Papa pede que, durante Jubileu da Misericórdia, padres perdoem o aborto

Da Agência Lusa

O papa Francisco pediu hoje (1°) a todos os padres para que, durante o Jubileu da Misericórdia, que começa em dezembro, perdoem os católicos que abortaram ou provocaram aborto, desde que haja arrependimento.

Em mensagem dirigida ao organizador do “Ano Santo” (ou jubileu), o prelado italiano Rino Fischella, o papa declara ter “decidido, não obstante qualquer disposição em contrário, conceder a todos os padres, para o ano do jubileu, a capacidade de absolverem do pecado do aborto todos aqueles que o provocaram e que, de coração arrependido, peçam perdão”.

Também em relação às mulheres que abortaram, “o perdão de Deus a quem se arrependeu não pode ser negado”.

“O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, que parece não se dar conta do grave dano do ato, mas muitos outros, ao contrário, ainda que vivam esse momento como um fracasso, consideram não ter outras vias a percorrer”, diz Francisco em carta, adiantando pensar “em todas as mulheres que recorreram ao aborto”.

“Conheço bem os condicionalismos que as conduziram a esta decisão. Sei que se trata de um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que levavam, em seu coração, a cicatriz desta escolha difícil e dolorosa. O que ocorreu é profundamente injusto”, insistiu.

Na carta, o papa indica diversas situações para que o perdão dos pecados (permitido durante o jubileu) beneficie o maior número de pessoas, tais como doentes ou presos que não podem se deslocar às catedrais ou igrejas para se arrependerem.

Durante o segundo aniversário do conclave que o escolheu, em 11 de março, o papa Francisco anunciou a realização de um Ano Santo extraordinário de 8 de dezembro a 20 de novembro de 2016.

Copom se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa básica de juros

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Começa, na tarde de hoje, a sexta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A segunda parte da reunião do comitê, formado pelos diretores e presidente do BC, será realizada amanhã (2). Após a reunião de amanhã, o Copom anunciará a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A expectativa de instituições financeiras consultadas pelo BC é de manutenção da Selic no atual patamar, em 14,25% ao ano. A Selic passou por um ciclo de sete altas seguidas. Na última reunião, em julho, o Copom aumentou a taxa básica em 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Com esse reajuste, a Selic retomou o nível de outubro de 2006.

A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. A diretoria do BC tem dito que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.

O BC tem de perseguir a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A meta é 4,5%, com limite superior em 6,5%. A projeção do mercado financeiro sinaliza que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está muito acima do teto da meta, em 9,28%. No próximo ano, a expectativa é inflação menor (5,51%), mas ainda acima do centro da meta.

O BC tem prometido entregar a inflação na meta somente em 2016. Quando a meta é ultrapassada, o presidente do BC tem de enviar carta aberta ao ministro da Fazenda, com as explicações para o descumprimento. A última vez que isso aconteceu foi em 2003, quando a inflação atingiu 9,3%. Naquele ano, a meta era 4%, com intervalo de tolerância de 2,5%. Mas o BC propôs uma meta ajustada de 8,5%, que também foi ultrapassada.

No primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.

No segundo dia, participam da reunião os diretores e o presidente do BC. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

Edição: José Romildo

Economias emergentes devem estar atentas à China, diz diretora do FMI

Da Agência Lusa

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que as economias emergentes devem estar atentas à situação na China, que anunciou hoje (1º) queda na produção industrial pelo sexto mês consecutivo. Ela advertiu que o crescimento mundial este ano deverá ficar abaixo do previsto.

Em discurso na Universidade de Jacarta, Lagarde declarou que o crescimento mundial será provavelmente mais fraco do que o previsto, menos de dois meses depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter revisto para baixo as previsões para 2015, que ficaram em 3,3%.

Segundo a diretora, os mercados emergentes, entre eles a Indonésia e o Brasil, foram particularmente atingidos pela desaceleração da China, segunda economia mundial.

