Em Minas Gerais, servidores municipais de Nova Lima mantêm greve

Trabalhadores denunciam que Prefeitura deve vale transporte e vale-refeição; além da exoneração de 122 servidores concursados em estágio probatório.

04/08/2015

Brasil de Fato | Raíssa Lopes, de Belo Horizonte (MG)

Imagem: Reprodução

Os servidores públicos de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão em greve desde o dia 24 de agosto. A última assembleia da categoria, na quarta-feira (2), decidiu pela continuidade do movimento, devido às dificuldades na negociação. A paralisação se deve aos cortes de direitos trabalhistas realizados pela Prefeitura e a exoneração de 122 servidores concursados em estágio probatório.

Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Lima (Sindserp), Fabrício Souza, a administração pública não pagava, há aproximadamente três meses, ticket-refeição e vale transporte, além de cancelar o percentual por insalubridade, retorno de férias e cesta básica. “Mesmo assim, os 6% da passagem de ônibus eram descontados dos nossos salários”, completa Fabrício. A suspensão da cesta teria ocorrido por falta de pagamento ao fornecedor.

De acordo com Inês de Oliveira, diretora da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), a pauta de reivindicação foi entregue ao prefeito Cássio Magnani (PT) ainda em março de 2015. No entanto, mesmo com o indicativo de greve, o prefeito encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que, além de retirar benefícios, demitia trabalhadores. “Alguns funcionários em estágio probatório estavam trabalhando há dois anos e meio, prestes a serem efetivados”, declara Inês.

Intervenção

O Ministério Público de Minas Gerais entrou, no início da semana, com ação cautelar contra as resoluções do prefeito, determinando a suspensão do decreto.

Em nota, a Prefeitura diz não entender “o porquê da paralisação, uma vez que não deixou de pagar e nem atrasou o pagamento de nenhum servidor” e que, em função da ação cautelar, os servidores demitidos já foram reintegrados ao quadro de funcionários. A administração alega ainda que as medidas foram tomadas para reduzir a crise financeira do município.

Já a categoria afirmou que não obteve sucesso nas negociações e votou pela continuidade da greve.

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