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Pífio, Palmeiras apenas empata em casa com o Bahia por 1 a 1

Estadão Conteúdo

Não foi dessa vez que Ricardo Gareca comemorou a primeira vitória à frente do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Empatando com o Bahia em 1 a 1, na tarde deste domingo, no Pacaembu, pela 13ª rodada, ambas as equipes chegam ao sétimo jogo sem vencer no Nacional.

O comandante argentino entrou novamente com uma equipe diferente. Sacando o compatriota Tobio e optando por Marcelo Oliveira na zaga e Josimar no meio, o treinador escolheu o 4-3-3 para iniciar a partida, com Mouche, Leandro e Henrique.

Com falta de qualidade, a primeira etapa começou retratando bem o que vive as duas equipes na competição. Após 20 minutos sem nenhuma emoção, o Palmeiras chegou pela primeira vez em finalização de Wesley, que Lomba fez boa defesa. O Verdão assustou novamente aos 35, quando Leandro subiu sozinho e testou para fora. No último lance do primeiro tempo, o Bahia teve ótima chance com Kieza, mas Fábio salvou.
 

Fábio lamenta no chão o gol sofrido pelo Palmeiras, que não vence há sete jogos

Fábio, goleiro do Palmeiras, lamenta no chão o gol sofrido pela equipe paulista, que não vence há sete jogos no Brasileirão

A etapa complementar iniciou com mudança no Palmeiras e na partida. Weldinho entrou no lugar do pendurado Wendel e a lentidão saiu para entrar a intensidade. Logo no primeiro minuto, o volante tricolor Wellington soltou o pé cruzado e Fábio conseguiu segurar. Em seguida, após boa jogada de Josimar, Leandro bateu cruzado, assustando Lomba. Aos 8 minutos Henrique teve a chance em finalização de primeira que passou muito perto.

O placar quase foi aberto aos 13 minutos pelo Bahia, quando Kieza roubou a bola de Marcelo Oliveira, rolou para trás e, Marcos Aurélio sozinho, finalizou para fora e viu o a velha frase “quem não faz, toma” acontecer.

Aos 15, Victor Luis acertou lindo cruzamento e Henrique testou para o fundo das redes de Lomba. Quando parecia que o Verdão finalmente tomaria conta do jogo, veio o empate. Aos 17 minutos, Kieza recebeu sozinho de Pará e finalizou cruzado, sem chances para Fábio.

Com o empate, Gareca mexeu novamente e mudou a forma de jogar. Mendieta entrou no lugar de Mouche e Felipe Menezes deu lugar para Patrick Vieira. Na nova formação, o Palmeiras assustou apenas aos 40 minutos o recuado Bahia, com finalização para fora de Patrick Vieira, selando o empate no Pacaembu.

Com um ponto conquistado, o Verdão chegou aos 14, enquanto o Bahia somou o décimo, se mantendo na zona da degola. O próximo jogo alviverde é pela Copa do Brasil, contra o Avaí, no Pacaembu, na próxima quarta-feira. Pela mesma competição, o Bahia pega o Corinthians, no mesmo dia, na Arena da Fonte Nova.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 1 BAHIA

PALMEIRAS: Fábio; Wendel (Weldinho, intervalo), Marcelo Oliveira, Lúcio e Victor Luis; Josimar, Wesley e Felipe Menezes (Patrick Vieira, 27’/2ºT); Mouche (Mendieta, 22’/2ºT), Leandro e Henrique. Técnico: Ricardo Gareca
 
BAHIA: Marcelo Lomba; Roniery, Demerson, Titi e Pará; Fahel (Feijão, 21’/2ºT), Uelliton, Rafael Miranda e Marcos Aurélio (Henrique, 30’/2ºT); Rhayner e Kieza (Emanuel Bianchucchi. 48’/2ºT). Técnico: Charles Fabian

Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Público/renda: 15.206 pagantes / R$ 632.037,50

