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Três morrem e 388 ficam feridos na Argélia em pânico provocado por tremor de terra

Imagem do centro de Alger, onde o pânico tomou conta da população depois de um terremoto

Imagem do centro de Alger, onde o pânico tomou conta da população depois de um terremoto

(Foto: Wikimedia Commons)
RFI

Três pessoas morreram e 388 ficaram feridas depois de um tumulto provocado por um tremor de terra de 5,6 na escala Richter em Argel, capital da Argélia, segundo o ministério da Saúde do país. De acordo com informações do governo, a população foi tomada pelo pânico. Não há feridos graves.

 

Além da capital, cidades nas redondezas também foram atingidas pelo tremor. Dos três mortos, dois se jogaram da sacada de seus apartamentos, entre eles uma mulher em Alger e um homem em Rouïba. A terceira pessoa morreu de infarto. Muitos habitantes foram acordados pelo tremor e foram para as ruas temendo a queda dos edifícios.

De acordo com o coronel Farouk Achour, responsável pela comunicação, o tremor, ocorrido às 05h11, não provocou estragos relevantes.

O epicentro do seísmo estava situado no mar, a 19 quilômetros a nordeste de Bologhine, de acordo com o CRAAG (Centro Argelino de buscas em Astronomia, Astrofísica e Geofísica), que já registrou mais de 20 réplicas. Uma delas, de 4,3 na escala Richter, cerca de 15 minutos mais tarde.

De acordo com Kamel Lamali, pesquisador do CRAAG, tremores de terra são comuns na Argélia, que registra uma centena de seísmos por mês. Mas a maior parte passam despercebidos. O país é situado entre duas placas tectônicas e sujeito a terremotos. Em 2003, um tremor em Bourmedes, no leste da capital deixou mais de 3 mil mortos.

Japão batiza 160 pequenas ilhas em zona disputada com a China

As relações entre Pequim e Tóquio, as duas maiores potências da Ásia, se deterioraram desde o final de 2012 devido a esta disputa territorial, mas também por divergências históricas

France Presse

01/08/2014 

Tóquio – O Japão batizou nesta sexta-feira cerca de 160 pequenas ilhas situadas no limite de suas águas territoriais no Mar da China oriental, incluindo um pequeno grupo que faz parte de um arquipélago reivindicado pela China.

Cinco destas ilhotas integram o arquipélago de Senkaku, controlado por Tóquio, mas que a China reivindica sob o nome de Diaoyu.

As relações entre Pequim e Tóquio, as duas maiores potências da Ásia, se deterioraram desde o final de 2012 devido a esta disputa territorial, mas também por divergências históricas.

As ilhas Senkaku/Diaoyu, nacionalizadas pelo Japão em setembro de 2012, estão situadas 200 km a nordeste de Taiwan, que também as reivindica, e 400 km a oeste de Okinawa (sul do Japão).

EUA chamam de barbárie violação do cessar-fogo pelo Hamas

Trégua de 72 horas não durou nem duas horas

Trégua de 72 horas não durou nem duas horas<br /><b>Crédito: </b> Hazem Bader / AFP / CP
Trégua de 72 horas não durou nem duas horas
Crédito: Hazem Bader / AFP / CP

Os Estados Unidos acusaram nesta sexta o Hamas de cometer uma barbárie ao romper a trégua na Faixa de Gaza. “Os israelenses indicaram esta manhã que o cessar-fogo foi violado e que os militantes do Hamas utilizaram a trégua humanitária para atacar soldados israelenses e tomar um refém. Isso é uma violação bárbara do acordo de cessar-fogo”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, à cadeia CNN.

“Trata-se de uma ação escandalosa e olhamos para o resto do mundo para que se unam a nós para condená-la”, afirmou, por sua parte, o assessor adjunto de segurança nacional da Casa Branca, Tony Blinken, à televisão MSNBC.

