Após pressão do sindicato, cerca 1.500 metalúrgicos recuperam o emprego

Trabalhadores da fábrica da Mercedes, em São Bernardo do Campo (SP), paralisaram a fábrica por mais de uma semana pela manutenção nos cargos

31/08/2015

Brasil de Fato

Foto: Smabc

Durante a greve, metalúrgicos da fábrica da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) foram notificados de que a empresa aderiu ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Paralisados desde o dia 24 deste mês, os trabalhadores realizaram uma assembleia na manhã desta segunda-feira (31) para encerrar a paralisação e anunciar a vitória sobre a empresa.

Com a adesão ao programa pela Mercedes, cerca de 1.500 demitidos retornarão ao trabalho. O acordo reduz em 20% a jornada de trabalho, com duração de nove meses, e garante estabilidade no prazo de um ano.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, Douglas Izzo, relembra que nos últimos anos houve uma expansão do mercado interno. “As empresas metalúrgicas, principalmente as automobilísticas, nunca venderam tantos caminhões e automóveis. Mas agora, em um momento de desaquecimento da indústria, as empresas querem que os trabalhadores paguem pela crise. Não aceitaremos isso”, afirma.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, a proposta retira de cena as demissões. “É para isso que nós lutamos. Foi feito uma resistência numa greve aguerrida nos últimos dias. É uma vitória dos trabalhadores da Mercedes-Benz”, ressaltou.

As demissões estavam programadas para a terça-feira (1). Empresa e sindicato se reuniram diversas vezes para tentar encontrar uma solução. “Com o PPE, a redução da jornada será de 20% e de 10% nos rendimentos, no transporte, plano médico, refeição e mensalidade sindical. É por um período e, no próximo ano, na medida em que o cenário melhore, as coisas retornam ao lugar”, diz o secretário Geral da CUT São Paulo, João Cayres.

O dirigente ainda falou sobre as propostas dos trabalhadores junto ao governo federal. “Queremos uma nova lógica no sistema de mediação de emprego. Queremos que o PPE seja uma política permanente do Ministério do Trabalho para que possa segurar os empregos em um momento de crise. Não queremos seguro-desemprego, já que se gasta muito mais com ele e mantém os trabalhadores por seis meses, mais sem nenhuma outra garantia:, afirmou.

Cayres também comentou porque considera o Programa de Proteção ao Emprego uma medida importante no momento de crise. “Com o PPE, os trabalhadores continuam empregados e, mesmo com a redução dos seus rendimentos, continuam contribuindo para a Previdência e tendo seu fundo de garantia, vinculado à empresa, com seu plano de saúde”, explicou.

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