Eduardo Cunha diz que a Câmara restabelecerá doações de empresas

Presidente da Casa afirma que texto da reforma política terá prioridade para entrar em pauta no Plenário tão proposta logo chegue do Senado

Marcel Frota – iG Brasília

03/09/2015

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diz estar confiante em reverter a decisão do Senado que barrou doações de empresas para campanhas eleitorais.

Cunha tem posição pessoal em defesa das doações feitas por pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. De acordo com o presidente da Câmara, reforma política será prioridade de votação tão logo chegue à Casa.

“Não tenho a menor dúvida de que a Câmara vai restabelecer o texto em relação a esse ponto”, diz Cunha. “Não tenho que ficar irritado com nada ou chateado com nada. A Casa é soberana e decide o que ela quiser”, afirma o presidente da Câmara.

Nos bastidores, interlocutores do presidente afirmam que ele teria ficado irritado com o resultado da votação do Senado e estaria disposto a acelerar a votação na Câmara.

Pelo menos no que diz respeito ao desejo de votar rapidamente a reforma vinda do Senado na Câmara ele confirmou. Cunha destacou que o texto da reforma terá prioridade de votação e destacou que a pauta está destravada e pronta para apreciação do texto.

“O Senado tem o direito de deliberar como sua maioria entender. Cabe respeitar (essa decisão). Agora, a casa iniciadora vai concluir com concordância ou não com aquilo que o Senado aprovou. No mesmo dia que chegar aqui vai para o Plenário. A pauta está livre, não temos nada que tranque a pauta e a prioridade na semana que vem será a conclusão da apreciação das emendas do Senado”, declara ele.

Defensor das doações empresariais para campanhas políticas, Cunha teve papel central na aprovação da proposta no texto da reforma política votada na Câmara.

Apesar de as doações terem sido barradas numa primeira votação realizada na Câmara, ainda no primeiro turno de apreciação da reforma política, Cunha recolocou o tema em pauta menos de 24h depois por meio de uma emenda apresentada pelo PRB.

Dessa forma, na segunda chance e depois de intensa articulação do presidente, as doações empresariais foram aprovadas em votação no Plenário.

Enquanto o Congresso se mostra dividido sobre o tema, uma ação encaminhada pela Ordem dos Advogados do Brasil que prevê o fim das doações de empresas para campanhas eleitorais aguarda para ser votada.

Apesar de seis dos onze ministros já terem votado em favor do recurso da OAB pelo fim das doações empresariais, garantindo a vitória da ação, o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e travou a votação.

Enquanto Mendes não liberar a votação, mesmo com a garantida vitória, o resultado não poderá ser proclamado sem os votos dos demais ministros do Supremo.

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