Há dez anos no Rio, Mackenzie se firma como instituição de referência

Expansão dos cursos de graduação e pós-graduação é próxima meta

Há dez anos no Rio de Janeiro, a Faculdade Presbiteriana Mackenzie se firmou como instituição de excelência na área contábil e agora aposta na expansão de seus cursos de graduação e pós-graduação. A ideia é passar à categoria de universidade, ampliar seu leque de disciplinas de especialização profissional e, a longo prazo, instituir um colégio da rede na capital carioca. De acordo com Wladymir Soares de Brito, diretor acadêmico da Mackenzie-Rio, trata-se de fornecer aos alunos “cada vez mais instrumentais de competitividade para o mercado de trabalho”.

Diretor acadêmico da Mackenzie-Rio, Wladymir Soares de Brito é professor do curso de Direito da instituição há dez anos, desde que ela chegou à capital carioca
Diretor acadêmico da Mackenzie-Rio, Wladymir Soares de Brito é professor do curso de Direito da instituição há dez anos, desde que ela chegou à capital carioca

O Instituto Presbiteriano Mackenzie chegou ao Rio de Janeiro em agosto de 2005, por meio de um acordo acadêmico com a Faculdade Moraes Júnior. “Essa parceria nos possibilitou alavancar várias áreas de pesquisa, contratar professores e mudar o regime docente, dentre outras melhorias. Nos últimos sete anos, passamos a ser a Faculdade Moraes Júnior Mackenzie–Rio e, em 2014, a congregação dos professores votou por unanimidade um novo regimento, mudando o nome da instituição para Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio”, explica Soares de Brito. A faculdade aguarda a chancela do Ministério da Educação (MEC) para efetivar a alteração.

Além do primor da área Contábil – que herdou a tradição da Moraes Júnior, uma das graduações em Contabilidade mais antigas do Brasil – o coeficiente de excelência dos professores dos cursos de Administração, Direito e Economia da Mackenzie-Rio também ultrapassa 90%. “Hoje, dos 75 professores em atividade, 67 são mestres e doutores”, comemora o diretor. No curso de Direito, por exemplo, a instituição conta com o Núcleo de Práticas Jurídicas, que reúne uma média de 160 alunos para um estágio de dois anos cada um. Sob a orientação de professores especialistas, eles realizam atendimentos gratuitos nas áreas cível, trabalhista e penal. Ao final do programa, recebem um certificado assinado pela Mackenzie e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Nas quatro disciplinas de graduação oferecidas, a Mackenzie estipulou um limite de 60 alunos por turma. Caso a quantidade de interessados ultrapasse esse número, novos horários da mesma matéria são disponibilizados. “Se passar de 60 pessoas, há um prejuízo grande em termos pedagógicos. Em termos financeiros, é muito mais custoso para a instituição porque temos que colocar dois ou três professores dando aula do mesmo conteúdo, mas educação não é comércio. A gente dá muito mais do que um diploma”, afirma Soares de Brito. De acordo com ele, o MEC hoje estabelece uma linha de corte semelhante, mas a prática já era adotada pela Mackenzie antes mesmo da determinação.

O grau de empregabilidade dos alunos vem em resposta à qualidade do ensino oferecido. “Ainda durante o curso, as empresas procuram nossos alunos”, conta o diretor. Para continuar fazendo frente às demandas do mercado, ele reafirma os planos da Mackenzie de expandir o leque de cursos disponibilizados. “Na graduação, um dos nossos sonhos é o turismo, que tem tudo a ver com o Rio de Janeiro”, compartilha.

Para ampliar a presença da instituição na capital carioca, entretanto, o primeiro passo é encontrar outro espaço para seu campus. Atualmente, suas instalações se localizam no centro do Rio de Janeiro, onde os prédios são tombados pelo patrimônio histórico, o que dificulta projetos de expansão. Apenas com os quatro cursos de graduação oferecidos atualmente, 96% de sua capacidade é utilizada no turno da noite e as pós-graduações já são sediadas em um imóvel à parte.

Hoje em dia, são oferecidos dois cursos de especialização lato sensu: controladoria e finanças e planejamento tributário. “Mas há uma perspectiva concreta neste ano de 2015, pelo projeto de desenvolvimento institucional da Mackenzie-Rio, de abrirmos novos cursos, principalmente na área do direito”, adianta Soares de Brito.

Para o ensino superior, ele afirma que a comissão responsável está estudando possibilidades e ainda não existe uma definição de bairro para as novas instalações. “Por outro lado, o Mackenzie está convencido que a Barra da Tijuca seria estratégica para a abertura um colégio”, conta.

Para cativar seus alunos, Mackenzie aposta em atividades de extensão

Confiante de que a ideia de ensino apenas dentro da sala de aula já está ultrapassada, a Mackenzie-Rio investe em atividades de extensão para seus alunos. Para isso, conta com uma biblioteca com apenas uma dificuldade: o excesso de livros. Para a bibliotecária Sandra Dittz, que agora promove uma reorganização do espaço para encaixar os novos títulos, esse é um problema que todos deveriam ter. O espaço também conta com um guarda-volumes, computadores com acesso à internet e salas para estudos em grupo.

Sandra Dittz organiza os novos livros que chegaram à biblioteca da Mackenzie-Rio
Sandra Dittz organiza os novos livros que chegaram à biblioteca da Mackenzie-Rio

Para estimular a leitura ainda mais, a faculdade faz parcerias com instituições estrangeiras de excelência, como Harvard, Yale e Cambridge, para que seus professores e alunos tenham acesso a suas obras digitais, que atualmente somam 1.721.000 textos.

Em comemoração aos 145 anos do Instituto Mackenzie no Brasil, outras atividades de extensão estão sendo promovidas mensalmente em 2015. Em agosto, a oficina “Artista Diferente” reuniu pessoas com algum tipo de deficiência física que driblaram suas limitações para fazer arte.

Pela manhã, Jefferson Maia, um artista e pedagogo tetraplégico, ensinou os participantes a pintarem com a boca. De acordo com Vanessa Bartolo, assistente social da Mackenzie, a atividade fascinou os estudantes. Mais tarde, o casal de biólogos Shizue Tamaki e Moisés Marinho ensinou o manejo de algumas plantas para fins medicinais.

A escultura Rose Queiroz, que perdeu a visão aos 12 anos de idade, mostrou aos alunos como fazer máscaras de argila. O diferencial é que eles tiveram que produzi-las de olhos vendados, desafiando seus sentidos. Vânia Ferreira da Silva, por sua vez, ensinou os presentes a escreverem seus nomes em braile e a se comunicarem pela língua dos sinais. A cantora Sara Bentes, que também é cega, encerrou o dia apresentando músicas de sua autoria e alguns sucessos nacionais.

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