o seu advogado Mani Ayadi denunciou o tratamento “desumano e degradante” reservado ao seu cliente por este ter comparecido ontem perante os juízes anti-terrorista descalço.

Mas, de acordo com o Ministério público, Khazzani teria recusado os sapatos que lhe tinham sido propostos.

O jovem em causa nasceu em Tétouan, norte de Marrocos, em 1989, chegara a Espanha em 2007 onde se instalou em Algeciras (sul), tendo dado nas vistas pelos seus discursos radicais nas mesquitas e sido alvo de duas condenações por tráfico de droga.

No início de 2014 os serviços espanhóis de informação assinalavam aos homólogos franceses a sua intenção de passar a fronteira. O operador de telemóveis Lycamobile confirmou que o marroquino trabalhara em França entre Fevereiro e Abril.

Um ano mais tarde Khazzani fora localizado em Berlim, na Alemanha, de onde teria voado rumo à Turquia. Não é ainda adquirido que ele tenha viajado rumo à Síria. Em todo o caso ele terá regressado, de acordo com a agência France Presse, à Europa a 4 de Junho através de um voo de Antakya (na Turquia), próximo da fronteira síria, rumo à Albânia.

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