Cartões amarelos: Titi, Rhayner, Kieza (BAH); Wendel, Lúcio, Leandro (PAL)

GOLS: Henrique, 15’/2ºT (1-0); Kieza, 17’/2ºT (1-1)

São Paulo novamente decepciona e só empata no Morumbi

Estadão Conteúdo

Diante de mais de 46 mil pessoas, no melhor público pagante do Campeonato Brasileiro, o São Paulo voltou a decepcionar neste sábado, no Morumbi, ao ficar no empate em 1 a 1 com o Criciúma. Desfalcado de Kaká, Luis Fabiano, Antonio Carlos e Osvaldo, criou diversas chances de gol e só abriu o placar a 17 minutos do fim, com Alan Kardec. Só que, pouco depois, Rogério Ceni falhou e Rodrigo Souza empatou. Após o jogo, o torcedor, que pediu “raça” durante a partida, vaiou o time.

O empate é o terceiro tropeço seguido do São Paulo. Se a intenção de Muricy Ramalho era aproveitar a sequência contra os pequenos para somar nove pontos, na prática deu tudo errado. Diante do Chapecoense, Goiás e Criciúma, a equipe ganhou um único ponto. Com 20, é só o sétimo colocado.

Agora Muricy terá uma semana para tentar dar um padrão tático ao time, que mais uma vez se mostrou extremamente desorganizado. No domingo que vem, o adversário é o Vitória, mais uma vez no Morumbi. Já o Criciúma, que também não vence há três jogos no Brasileiro, tem 15 pontos, no meio da tabela. No sábado, recebe o líder Cruzeiro.

São Paulo

Desfalcado, São Paulo cricou muitas chances de gol e abriu o placar, mas Criciúma empatou no fim do jogo

O jogo

Pelo terceiro jogo seguido, Muricy Ramalho resolveu mexer no esquema tático do São Paulo. De surpresa, sacou Paulo Miranda, que jogaria na lateral direita, flutuando para a zaga e liberando Rodrigo Caio, e escalou Denilson. Assim, Douglas voltou para a lateral (jogaria no meio) e foi Souza quem ganhou liberdade para avançar.

Sem Antonio Carlos, machucado, seguia o problema da bola aérea defensiva. Tanto que, logo aos 4 minutos, por centímetros Silvinho, ex-jogador do clube, não alcançou a bola num peixinho na pequena área e abriu o placar.

À medida que os jogadores tricolores passaram a entender melhor o esquema tático, que não foi treinado durante a semana, o futebol do time evoluiu. Maicon aparecia bem com Douglas pela direita, enquanto Ganso buscava espaço pelo meio. As oportunidades foram surgindo, mas o São Paulo falhava nas finalizações.

Pato teve três grandes chances no primeiro tempo. Uma ele criou em jogada individual, mas parou em Luiz. Nas outras duas, recebeu cruzamentos e falhou na conclusão. Após o segundo erro, a torcida pediu Luis Fabiano, que está machucado. Souza também teve boa oportunidade, fintando o zagueiro com o corpo e chutando por cima do gol.

No segundo tempo, o ritmo seguiu o mesmo. Rogério Ceni, que fez uma grande defesa no primeiro tempo, só assistia à assistindo à partida. Na frente, muitos gols perdidos. Pato chegou muito perto de marcar, carregando a bola quase desde o meio-campo, mas chutou em cima de Luiz. Novamente ouviu provocações da torcida.

Luiz não chegou a fazer nenhuma grande defesa, mas precisou trabalhar bastante, pegando chutes de Ganso e Toloi. Enquanto isso, a torcida pedia “raça”, algo que visivelmente não estava faltando ao time. Para piorar, Rodrigo Caio sentiu lesão no joelho e caiu no chão já pedindo substituição.

Pouco depois, Alvaro Pereira bateu o rosto no gramado e aparentemente ficou desacordado. Mas aí o uruguaio mostrou que a torcida estava errada. Tal como na Copa do Mundo, rejeitou ser substituído enquanto a ambulância estava ao lado do campo esperando por ele. Em seguida, já estava de volta em campo.