Uma queda na procura chinesa de matérias-primas, ou seja, de exportações de que dependem muitas economias emergentes, teve consequências para esses países, dificuldades que foram agravadas com a recente desvalorização do yuan, a moeda chinesa.

O FMI espera que a Ásia estimule o crescimento mundial, mas o ritmo é menor que o previsto e ainda pode cair, afirmou Lagarde, insistindo na necessidade de “uma resistência maior”.

A queda do crescimento chinês já era esperada e não foi brusca, acrescentou a dirigente do FMI, lembrando que a transição do país para uma economia maior de mercado era “complexa e pode ter sido um pouco caótica”.

Para Lagarde, outras economias emergentes, incluindo a Indonésia, devem estar atentas para enfrentar um possível impacto da desaceleração da China e um endurecimento das condições financeiras mundiais”.

Edição: Graça Adjuto

Economias emergentes devem estar atentas à China, diz diretora do FMI

Da Agência Lusa

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que as economias emergentes devem estar atentas à situação na China, que anunciou hoje (1º) queda na produção industrial pelo sexto mês consecutivo. Ela advertiu que o crescimento mundial este ano deverá ficar abaixo do previsto.

Em discurso na Universidade de Jacarta, Lagarde declarou que o crescimento mundial será provavelmente mais fraco do que o previsto, menos de dois meses depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter revisto para baixo as previsões para 2015, que ficaram em 3,3%.

Segundo a diretora, os mercados emergentes, entre eles a Indonésia e o Brasil, foram particularmente atingidos pela desaceleração da China, segunda economia mundial.

Uma queda na procura chinesa de matérias-primas, ou seja, de exportações de que dependem muitas economias emergentes, teve consequências para esses países, dificuldades que foram agravadas com a recente desvalorização do yuan, a moeda chinesa.

O FMI espera que a Ásia estimule o crescimento mundial, mas o ritmo é menor que o previsto e ainda pode cair, afirmou Lagarde, insistindo na necessidade de “uma resistência maior”.

A queda do crescimento chinês já era esperada e não foi brusca, acrescentou a dirigente do FMI, lembrando que a transição do país para uma economia maior de mercado era “complexa e pode ter sido um pouco caótica”.

Para Lagarde, outras economias emergentes, incluindo a Indonésia, devem estar atentas para enfrentar um possível impacto da desaceleração da China e um endurecimento das condições financeiras mundiais”.

Edição: Graça Adjuto

Mulheres e crianças somam um terço dos migrantes que cruzaram a Macedônia

Da Agência Lusa

Um terço dos migrantes e refugiados que atravessou a Macedônia é formado por mulheres e crianças, informou hoje (1°) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O Unicef acrescenta que cerca de 12% dessas mulheres estão grávidas, enquanto aumenta diariamente o fluxo de migrantes que atravessam a Macedônia provenientes da Grécia, provocando confrontos esporádicos com a polícia, que tenta limitar o trânsito de migrantes pela rota dos Balcãs, em direção ao norte da Europa.

A agência da ONU calcula que 3 mil pessoas entram diariamente na Macedônia, sobretudo após terem chegado à Grécia pelo mar, com o objetivo de se dirigirem ao norte, em particular à Alemanha e à Suécia.

Cerca de 80% das pessoas que chegam à Macedônia fugiram da guerra civil na Síria, enquanto outras abandonaram o Iraque e o Afeganistão, disse o Unicef.

Desde junho de 2015, mais de 52 mil pessoas foram registradas no centro de Gevgelija, no Sul da Macedónia, mas o Unicef calcula que outras 50 mil atravessaram o país sem registro.

“Muitas famílias estão em movimento com as suas crianças há meses, enfrentado temperaturas elevadas e que chegam apenas com as roupas do corpo. Estão fisicamente exaustas e com uma necessidade desesperada de um lugar para repousar”, diz ainda a agência da ONU, que apela pelo o envio de água potável e equipamento sanitário para a região.

Edição: Graça Adjuto