Acordo de cessar-fogo de 72 horas

A trégua de 72 horas acertada por Israel e o grupo Hamas na Faixa de Gaza durante a madrugada desta sexta-feira entrou em vigor já condenada ao fracasso, depois da morte de 27 palestinos, de dois soldados israelenses e a retomada dos combates. Além disso, mais de 150 pessoas ficaram feridas pelos disparos de Israel perto da cidade de Rafah, sul do território, onde os serviços médicos não conseguem entrar para tratar das vítimas.A trégua de três dias acertada entre Israel e o Hamas teoricamente entrou em vigor às 8h da manhã local (2h de Brasília).

O governo israelense não tardou em acusar o movimento islamita palestino e seus aliados de violação flagrante do cessar-fogo. O Hamas também atribuiu a ruptura da trégua ao Estado hebreu. “A ocupação (Israel) violou o cessar-fogo. A Resistência palestina agiu em nome de seu direito a se defender (e) para colocar fim ao massacre de nosso povo”, declarou em um comunicado o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

Trégua natimorta

Duas horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo, as sirenes voltaram a soar em Israel para avisar de um disparo de míssil perto de Rafah, e a artilharia israelense respondeu prontamente, evidenciando a crescente volatilidade da situação. Ao anunciar a trégua, o secretário de Estado americano John Kerry advertiu que o exército israelense continuaria realizando suas operações de retaguarda. O Hamas assegurou, por sua parte, que responderia a qualquer ataque israelense.

Segundo Kerry, o cessar-fogo era “fundamental para permitir aos civis inocentes um alívio muito necessário em meio à violência”. “Durante este período, os civis na Faixa de Gaza receberão ajuda humanitária de emergência e terão a oportunidade de realizar funções vitais, como enterrar os mortos, cuidar dos feridos e se reabastecer de alimentos”, explicou. “Os reparos necessários nas infraestruturas de abastecimento de água e energia também poderão ser realizados neste período de trégua”.

O secretário de Estado destacou que realizava o anúncio do cessar-fogo conjuntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também envolvido na busca de uma solução para o conflito. “Não há qualquer garantia de que alcançarão um acordo duradouro”, admitiu Kerry, no entanto.

População de Gaza sem ilusões

A trégua foi precedida de duas horas de intensos bombardeios israelense e disparos de foguetes palestinos. O exército israelense anunciou a morte de cinco soldados durante a noite. Na zona de Khan Yunes (sul), 14 palestinos morreram, segundo serviços de emergência. “Desde o início da guerra, os israelenses disparam mísseis contra nosso bairro”, queixa-se Abdelgadir, de 43 anos. “Vejam o que aconteceu com nossas casas. Não resta nada! Não temos água, nem luz, nem paz. Apesar de tudo, vamos continuar aqui”, assegurou.

A trégua foi acertada depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu um “cessar-fogo imediato e sem condições que leve a uma paralisação duradoura do conflito, com base na proposta egípcia” de mediação. Durante a reunião do Conselho, o chefe da Agência da ONU para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Pierre Kr¤henbühl, disse que a população na Faixa de Gaza está no limite. Segundo Kr¤henbühl, que não conseguiu segurar as lágrimas durante sua declaração, as condições de vida nos abrigos superpopulosos da ONU, que reúnem cerca de 220 mil pessoas, “são cada vez mais precárias”, em uma situação sanitária deplorável e de riscos de epidemias.

A diretora de Operações Humanitárias da ONU, Valerie Amos, lembrou “a obrigação absoluta” dos beligerantes de proteger ao máximo os civis e os trabalhadores humanitários. “A realidade em Gaza hoje é que nenhum lugar é seguro”, lamentou, lembrando que 103 instalações da ONU haviam sido alvo de ataques desde o início do conflito.

O bombardeio, na quarta-feira, de uma escola da UNRWA no campo de refugiados de Jabaliya (norte da Faixa de Gaza), uma das 83 escolas da ONU usadas para abrigar os civis que fogem dos combates, foi energicamente condenado pelas Nações Unidas e por diversas capitais, incluindo Washington. A Casa Branca disse ter poucas dúvidas de que o Exército israelense tenha sido o autor do ataque e voltou a pedir ao Estado hebreu que “faça mais” para proteger os civis.

