Produção industrial cai em julho e acumula queda de 6,6% em 2015, diz IBGE

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

A produção industrial do Brasil diminuiu 1,5% entre junho e julho, divulgou hoje (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação de julho com o mesmo mês do ano anterior, a queda chegou a 8,9%. Em 2015, o Brasil acumula perdas de 6,6% na produção industrial, segundo o IBGE. Nos últimos 12 meses, a queda chega a 5,3%.

Na avaliação do gerente da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo, o resultado de julho mostra que o ritmo de queda ganhou força. “Quando a gente observa os resultados mês a mês, há claramente um aumento na intensidade dessa perda”, diz ele, que acrescenta: “Desde setembro do ano passado, são oito meses de taxas negativas e só em três meses tivemos avanços na produção. E essas taxas positivas foram ligeiramente positiva”.

A queda registrada em julho é a maior do período citado por Macedo. Em abril, a produção havia caído 1,4%. Os únicos resultados positivos desde setembro foram 0,1% em outubro, 0,3% em janeiro e 0,4% em maio.

A queda na produção em julho comparada ao mês anterior ocorreu em praticamente todas as categorias econômicas: os bens de capital tiveram redução de 1,9% e os intermediários, 2,1%. Para os bens de consumo, foi registrada queda de 1,1%, apesar do aumento de 9,6% na produção de bens duráveis. A produção dos semiduráveis e dos não duráveis foi 3,4% menor que em junho.

A retração na produção industrial se refletiu em 14 dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE. A principal influência negativa para o resultado geral foi da indústria de alimentos, em que a produção caiu 6,2%.

As atividades de bebidas também caíram 6,2% e as de coque – produtos derivados do petróleo e biocombustíveis – recuaram 1,7%.

O pesquisador do IBGE aponta que uma série de fatores estão influenciando a redução da produção: “Baixo nível de confiança do empresário, reduzindo o investimento, baixo nível de confiança do consumidor, o que diminui a demanda, deterioração do mercado de trabalho, aumento da taxa de desemprego, escassez do crédito”, enumera.

Edição: Denise Griesinger

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