Festival apresenta produção artística feita fora do centro de São Paulo

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil
Festival Estéticas da Periferia
Festival inclui 300 apresentações de dança, teatro, música, dança e literatura, além de debatesDivulgação/Festival Estéticas da Periferia

Até domingo (30), será apresentado em São Paulo o Festival Estéticas da Periferia, que ocorre essencialmente fora do centro da capital. São espetáculos em diversas linguagens, espalhados por 90 pontos da cidade que não têm tradição em equipamentos culturais, mas com forte produção artística. O festival, que começou quarta-feira (26), inclui 300 apresentações de dança, teatro, música, dança e literatura, além de 124 debates.

“A ideia é dar relevo à produção cultural da periferia e destacar seus atributos artísticos. A gente fala isso, entendendo que a cultura da periferia é muito valorizada pelo seu aspecto social”, disse o idealizador do evento e coordenador da mostra, Eleilson Leite. Ele acrescenta que, em sua sexta edição, o festival quer ser uma janela plural para os artistas dos bairros periféricos da cidade. Rap, funk, samba, pagode, saraus, dança afro e forró são algumas das expressões que integram a programação. “Para não mostrar uma periferia única, homogênea”, acrescenta Leite.

A programação foi montada por 40 coletivos culturais, além da Secretaria de Estado da Cultura. Essa curadoria coletiva é a essência da mostra, surgida em 2011. Se apresentam artistas com carreiras consolidadas e outros com menos tempo de estrada, como a MC Negaly, que está há três anos na cena do funk paulistano. A jovem tem uma proposta de funk com foco na mulher forte.

Conhecido pelas apresentações no carnaval e festas de rua, o bloco Afro Ilú Oba De Min também integra a lista de atrações. Fundado em 2005 e composto apenas por mulheres, o grupo vai desfilar pela zona norte, na região da Brazilândia, no fim da tarde de hoje (28).

Para a coordenadora da Unidade de Fomento e Difusão Cultural da Secretaria de Cultura, Maria Thereza Magalhães, um dos pontos fortes da mostra é dar visibilidade aos artistas fora dos locais de origem. “É dar luz a uma produção que já existe, que é superdiversificada, de qualidade, pulsante e que, muitas vezes, fica restrita aos moradores da comunidade. São produções que não têm a visibilidade e o reconhecimento das que são desenvolvidas no centro da capital.”

Nesse sentido, todos os anos é feita uma atividade em que são alugados ônibus para que os coletivos culturais percorram a cidade e visitem um bairro em outro ponto da cidade. Um deles será o grupo de Graffit Opni. “Sai lá de São Mateus, no extremo leste, e vai até o Grajaú [extremo sul], visitar o Pagode da 27”, disse Eleilson Leite.

A programação completa pode ser vista na página do festival na internet .

Edição: Graça Adjuto
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