Apesar da pressão internacional, Netanyahu alertou na quinta que o Exército “vai terminar o trabalho” visando à destruição da capacidade militar do Hamas na Faixa de Gaza. “Estamos determinados em concluir” a destruição dos túneis do Hamas “com ou sem cessar-fogo”, afirmou Netanyahu no 24º dia de uma nova guerra devastadora, após o anúncio da mobilização de 16.000 reservistas adicionais – elevando o total para 86.000 mobilizados – e do fornecimento de munições americanas.
Fonte: AFP

2002, 2006, 2008, 2014: continua o genocídio sionista em Gaza

Reprodução

O objetivo do genocídio é a submissão total de um povo a outro; é uma decisão política para quebrar o espírito de resistência dos opositores

Achille Lollo, de Roma (Itália)

Pela sexta vez, em menos de oito anos, tive de escrever uma página do jor­nal para relatar o massacre dos palesti­nos em Gaza. Um genocídio politicamen­te autorizado pelo governo sionista de Benjamin Netanyahu. Um crime contra a humanidade planejado pelos generais do Tzahal e executado, cada vez mais cien­tificamente, por 74 mil soldados e cente­nas de pilotos.

Enfim, um massacre que 86% daque­le povo que se acha predileto e escolhido por Deus invoca, aplaudindo todos aque­les que o realizam, para depois linchar, física e verbalmente, quem denuncia e defende o direito dos palestinos em ter um Estado livre e independente.

Por outro lado, quem, minimamen­te critica ou questiona esse contexto só­cio-político é logo censurado, estigmati­zado, difamado e, sobretudo, acusado de ser um anti-semita.

E foi o que aconteceu com Gianni Vat­timo, filósofo e ex-deputado da esquerda no Parlamento Europeu, que em uma en­trevista condenou os sionistas pela forma bárbara com que perseguem os palesti­nos desde 1948, sublinhando que “o cer­co mortal que o exército de Israel está re­alizando em Gaza é a repetição histórica do que fizeram os nazistas”.

Logo, em toda a Europa insurgiu o lo­bby midiático sionista para varrer Gian­ni Vattimo com a infamante acusação de ser um anti-semita. Somente indivídu­os ignorantes, sectários e culturalmente pobres que nunca leram um livro desse filósofo puderam detrair, injustamente, Vattimo. Entretanto, no dia 27 de julho, o lobby sionista voltou a atuar contra a cantora israelense Noa, que devia reali­zar um show em Milão, no Teatro Man­zoni. Um cancelamento feito na última hora que, na realidade, foi decidido em Tel-Aviv e implementado em Milão pela “ADEI-WIZE-Mulheres Judaicas da Itá­lia”, com o explícito motivo de censurar e punir Noa, que – por ser uma celebri­dade em Israel e no mundo – havia “ou­sado” ir a Ramallah para se encontrar com o presidente da ANP, Abu Mazem e depois declarar aos repórteres: “Sim, encontrei o líder dos palestinos em Ra­mallah e creio que Abu Mazen quer mes­mo a paz , porém, não posso dizer o mes­mo do líder do meu país” – uma atitude que faz lembrar o “ame-o ou deixe-o” da ditadura brasileira.

Um massacre histórico

Obama e o Partido Democrata sabem muito bem que as imagens dos 1.296 civis palestinos, na maioria crianças, adolescentes e mulheres, assassinados em Gaza pelos jatos e tanques do exér­cito sionista, bem como os 7 mil feridos terão um peso determinante na esco­lha do próximo candidato à presidên­cia dos EUA.

Por isso, Obama virou um presiden­te bicéfalo. Quando está fechado na Ca­sa Branca, declara que Israel tem todo o direito a se defender, repassando-lhe 1,6 bilhão de dólares para comprar da indús­tria militar dos EUA jatos, navios, fogue­tes e bombas de todo tipo. Depois, quan­do se encontra com os jornalistas, fala como um marciano que, pela primeira vez, descobre que na terra há um conflito em um território chamado Gaza, onde é preciso uma trégua além de abrandar as operações para socorrer os civis.