E foi na raça uruguaia que começou o gol tricolor. Alvaro Pereira roubou a bola na defesa e começou o contra-ataque. Enquanto ele corria pela esquerda, Ganso deixou Alan Kardec na cara do gol para fazer 1 a 0.

Muricy Ramalho poderia ter aproveitado para Alexandre Pato tentar mostrar serviço sem tanto peso nas costas, mas tirou o atacante para colocar em campo Ademilson. Quem marcou, porém, foi o Criciúma. Após falta batida na área, Rogério Ceni falhou em não segurar a bola que foi nas suas mãos, a zaga vacilou no rebote e Rodrigo Souza empatou.

Com apenas mais uma substituição a fazer, Muricy trocou Denilson por Boschilia. Mas a desorganização ficou ainda mais evidente, com muitos erros de passes. Luiz só precisou trabalhar para fazer uma defesa fácil em cabeceio de Souza.

FICHA TÉCNICA:

São Paulo 1 x 1 Criciúma

São Paulo: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rodrigo Caio (Paulo Miranda) e Alvaro Pereira; Souza, Denilson (Boschilia), Maicon e Paulo Henrique Ganso; Alexandre Pato (Ademilson) e Alan Kardec. Técnico – Muricy Ramalho.
Criciúma: Luiz; Eduardo, Ronaldo Alves (Gualberto), Fábio Ferreira e Giovanni; Rodrigo Souza, Martinez, Rafael Costa (Lucca) e Wellington Bruno (Higor); Silvinho e Bruno Lopes. Técnico – Wagner Lopes.
Gol: Alan Kardec, aos 28, e Rodrigo Souza, aos 34 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Cartão amarelo: Douglas (São Paulo)
Renda: R$ 1.243.465,00.
Público: 46.617 pessoas (total).
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Corinthians se desfaz de ‘esquecidos’ para enxugar elenco

Lancepress

O torcedor corintiano mal se lembrava do lateral-esquerdo Ramon, de passagem apagada pelo clube entre 2011 e 2013, mas contrato válido até junho de 2015. Isso até esta quarta-feira, quando os turcos do Besiktas anunciaram a compra dos 55% dos direitos que o Timão possuía, por R$ 4 milhões. A venda inesperada alivia os cofres do clube e evita que o elenco fique mais inchado com a volta de um atleta.

Atualmente, o inchaço do elenco é uma das principais preocupações do técnico Mano Menezes, que conta com 33 jogadores e ainda espera por Marcelo, do Atlético-PR, em negociação, e o meia Lodeiro.

Destes 33 jogadores, alguns nem tiveram oportunidade de entrar em campo em 2014: são os casos do goleiro Julio César, que não atuou nem em amistoso, e do zagueiro Wanderson. Outros seis têm menos de 90 minutos em toda a temporada: Danilo Fernandes, Ferrugem, Guilherme Arana, Guilherme Andrade, Paulinho e Malcom.

Não à toa, cinco destes oito jogadores são revelações das categorias de base do Corinthians e sofrem com a falta de espaço na equipe.

“No dia a dia a gente tem que mostrar trabalho, porque o professor coloca um, tira outro e vai vendo quem tem mais chance de ir para os jogos. Vamos fazer nosso papel bem para esperar a oportunidade. Quando ela chegar, precisamos agarrar para ter outras”, explica o atacante Malcom, de 17 anos.

Tentando evitar desgastes no elenco, o Corinthians já rescindiu com o volante Jocinei, que já assinou com a Portuguesa. O “vizinho” do Parque Ecológico deve ser o mesmo destino do peruano Cachito Ramírez, outro sem espaço, e que recusou Sport e Vasco no início do ano confiante de que Mano lhe daria mais oportunidades de jogar.
Com reforços e pinta de favorito, agora é hora de enxugar o grupo.

