Encontro discute padronização de medidas de controle fitossanitário nas Americas

Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu,abre a Reunião Interamericana de Serviços Nacionais de Sanidade Animal, Vegetal e Inocuidade dos Alimentos (Risavia 2015) (Jose Cruz/Agência Brasil)
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, durante abertura da Reunião Interamericana de Serviços Nacionais de Sanidade Animal, Vegetal e Inocuidade dos Alimentos José Cruz/Agência Brasil

Integração é a palavra-chave para que os países americanos possam harmonizar suas ações de sanidade animal e vegetal, para garantir a segurança alimentar que o mundo necessita. A afirmação é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, durante a abertura da Reunião Interamericana de Serviços Nacionais de Sanidade Animal, Vegetal e Inocuidade dos Alimentos frente aos Desafios do Comércio Internacional, que começou hoje (2) no Palácio Itamaraty.

Acompanhada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (Iica), Victor Villalobos, ela pediu aos representantes de 36 países da região que busquem formas semelhantes de controle sanitário. Isso, segundo ela, é fundamental para harmonizar as políticas públicas de modernização dos serviços nas Américas – continente com as melhores condições para aumentar a produção de alimentos.

A ministra disse que a adoção de atitudes semelhantes, sem fronteira, no enfrentamento dos riscos de sanidade animal e vegetal, facilita o comércio externo e possibilita a oferta de alimentos com qualidade. Desafio que, no seu entender, “é, sobretudo, humanitário”.

Kátia Abreu ressaltou, durante a reunião, a importância de o Brasil mostrar o trabalho sério de defesa animal que é feito no país, especialmente em relação ao combate à febre aftosa no rebanho bovino. Lembrou também que a abertura do mercado norte-americano à carne in natura foi ótima sinalização disso. Destacou também as medidas de biossegurança adotadas na agricultura brasileira, cujo modelo “merece ser observado pelos demais países”.

Villalobos entende que a harmonização de controles fitossanitários vai possibilitar uma agricultura mais produtiva nas Américas. Ele contou que, em breve, será disponibilizada uma biblioteca virtual para que produtores e gestores de qualquer país do continente possam trocar experiências de forma simplificada.

O próximo passo nas discussões técnicas sobre a sistematização de medidas de controle fitossanitários, está previsto para novembro, durante reunião da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), que ocorrerá em Cancun, no México.

A reunião de hoje é uma parceria do Ministério da Agricultura com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e termina amanhã (3).

Edição: Denise Griesinger
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