O cinismo de Obama, mas também de François Hollande, Angela Merkel, Nick Cameron e do próprio presidente italia­no, Giorgio Napolitano, é tão seleto, tão bem dissimulado que muitos acreditam que os apelos para uma trégua humani­tária de 8 horas sejam verdadeiros ape­los para a paz.

Na realidade, todos eles querem que o exército do governo sionista seja me­nos açougueiro e mais cirurgião. Todos eles esperam que Israel consiga que­brar o Hamas, porque esse é o último sustentáculo da luta de resistência do povo palestino.

Se o Hamas for derrotado, com a con­sequente desmilitarização e monitora­mento internacional-sionista das ativi­dades políticas na Faixa de Gaza, todo o povo palestino ficará definitivamente desbaratado e vencido. Pois, nos últimos dez anos, o Estado de Israel conseguiu aprisionar o povo palestino limitando a representação política da chamada ANP (Autoridade Nacional Palestina) em ter­ritórios, praticamente separados e fecha­dos pelo Muro da Vergonha e por corre­dores rodoviários municiados pelo exér­cito sionista.

Acordos de Oslo

Por outro lado, os governos ociden­tais e também os árabes ficaram calados diante da contínua ocupação de terras palestinas para construir colônias e con­domínios judaicos – um projeto financia­do por transnacionais e bancos europeus e estadunidenses que, gradualmente, de­sarticulam e desintegram a única vitória de Yasser Arafat nos Acordos de Oslo, is­to é: a esperança de construir um Estado palestino independente.

Hoje, a esperança de poder, finalmen­te, realizar o projeto político “Dois Es­tados para Dois Povos”, com a criação do Estado da Palestina, livre e indepen­dente, ao lado do Estado de Israel pra­ticamente morreu com a operação mili­tar “Protective Edge”, na qual prevale­ceu a sistematização do massacre e a ló­gica do extermínio, nos moldes do que dizia Karl Von Clausewitz “A guerra na­da mais é que a continuação da política por outros meios”.

Porém, é preciso sublinhar que o go­verno sionista não foi o único responsá­vel desse crime histórico. Benjamin Ne­tanyahu e Shimon Peres, hoje, são ape­nas os coveiros de um processo histórico repleto de finalidades ambíguas e opor­tunistas, já que os Acordos de Oslo, em 1993, foram também a solução que a Ca­sa Branca encontrou para engavetar as reivindicações de Arafat e permitir a Tel Aviv controlar a primeira Intifada, que explodiu, em 1987, como um grande le­vante popular do povo palestino. Levan­te que tinha referências políticas especí­ficas ditadas pelas organizações revolu­cionárias (Al-Fatah, FPLP, FDLP) que, por isso, foram massivamente reprimi­das pelo exército sionista.

De fato, o aprisionamento da maior parte dos dirigentes e militantes dessas organizações foi também uma contribui­ção política da burguesia palestina que, em troca, ganhou o direito de enriquecer fazendo grandes negócios com a indús­tria israelense graças aos planos de ajuda internacional para a reconstrução das ci­dades da Cisjordânia.

Por exemplo, após o assassinato, por agentes sionistas do Mossad, do então secretário-geral da FPLP, Abu Ali Mus­tafá (que substituiu George Habash, um dos fundadores da FPLP), o governo sio­nista exigiu, em 2002, que a polícia da ANP prendesse em Gaza Ahmad Sa’adat, o novo secretário-geral da Frente Popu­lar pela Libertação da Palestina (FPLP). Ahmad Sa’adat foi preso e depois entre­gue aos tribunais israelenses que o con­denaram a 30 anos de isolamento, finali­zando, assim, o processo de decapitação política das organizações revolucionárias e marxistas palestinas.

O papel do Hamas

Se organizações como Al-Fatah, FPLP, FDLP, CG-FLP nasceram para derrotar o Estado de Israel, o Hamas vi­rou opositor de Israel por efeito da con­juntura política. De fato, o Hamas foi criado em 1987 pelos xeques Ahmed Yassim, Mohammad Taha e Abdel Aziz al-Rantissi, que representavam a ala palestina na Irmandade Muçulmana do Egito, oficialmente reconhecida em Is­rael. A Arábia Saudita financiou o pro­jeto dos três xeques para, inicialmente, desenvolver uma ampla assistência so­cial, a construção de mesquitas e uma intensa ação comunitária na Cisjordâ­nia e na Faixa de Gaza.