Felipão vive “dia D” para chacoalhar elenco e decidir time

Depois de uma semana turbulenta, a Seleção Brasileira tem um treino decisivo nesta quarta-feira pela manhã para saber qual postura a equipe terá diante da Colômbia na próxima sexta-feira. Depois de três dias sem os titulares treinando no gramado, o técnico Luiz Felipe Scolari terá, enfim, um coletivo com a presença dos 23 jogadores, que definirá principalmente quem será o substituto do volante Luiz Gustavo, suspenso pelo segundo cartão amarelo.

A atividade também servirá para Felipão chacoalhar o grupo de jogadores, que vem sendo alvo de críticas pelo desempenho abaixo do esperado nestas quatro partidas de Copa do Mundo e pela emoção exacerbada que mostram durante as partidas. Em bate-papo informal com seis jornalistas, na última segunda-feira, o treinador revelou que vê falhas no time, mas que muito tem a ver com a questão psicológica.

“Não é preciso mais tanto choro. Felipão e Parreira já detectaram alguns jogadores que estão com a adrenalina acima do normal e vão fazer tudo para aliviar a tensão geral”, declarou o jornalista Luiz Antônio Prósperi, um dos que participaram da conversa, no jornal O Estado de S. Paulo. “Há a certeza de que o time tem sido muito coração e pouca razão. A cabeça precisa esfriar a paixão”, afirmou Paulo Vinicius Coelho, outro escolhido de Felipão para reunião, no jornal Folha de S. Paulo.

Para vaga de Luiz Gustavo, a tendência natural é a volta de Paulinho à equipe, fazendo a função de segundo volante. O jogador, que não teve um desempenho bom na primeira fase da Copa do Mundo e acabou sendo retirado da equipe para a entrada de Fernandinho contra o Chile, nas oitavas de final, parece ter retomado a confiança de Felipão.

Principalmente pela postura mostrada antes da decisão por pênaltis no último sábado. Na ocasião, Paulinho repetiu uma cena feita por Zagallo na disputa da semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda, batendo no peito de cada um dos cobradores de pênaltis e dando força e confiança para eles.

Se Paulinho for mesmo o escolhido de Felipão para o duelo com os colombianos, é provável que Fernandinho seja recuado para a função de primeiro volante. O jogador do Manchester City declarou ontem que está acostumado em jogar neste posicionamento. “Encaro com naturalidade, fui convocado como primeiro volante, é assim que venho jogando na Inglaterra, não é segredo. Se o Felipão optar por colocar outro jogador ali, também não há problema, o importante é encontrar um equilíbrio para segurar o meio de campo da Colômbia”.

Felipão ainda tem outras duas opções se não quiser mudar muito o setor, promovendo a entrada ou de Hernanes ou de Ramires. O volante da Inter de Milão foi um dos destaques positivos do amistoso feito pelos reservas com o Sub-20 do Fluminense na tarde de terça-feira. Uma outra alternativa para Scolari é improvisar um zagueiro no meio-campo. Henrique já foi testado no setor e David Luiz poderia ser adiantado, com a entrada de Dante, na zaga.

Além da preocupação com os volantes, tudo leva a crer que Scolari fará algumas experiências em outros setores da equipe nesta quarta-feira. A preocupação principal é com o setor ofensivo. O treinador viu a partir do segundo tempo contra os chilenos o time explorar demais as ligações diretas entre goleiro e ataque, sem passar a bola pelo meio-campo. Bem marcados, Fred e Jô pouco conseguiram fazer.

Assim, é possível que Felipão teste na atividade de hoje um time sem centroavante. Para isso, o técnico em algum momento do treino deve promover a entrada de William ou Ramires na equipe titular no lugar de Fred. Neymar ou Hulk poderão funcionar como o chamado “falso 9”, jogador que será o último homem do ataque do Brasil, mas com mais mobilidade para sair da área.

Fonte: Terra

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