Ato do dia 29 de agosto recorda dois massacres contra professores no PR

Professores marcharão até a frente do Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, ao lado de movimentos populares e entidades sindicais.

28/08/2015

Brasil de Fato | Pedro Carrano, de Curitiba (PR)

Crédito: Joka Madruga

Depois do ato do dia 20 de agosto, que reuniu cerca de três mil pessoas em Curitiba, a agenda de lutas segue no Paraná, agora a partir do chamado dos professores estaduais.

A APP-Sindicato estadual, entidade que representa os professores da rede pública, organiza ato no dia 29 de agosto (sábado). Duas recordações tristes entram na pauta.

Na data do ato, chamado “A História se repetiu como tragédia” completam-se quatro meses do “massacre do Centro Cívico”, quando o governador Beto Richa (PSDB) permitiu que o batalhão de choque da Polícia Militar reprimisse com bombas de gás e helicópteros servidores estaduais e educadores do Paraná.

A data do dia 30 de agosto também é histórica para a categoria. Nela se completam 27 anos do dia em que o então governador Álvaro Dias (também do PSDB, em episódio semelhante) lançou a cavalaria contra o movimento grevista de professores, no ano de 1988.

O ato será antecedido de assembleia da categoria. Na data, a entidade representativa dos professores deve debater, entre outros temas, a proposta de alteração na atual lei de eleições em escolas (PL 14.231/2003), considerada pelo sindicato uma tentativa de restringir ainda mais a gestão democrática na rede.

Movimentos populares e sindicatos

Porém, o ato não se limita à assembleia dos professores estaduais que ocorre na data. Às 10h, os professores marcham até a frente do Palácio Iguaçu ao lado de movimentos sociais e sindicais, muitos deles reunidos no recém-criado Fórum de Lutas 29 de Abril, um espaço unitário da esquerda, em consonância com a “Frente Brasil Popular”, a ser lançada no dia 5 de setembro, em Belo Horizonte (BH).

“Essa mobilização e unidade entre os movimentos sociais se dá sentindo esse período difícil de conjuntura política e econômica. Muitas dessas dificuldades permeiam as lutas que, a princípio são dos setores, mas que passam a ser de todos os segmentos da sociedade. O apoio do Fórum ao ato do dia 29 tem a ver com isso: as lutas passam a ter esse caráter coletivo”, afirma Liliane Coelho, militante da Marcha Mundial de Mulheres e integrante do Fórum.

Com isso, as entidades levam pautas que estão no marco da luta unitária da esquerda no país, como é o caso, por exemplo, da democratização da mídia. “Levaremos as principais pautas da comunicação aqui no Paraná: desde a denúncia contra violações aos jornalistas até a necessidade de uma mídia de fato pública, ao contrário do que temos hoje, uma rádio e TV aparelhadas pelo governador Richa”, afirma Gustavo Henrique Vidal, diretor-presidente do sindicato de jornalistas do Paraná (Sindijor-PR).

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