O partido político do Hamas apare­ceu somente depois da primeira Intifa­da, para depois, em 2006, assumir uma dimensão nacional derrotando o Al-Fa­tah nas eleições para o Parlamento Pa­lestino, para o governo da Faixa de Ga­za e das cidades de Nablus e Qalqilyah. Em 2007, os combates para expulsar o Al-Fatah de Gaza determinaram a afir­mação do braço militar do Hamas, de­nominado Brigadas Izz ad-Din al-Qas­sam. Começava, então, para o Hamas uma nova perspectiva política e militar, virada para o enfrentamento direto com Estado sionista e para criar um Estado muçulmano palestino. Uma tese que, em 1988, era vagamente mencionada na Carta de Princípios do Hamas.

Para o governo sionista, a atividade be­neficente do Hamas continua sendo a fa­chada artificial de uma organização fun­damentalista, voltada para mobilizar e transformar os jovens palestinos em ter­roristas. Na realidade, a popularidade do Hamas é uma consequência dos erros do grupo político majoritário do Al-Fatah, ligado a Yasser Arafat, e da conduta cor­rupta da burguesia palestina, cujo candi­dato à sucessão de Arafat foi o inexpres­sivo Abu Mazen.

Por isso, nessas condições específicas e com o Estado de Israel que aumentava a repressão e o latrocínio das terras, o Ha­mas se tornou o símbolo da resistência para a maioria dos palestinos. Um sen­timento que, inevitavelmente, concreti­zou-se em pouco tempo, também, graças às ações violentas praticadas pelos co­lonos e, sobretudo, pelo exército sionis­ta nas inúmeras tentativas de subjugar e expulsar o Hamas de Gaza.

Podemos, portanto, dizer que em Ga­za se fechou o ciclo político do Al-Fatah, a partir do qual a luta do povo palestino assumiu uma nova dimensão, determi­nada por um novo ciclo que as três ver­tentes políticas do Hamas decidiram as­sumir diante da arrogância expansionis­ta do Estado sionista.

Responsabilidades da ONU

Quando em julho de 2001, em entre­vista a uma rádio, o falecido ministro do Turismo de Israel, Rehavam Ze’evi, líder da extrema-direita sionista, manifestou­-se publicamente a favor da limpeza ét­nica dos palestinos, afirmando: “Nós de­vemos nos livrar daqueles que não são cidadãos israelenses como quem se li­vra de um câncer”, a ONU, e em parti­cular o Conselho de Segurança, deveria ter tomado uma drástica posição, porque aquelas declarações, proferidas publica­mente por um membro do governo isra­elense, na realidade, revelavam como a política da impunidade havia transfigu­rado os ideais do sionismo.

No Conselho de Segurança daqueles anos, ninguém quis entender que as pa­lavras de Ze’evi não eram apenas slogans de um extremista direitista. Lamentavel­mente, a partir desse período, os concei­tos de limpeza étnica e de separação ter­ritorial começaram a ganhar o coração e as mentes da maioria dos cidadãos do Estado de Israel.

Mesmo assim e apesar do que tinha acontecido em Beirute e no sul do Líba­no, o Conselho de Segurança nunca cau­telou o povo palestino com uma resolu­ção efetiva e capaz de garantir com auto­ridade a paz e a convivência entre o po­vo judeu e o palestino. Um Conselho de Segurança que, também, nunca pensou que os palestinos tivessem direito a ter um próprio Estado, já que os interesses geoestratégicos dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França sempre jus­tificaram o veto político, enquanto as poucas resoluções que saíram em favor do povo palestino, na realidade, nunca foram implementadas.

