Aplicativo registra falta de acessibilidade na Lagoa para as Paralimpíadas

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil
 Pontos de acessibilidade no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Vagas no estacionamento do Parque dos Patins (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Um dos maiores problemas do entorno da Lagoa foi a falta de respeito às vagas de estacionamento destinadas a pessoas com deficiênciaFernando Frazão/Agência Brasil

Como parte dos preparativos para a Paralimpíada de 2016, estão sendo mapeados locais públicos e estabelecimentos comerciais que precisam melhorar a acessibilidade. A Lagoa Rodrigo de Freitas, que receberá o Festival Paralímpico no fim de semana, foi um dos pontos avaliados hoje (4) e que precisam de melhorias. A iniciativa partiu de usuários do aplicativo Biomob, criado para ajudar pessoas com deficiência a encontrar locais para momentos de lazer.

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, a ausência de estrutura para facilitar a locomoção de cadeirantes foi o que mais preocupou. “O maior problema, sem dúvida, é em relação a [ausência] de calçadas com rampas e sinalizações”, afirmou Valmir Souza, idealizador do Biomob, que esteve na Lagoa, com mais oito usuários do aplicativo. Para tornar o local um ponto turístico de referência, além de reparos na calçada, eles sugerem a instalação de sinais sonoros e piso táctil nas rotas.

Outro problema identificado no entorno da Lagoa foi a falta de respeito às vagas de estacionamento destinadas a pessoas com deficiência. Hoje, as duas únicas vagas estavam ocupadas por pessoas que não eram cadeirantes”, disse Valmir. Para o evento do fim de semana, ele cobra mais fiscalização de trânsito e ações de conscientização para motoristas.

Como pontos positivos, os voluntários apontaram a colocação, ainda que provisória, de banheiros químicos para deficientes e adaptações no entorno do complexo Lagoon, que reúne restaurantes e cinemas, ao lado do Estádio de Remo. Outro destaques foram os mirantes no Parque dos Patins, com pisos adequados ao deslize de cadeiras de rodas e corrimão.

Pontos de acessibilidade no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Banheiro químico adaptado instalado para evento-teste (Fernando Frazão/Agência Brasil)
A colocação provisória de banheiros químicos para deficientes é um dos pontos positivosFernando Frazão/Agência Brasil

Até as Paralimpíadas, o Biomob quer vistoriar a rede hoteleira, dar notas para o acesso aos locais de provas e a infraestrutura de restaurantes e farmácias próximos a esses locais.

Segundo Valmir, a preocupação daqui para frente é com a mobilidade fora da zona sul, como a Barra da Tijuca, na zona oeste, onde fica a vila dos atletas, e Deodoro, na zona norte, que receberá competições e turistas. Esse levantamento será feito na próxima semana.

O aplicativo Biomob já tem mil estabelecimentos cadastrados e mais 200 usuários que podem confirmar ou contestar as avaliações, além de incluir fotos e comentários.

Edição: Armando Cardoso
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