Estação ferroviária de Budapeste é fechada após saída de milhares de migrantes

Da Agência Brasil*
Imigração - Estação de Trem de Budapeste, na Hungria
Estação de Trem de Budapeste, na Hungria, é fechada depois da situação caótica com centenas de migrantes que tentavam acessar os trens que partiam para a Áustria ou para a Alemanha EPA/Tamas Kovacs/Agência Lusa/Direitos Reservados
Da Agência Brasil*
A estação ferroviária de Keleti, em Budapeste, na Hungria, de onde partiram ontem (31) centenas de migrantes rumo à Áustria e à Alemanha, foi fechada hoje (1º), informou a empresa de transporte BKK na rede social Facebook.

Desde as 9h locais (4h em Brasília), não partem nem chegam trens à estação, onde, segundo a agência de notícias MTI, registou-se anteriormente uma situação caótica com centenas de migrantes que tentavam acessar os trens que partiam para a Áustria ou para a Alemanha.

Esta manhã, a polícia impediu primeiro o acesso aos cais de embarque e depois acabou por fechar a estação, uma operação que durou uma hora, segundo o portal HVG.

Muitos migrantes estão acampados em Keleti e têm exigido que os deixem continuar viagem para destinos como a Alemanha ou países escandinavos. Na segunda-feira, cerca de 2 mil conseguiram embarcar em dois trens, quando a polícia se retirou do local.

Hoje, depois de perceber que o acesso aos cais de embarque estava interditado, cerca de 200 pessoas protestaram gritando “Alemanha, Alemanha”.

Os migrantes que permaneciam em outras zonas de trânsito da cidade foram na segunda-feira à noite para Keleti para tentar entrar nos trens.

A polícia austríaca estimou hoje que mais de 3.650 imigrantes tenham passado na segunda-feira pela estação Oeste de Viena (Westbahnhof) a caminho da Alemanha.

Imigração - Barreira de arame farpao no corredor dos Balcãs, entre a Turquia e a Hungria, considerada a entrada para a União Europeia
Barreira de arame farpao no corredor dos Balcãs, entre a Turquia e a Hungria, considerada a entrada para a UEEPA/Valdrin Xhemaj/Agência Lusa/Direitos Reservados

A Hungria, que faz parte do espaço de livre-trânsito comunitário Schengen, informou que desde o início do ano chegaram mais de 15 mil imigrantes ao seu território.

Para tentar impedir a entrada de imigrantes, a Hungria terminou no sábado a construção de uma barreira de arame farpado com 1,5 metro de altura e 175 quilômetros de extensão na fronteira com a Sérvia, e está construindo outra, que terá 4 metros de altura e que deverá estar concluída em novembro.

Espanha e Alemanha

O presidente espanhol, Mariano Rajoy, adiantou nesta terça-feira que a Espanha está pronta para receber mais do que os 2.739 refugiados anunciados anteriormente. Porém, isso só ocorrerá se a Comissão Europeia e os países de origem cumprirem uma série de condições.

Rajoy falava numa coletiva de imprensa conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, no decorrer da cúpula informal hispano-alemã.

Ele chamou a Comissão Europeia a promover uma política comum de asilo e pediu que os países da UE aos quais os refugiados mais chegam (e de onde depois são transferidos para os países de acolhimento), tais como a Itália e a Grécia, construam centros de acolhimento para os refugiados.

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que tanto os países-membros quanto a Comissão Europeia têm de assumir o desafio que representa o elevado fluxo de refugiados. Ela assegurou ainda que, neste momento, há consenso com o presidente espanhol, Mariano Rajoy.

“Estamos de acordo em como a política europeia de asilo tem de se aplicar. Nesse sentido, os países-membros da UE têm uma responsabilidade, igual à da Comissão [Europeia], para com a definição de países seguros e a criação de centros de acolhimento, por exemplo, na Grécia e na Itália”, disse Merkel.

A chanceler acrescentou que deve ser rápido o processo de tramitação para separar os migrantes com possibilidades de receber asilo daqueles que não têm praticamente nenhuma possibilidade.

“Os que não têm perspetivas têm que ser repatriados rapidamente e os que têm [condições] devem ser distribuídos de maneira justa entre os países-membros, tendo em conta a população e a capacidade econômica de cada país”, destacou Merkel.

*Com informações da Agência Lusa

Edição: Talita Cavalcante 
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