Hoje, a patética aparição do secretário­-geral da ONU, Ban Ki-moon evidencia, ainda mais, a incapacidade estrutural das Nações Unidas de ser, efetivamente, a entidade mundial que tem uma reco­nhecida autoridade política e moral ap­ta a se colocar acima dos interesses dos governos. Por outro lado, a continuação de um massacre realizado por um exérci­to considerado um dos mais fortes e bem equipado do mundo demonstra quanto é inútil um Conselho de Segurança que é eficaz em defender, sobretudo, os in­teresses geoestratégicos das grandes po­tências imperiais, porém, incapaz de ga­rantir a paz, a convivência e a segurança a todo o mundo.

Dia mais sangrento da ofensiva israelense deixa 119 mortos e 500 feridos em Gaza

Reprodução

Total de mortos chega a 1.349 e os feridos são mais de 7,5 mil, a maioria civis, incluindo mulheres e crianças

31/07/2014

Da Redação*

As Forças Armadas de Israel mataram 119 palestinos e deixaram mais de 500 feridos na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (30). As informações são dos agentes humanitários em território palestino. Com esses números, ontem foi o dia mais sangrento desde o início da atual ofensiva militar israelense.

O porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al Qedra, especificou que os dois episódios mais graves ocorreram quando o Exército israelense atingiu uma escola gerida pela ONU no norte da Faixa de Gaza e um mercado na capital.

O porta-voz detalhou que o total de mortos desde o início da ofensiva israelense, que começou em 8 de julho, chega a 1.349 e os feridos são mais de 7,5 mil, a maioria civis, inclusive mulheres e crianças.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, declarou hoje (31) a Faixa de Gaza como “área de desastre humanitário” e pediu à comunidade internacional para proteger e dar assistência à região devastada pela ofensiva israelense.

O dirigente palestino acusa Israel de cometer crimes de guerra e aconselha a ONU a pressionar as instituições internacionais para que enviem ajuda de emergência à Faixa.

*com informações do Opera Mundi

Israel admite ter bombardeado escola em Gaza

Exército disse que apenas respondeu a um ataque, mas que um se tiro se perdeu a atingiu local

Região de Beit Hanoum sofreu um grande ataque israelense / Marco Longari / AFPRegião de Beit Hanoum sofreu um grande ataque israelenseMarco Longari / AFP

O Exército de Israel admitiu neste domingo ter disparado um morteiro contra uma escola da ONU na Faixa de Gaza, onde 15 refugiados morreram na quinta-feira, mas afirmou que não havia pessoas no local no momento do impacto.

Segundo o porta-voz do Exército Peter Lerner, que apresentou as conclusões de uma investigação interna, militantes palestinos dispararam tiros de morteiro e foguetes antitanque contra as tropas israelenses a partir dos arredores da escola da ONU em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.

O Exército hebreu respondeu ao ataque palestino com disparos de morteiro, e “apenas um perdido atingiu o pátio da escola”, que naquele momento estava “completamente vazia”.

“Rejeitamos as afirmações de vários responsáveis, realizadas logo após o incidente, de que a morte de pessoas no perímetro da escola foi causada por uma atividade operacional do Exército israelense”.

Um fotógrafo da AFP esteve na escola em questão, onde observou poças de sangue. Os serviços de emergência palestinos informaram que 15 pessoas morreram e 200 ficaram feridas no local.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, confirmou na ocasião a morte de várias pessoas, incluindo “mulheres e crianças”.

Segundo Lerner, uma possibilidade é que a escola tenha sido utilizada como local de primeiros socorros para pessoas feridas durante os combates.

Beyoncé é a celebridade mais poderosa do mundo

 
A cantora pop Beyoncé conquistou a primeira posição no ranking da Forbes

 A cantora pop Beyoncé conquistou a primeira posição no ranking da Forbes

Beyoncé foi eleita a celebridade mais poderosa do mundo em 2014 pela revista norte-americana “Forbes”, que divulgou seu ranking no começo da semana. A lista conta ainda como famosos como Oprah Winfrey, Rihanna e Gisele Bündchen, a única brasileira na lista.
Beyoncé conquistou a posição por conta de sua turnê “The Mrs Carter Tour” e por seus acordos comerciais, de acordo com a publicação. “O maior ano da carreira de Queen B veio como cortesia de uma turnê enorme. A cantora superstar fez 95 show, com uma média de US$ 2, 4 milhões por cidade, de acordo com o Pollstar. Ela ainda lançou seu álbum mais inovador. Entitulado simplesmente Beyoncé”, o disco fez sucesso no iTunes com quase nenhuma publicidade. E o single ‘Drunk In Love’ vendeu mais de um milhão de cópias”, relatava o texto.
A “Forbes” ainda citou os outros empreendimentos da artista, como a grife House of Dereon, e estimou que os ganhos dela no último ano foram de US$ 115 milhões.Neste ano, Beyoncé já havia sido apontada como uma das personalidades mais influentes do mundo pela “Time”. Marido da artista, e seu parceiro na recém-lançada turnê “On The Run”, Jay-Z também aparece na lista, em sexto lugar, com rendimentos de US$ 60 milhões no último ano.
Em segundo lugar no ranking, logo atrás de Beyoncé, está o astro do basquete LeBron James, citado por conta de seus acordos milionários com marcas como Nike, McDonald’s, Coca-Cola e Upper Deck. O produtor e rapper Dr. Dre ficou em terceiro lugar, com ganhos de US$ 620 milhões no último anos. Em quarto e quinto lugares, estão as poderosas apresentadoras Oprah Winfrey e Ellen DeGeneres.
Fechando os dez mais poderosos, estão o lutador Floyd Mayweather Jr, em sétimo, as cantoras Rihanna e Katy Perry, em oitavo e nono, e o ator Robert Downey Jr, em décimo.
A modelo Gisele Bündchen é a única brasileira na lista da “Forbes”. Segundo a publicação, ela recebeu US$ 47 milhões no último ano, sendo pelo oitavo ano seguido a modelo mais bem paga do mundo, e não sai de casa por menos que US$ 128 mil por dia.
Outros sul-americanos presentes no ranking são o jogador de futebol argentino Lionel Messi e a atriz colombiana Sofia Vergara. Os dois aparecem antes de Gisele, no 45º e no 54º lugar, respectivamente.

 

Jornalista argentina morre em acidente na BR-381

Estadão Conteúdo

A jornalista argentina Maria Soledad Fernández, de 26 anos, que estava no Brasil acompanhando a atuação da seleção de seu País na Copa do Mundo, morreu na madrugada desta quarta-feira,   em um acidente na BR-381, que liga São Paulo a Belo Horizonte. O carro em que ela estava capotou e caiu em uma ribanceira próximo a Oliveira, na região centro-oeste de Minas.

Além da morte de Maria Soledad, o acidente deixou feridos o motorista Fernando Javier Bruno, de 41, e Juan Daniel Berazagueti, de 43. O trio voltava de São Paulo, onde a Argentina conquistou vaga para as quartas de final da Copa ao derrotar a Suíça por 1 a 0 no Itaquerão, para a capital mineira. A seleção do país vizinho está baseada no Centro de Treinamento do Atlético-MG, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o Doblô alugado placa OXH-5594 em que eles estavam saiu da pista na altura do quilômetro 619 e caiu na ribanceira de cerca de seis metros. Bruno e Berazagueti foram levados para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Oliveira e, em seguida, transferidos para o Hospital Regional de Betim, também na região metropolitana da capital, onde estão internados sem risco de morte.

Testemunhas contaram à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que um Golf teria batido na traseira do Doblô. O Golf foi encontrado em um posto de gasolina próximo ao local do acidente. Dois homens de São Paulo que estavam no veículo e alegaram que haviam batido em um caminhão, mas uma perícia no Golf encontrou indícios de que ele realmente teria se envolvido no acidente com o carro onde estava a jornalista. A dupla foi encaminhada à delegacia de Oliveira para prestar depoimento e liberada em seguida.

O consulado da Argentina em Belo Horizonte acompanha o caso e informou que está prestando assistência às famílias das vítimas e um integrante da representação diplomática seguiu para Oliveira para providenciar a liberação do corpo de Maria Soledad. Ela era filha do também jornalista Tití Fernández, que, assim como Maria Soledad, está no Brasil fazendo a cobertura da Copa do Mundo.

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